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segunda-feira, 25 de abril de 2011

URINA DE VACA - FONTE DE NUTRIENTES E SUBSTÂNCIAS BENÉFICAS ÀS PLANTAS

A Agricultura Orgânica pode ser definida de diversas maneiras devido à multiplicidade das características envolvidas. Uma boa definição é esta que diz que é "um método de agricultura que visa o estabelecimento de sistemas agrícolas ecologicamente equilibrados e estáveis, economicamente produtivos em grande, média e pequena escalas, de elevada eficiência quanto à utilização dos recursos naturais de produção e socialmente bem estruturados, que resultem em alimentos saudáveis, de elevado valor nutritivo e livres de resíduos tóxicos, e em outros produtos agrícolas de qualidade superior, produzidos em total harmonia com a natureza e com as reais necessidades da humanidade". Dentro da dimensão ecológica da Agroecologia, podemos identificar várias ações no sentido de ecologização dos sistemas produtivos, sendo que essas ações são possíveis de serem realizadas pelos agricultores. Além de conservar e melhorar a fertilidade dos solos, de preservar e ampliar a biodiversidade natural e doméstica, de proteger as fontes e cursos d'água, eliminar o uso de substâncias tóxicas, como os agrotóxicos e adubos sintéticos ou de efeito desconhecido, como os organismos geneticamente modificados, os agricultores deveriam, ainda, se preocupar com a reciclagem e/ou reutilização de materiais, energia e nutrientes. Dentre as possibilidades, em nível de propriedades, de reciclar nutrientes, está a utilização de urina de vaca. A urina, além de fornecer nutrientes e substâncias benéficas às plantas, não custa dinheiro, não é marca registrada de empresa, não causa risco à saúde do produtor e é tão, ou mais, fácil de aplicar que muito agrotóxico. A urina de vaca é um insumo que livra os agricultores da dependência. Na urina de vaca, encontramos vários nutrientes como o nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, boro, cobre, zinco, sódio, cloro, cobalto, molibdênio, alumínio (abaixo de 0,1 ppm), os fenóis, que são substâncias que aumentam a resistência das plantas. Também encontramos o ácido a indolacético, que é um hormônio natural de crescimento de plantas. Portanto, o uso da urina de vaca sobre os cultivos tem efeito fertilizante, fortificante (estimulante de crescimento) e também o efeito repelente devido ao cheiro forte. Como Preparar – A urina deve ser recolhida em um balde e logo após ser envasada em recipiente fechado por no mínimo três dias antes de usar. Em recipientes fechados a urina poderá ser guardada por até um ano. Como Utilizar – Diluir a um por cento (um litro de urina em cem litros de água), fazer pulverizações semanais em hortaliças e em frutíferas a cada quinze dias. Para utilizar no solo, junto ao pé da planta, diluir a cinco por cento (cinco litros de urina em cem litros de água). A integração da agricultura com a criação animal na propriedade é de extrema importância, pois além da urina, o esterco pode ser transformado em composto, muito importante para a agricultura orgânica.

TILLANDSIA TRICOLOR V. MELANOCRATER

 Nome Científico: Tricolor Tillandsia V. Melanocrater
 Nome Popular: Tillandsia Tricolor Var. Melanocrater
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: América Central
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Tricolor é nativa da América Central, e pode ser encontrada do México a Costa Rica. Habita regiões que encontram-se entre quinhentos a dois mil e trezentos metros acima do nivel do mar. A variedade Melanocrática, difere da especie tipica pelas bases das folhas que são quase pretas em vez de marrom e sua distribuição altitudinal, mais próxima do nível do mar. Elas possuem tamanho médio de vinte e cinco centimetros. Possui folhas numerosas, coriáceas, com rosetas apertadas e bainhas largas, quase negras. A lâmina é verde claro. Pode-se distinguir entre a lâmina e a bainha de uma variedade de outra a cor bonita pontilhada de verde a marrom e a preta. A rigidez das folhas as tornam quase quentes, que é uma boa maneira de reconhecer a Tillandsia Tricolor. O nome vem do tricolor que pode apresentar três cores de folhas verdes no limbo, marrom ou preta na bainha e vermelha na ponta, no momento da floração. As folhas apresentam escalas peltadas muito pequenas, presentes principalmente nas faces inferiores das folhas. A inflorescência se apresenta através de uma haste grande com vinte e cinco centímetros em média, com a coloração vermelha ao longo do eixo principal. As brácteas são amarelas. Suas flores, são sésseis, com vários centímetros de comprimento na cor roxa ou lilás. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA POLYSTACHIA

 Nome Científico: Polystachia Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Polystachia
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México, Antilhas, Bolívia e Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Polystachia é encontrada no México, Antilhas, Bolívia e Brasil. Trata-se de uma espécime forte e de grande porte que se transforma em uma cor carmim magnífica quando da sua floração. Esta espécie tem sido registrada principalmente nas matas serranas da Paraíba. É uma planta de grande efeito ornamental. A inflorescência leva flores roxas. Esta bromélia tem folhas lineares e arqueadas que formam uma roseta densa. Suas hastes florais são verdes só na base e vermelho por todo o caminho até às suas pontas. O surpreendente, inflorescência densa, cilíndrico, flores roxas em um pendão de até trinta centímetros, este em forma de uma pá composta de varias brácteas sobrepostas suavemente. Estas são brácteas elípticas e agudas, mais curtas do que a espícula. Elas são brancas com roxo e as flores são de um roxo intenso, com cerca de três centímetros de comprimento. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA POHLIANA

 Nome Científico: Pohliana Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Pohliana
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: América do Sul
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Pohlyana é uma espécie da subfamília das Tillandsioideaes. É endêmica da America do Sul (Peru, Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina), onde cresce sobre rochas, bem como em árvores e madeiras secas. Está ameaçada de extinção pela perda de seu habitat, pela conversão das florestas em terras agrícolas, A destruição do habitat é a única ameaça para as espécies conhecidas. A Pohlyana se encontra na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN / 2010. Estamos tratando aqui de uma elegante espécie com folhas longas e as vezes de voltas dobradas. Sua inflorescências grandes produzem flores brancas. No Brasil ela é muito abundante em Minas Gerais, especialmente no município de Campina Verde no Triângulo Mineiro, sendo também encontrada em São Paulo. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA NARTHECIOIDES

 Nome Científico: Narthecioides Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Narthecioides
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Colômbia e Equador
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Narthecioides é endêmica na Colômbia e no Equador. Possui folhas finas e verdes semelhantes a gramínea, forma touceiras de dez centímetros de diâmetro é muito delicada e decorativa. Suas flores são de cor branca e muito perfumadas. Está é uma variedade muito graciosa e é uma excelente escolha para uso em terrário biotério. São facilmente cultivadas como epífitas ou podem ser cultivadas em vasos, nos quais se torna maior e mais robusta. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA KEGELIANA

 Nome Científico: Kegeliana Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Kegeliana
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Brasil e Venezuela
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga


A Tillandsia Kegeriana é uma espécie nativa da Venezuela e do Brasil. No Brasil é encontrada nas poucas manchas de Mata Atlântica remanescente do nordeste do país e na mata semicaducifólia. Trata-se de um exemplar epífito de caule inconspícuo, de raízes rígidas. A planta cresce entre dez a quatorze centímetros de altura. Possui folhas polísticas, cinéreas, sendo que as internas são arroxeadas. Suas inflorescências se apresentam em forma de espiga simples, achatadas, excedendo as folhas, brácteas florais ovais a oval elípticas, com ápice apiculado na cor vermelho-alaranjadas, as inferiores fortemente carenatas, envolvendo as sépalas. Suas sépalas são sub conatas, elípticas, ecarenadas, glabas, com ápice apiculado. Suas pétalas são na cor violeta, seus estames amarelos. No estado da Paraíba é considerado um espécime raro. Esse belíssimo exemplar pode ser considerado um dos Deuses maior das obras de arte. É uma das plantas mais exóticas encontradas no nordeste brasileiro. Uma de suas características mais marcantes são suas espigas vermelho-alaranjadas, constatando com o roxo de suas flores e estames amarelos. A intensidade e a riqueza de suas cores é algo para se contemplar. Essas inflorescências duram em média três semanas. Felizardos são os poucos colecionadores que as detêm em seus planteis. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA JALISCO MONTICULA

 Nome Científico: Jalisco Monticula Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Jalisco Monticula
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem:
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Jalisco Monticula é uma variedade de planta muito popular. Suas folhas verdes oliva revestidas de prata, são fortes e resistentes à procura, com justas características de crescimento. Estas folhas estreitas com um rico colorido cinza prata, impressiona todos os anos. A longa e marcante haste floral possui múltiplo colorido com várias brácteas com sombreamento de verde na parte superior, seguida de amarelo e vermelho na parte inferior. Sua espiga achatada em forma de único ponto com flores roxas é exibida acima da rica folhagem prateada e dura por vários meses. Ela cresce até sessenta centímetros de altura. Classificação – Por possuir uma aparência bastante incomum e exótica, ela está entre os deuses maiores das obras de arte da natureza e é considerado um privilegio tê-la em sua coleção. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Cultivo – Protegê-la do sol direto no verão, especialmente durante as horas quentes. No inverno, coloque-a em um lugar luminoso. Pode ser cultivada em uma ampla faixa de temperatura entre 10 a 35º C. Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água.Reprodução – A reprodução pode ser por sementes ou por deslocamentos laterais chamados de filhotes. Um único exemplar pode ter até uma dúzia de filhotes formando como já foi descrito anteriormente lindíssimas colônias. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA IOLIACEA

 Nome Científico: Ioliacea Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Ioliacea
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Bolívia e Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Ioliacea é nativa da Bolívia e do Brasil, onde cresce em habitats semi-árido. No Brasil é encontrada do Piauí a são Paulo. Trata-se de um exemplar muito pequeno e gracioso, com suas folhas prateadas de consistência dura que produzem uma espécie de cera para protegê-las e sua pequena inflorescência dotada de flores violetas e amarelo. Após o florescimento sua roseta fica maior, resultando em uma vista magnífica. Sua ocorrência se dá entre quatrocentos e mil e cem metros de altitude acima do nível do mar. É uma espécie pouco coletada, provavelmente devido ao pequeno porte da planta, que não ultrapassa oito centímetros de altura. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA BRACHYCAULOS

 Nome Científico: Brachycaulos Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Brachycaulos
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem:
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Brachycaulos é uma planta muito popular. As folhas verdes oliveira são fortes e resistentes, com boas características de crescimento. O delgado das folhas formam uma roseta compacta, curvando-se concentricamente em suas extremidades, tornando-a impressionante durante todo ano. Quando o exemplar amadurece, a cor de suas folhas verdes desaparecem, dando lugar a um vermelho brilhante. Uma grande e surpreendente flor arroxeada escura se estende a partir desta escovação centro vermelho. O estigma da flor é branca com estames cobertos de grandes quantidades de pólen amarelo brilhante, que duram várias semanas. A Tillandsia Brachycaulos cresce até quinze centímetros de diâmetro e até dez centímetros de altura. Classificação – Por possuir uma aparência bastante incomum e exótica, ela está entre os Deuses maiores das obras de arte da natureza e é considerado um privilegio tê-la em sua coleção. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br


TILLANDSIA ALBIDA

 Nome Científico: Albida Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Albida
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Nativa do México, a Tillandsia Albida, cresce nas areias ou cactos a dois mil e duzentos metros acima do nível do mar. É encontrada apenas em um canyon no estado de Hidalgo, onde a variedade de cacto dominante é o Senilis Cephalocereus. Por ser originário do deserto, tolera bem à seca. Forma rapidamente uma grande moita em apenas alguns anos de cultivo. Suas folhas são rígidas e cobertas de tricomas o que lhe dá uma aparência branca e / ou prateada. Sua inflorescência é uma espiga de cor vermelha simples. As de flores amarelas são raras. Gosta de muita luz e boa circulação de ar. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA ABDITA

 Nome Científico: Abdita Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Abdita
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: América Central
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Natural da Costa Rica, a Tillandsia Abdita é uma das mais coloridas e uma das espécies mais desejadas pelos colecionadores. É um exemplar relativamente raro, pois dificilmente produz semente, e após a floração com suas pétalas roxas, só produz um deslocamento (filhote) nas axilas. Suas folhas normalmente são de um verde suave com fundo marrom, mas ao se aproximar o florescimento, a planta inteira é tomada por um vermelho profundo, dando um belo contraste com suas delicadas flores roxas. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Cultivo – Por serem consideradas plantas CAM, as Tillandsias não devem ser regadas a noite. Necessitam de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Devem estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

COMO FAZER UMA ESTUFA E CULTIVAR BROMÉLIAS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Montar uma estufa não é algo muito dispendioso nem um bicho de sete cabeças. Tudo dependerá da finalidade que deseja dar a mesma e do capital para investimento de que se dispõe. Quanto maior o capital a ser aplicado, mais sofisticado poderá ser o projeto: estrutura de alumínio, plásticos e climatizadores. Mas se você quer ter uma estufa para hobby, o projeto pode ser bem mais simples e mais barato. Qualquer espaço pode ser aproveitado para esta finalidade. Você pode aproveitar um corredor, um muro, um pergolado. Basta colocar um sombrite de setenta por cento ou plástico no teto a uma altura de dois metros e meio e fechar as laterais com o mesmo material. As vigas da estrutura poderão ser de madeira, metalon, concreto, enfim o material que se dispuser a mão. No teto é recomendado se colocar um travessão a cada metro e meio no sentido vertical e um cabo de aço com extensor a cada metro no sentido horizontal. Isso fará com que a estrutura fique mais firme e dê sustentação ao sombrite ou plástico, evitando-se que se formem as indesejáveis barrigas. Uma ou mais portas com um metro de largura (mínimo) é ideal, pois poderá passar com um carrinho de mão ou qualquer outro material de manutenção com folga. As vigas de sustentação devem ser dispostas a cada três metros de distância uma da outra. Já o piso pode ser forrado com uma camada grossa de brita zero. Bancadas – O tamanho médio de uma bancada deve ser de um metro e meio de largura no máximo (para que você possa alcançar todas as plantas) e o comprimento, de acordo com seu espaço. A altura da bancada deve ser de cerca de no mínimo oitenta centímetros. Você pode fazer quantas bancadas quiser, não esquecendo de manter um espaço mínimo de um metro e meio para a circulação. Quanto ao material a ser utilizado nas bancadas estas podem ser de madeira, concreto ou metal, dependendo do que for mais prático e viável. Caso falte espaço, na parte superior, se você colocar algumas hastes atravessadas, poderá pendurar também alguns vasos ou plantas em casca de madeira ou palitos de fibra de coco, embora não seja muito aconselhável, porque os fungos ou vírus das plantas penduradas podem escorrer com a água para as plantas de baixo. No caso de você dispor somente de uma varanda ou peitoril de uma janela, isto não é motivo para desanimar, muitas pessoas cultivam belas plantas nestas condições. Pode ser que também sua casa seja coberta por laje em vez de telhas. Nesse caso, nada impede que sua estufa seja feita em cima da casa, desde que você crie a umidade necessária. Por exemplo, você pode colocar seixos rolados no piso e deixá-los sempre molhados. Não vamos nos esquecer das árvores, onde a maioria das epífitas se ambientam muito bem. Arejamento – Não se deve colocar as plantas muito aglomeradas para que haja arejamento entre elas e conseqüentemente possa se evitar o contagio de doenças ou parasitas. Iluminação – Iluminação é essencial. O ideal é manter as plantas sob uma tela Sombrite de 50 a 70%, dependendo da intensidade da insolação local. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz. Temperatura – A maior parte das plantas se adapta bem a temperaturas entre 10º e 40º centigrados. Entretanto, há algumas que suportam temperaturas mais baixas. Assim, é bom observar a variedade da planta que se pretende cultivar para ter certeza que se aclimatará no lugar onde será cultiva. Caso contrário, o cultivo será muito mais trabalhoso, muitas vezes resultando na perda da planta. Felizmente, no Brasil, a variação de temperatura é adequada para milhares de espécies, tudo dependerá da região em que se encontra. Água e Umidade – A umidade relativa do ar (quantidade de vapor de água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas desidratarão rapidamente. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso se faz necessário manter o ambiente úmido, molhando-se não só a planta mas também o próprio ambiente em que se encontram. Por esse motivo quando se cultiva Bromélias e principalmente Tillandsias em estufas é recomendado se manter um conjunto de climatizadores (no caso de grandes conjuntos de estufas) nas épocas mais quentes ou se fazer uso de aspessores, borrifando as plantas várias vezes ao dia. Num jardim, com muitas árvores e plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento. Um bom conjunto de irrigação também ajuda muito nessas horas mais quentes, devendo-se observar que as plantas devem ser irrigadas e / ou borrifadas sem a incidência dos raios de sol sob as folhas, evitando-se a queima das mesmas sob efeito da lente de aumento proporcionada pelas gotículas de água nas folhas em contraste com os raios solares. Adubação – Todas as plantas necessitam de alimento, seja ele químico ou orgânico. Quando o fertilizante for líquido, dilua um mililitro (um centímetro cúbico) por litro de água. Uma seringa de injeção é um medidor pratico. Quando for solido, mas solúvel em água, dilua uma colher de chá (um grama) para um litro de água numa freqüência quinzenal. Alerta – No cultivo de Bromélias e Tillandsias todo cuidado com fertilizantes químicos é pouco, pois os exemplares têm alto poder de absorção foliar e principalmente por não haver no Brasil uma formulação ideal especifico para essas espécies (NPK 17–08–22) os fertilizantes químicos quando utilizados devem sê-lo feito com muita parcimônia, utilizando-se tão somente 1/3 da dosagem recomendado pelo fabricante. Essas soluções, nunca devem ser aplicadas com o sol quente, pois os estômatos (minúsculas válvulas) estão fechados. Faça-o de manhã bem cedo, ou fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (a maior concentração de estômatos é na parte de baixo das folhas). Nas Tillandsias especificamente, deve-se evitar de molhá-las a noite, pois esse ato irá prejudicar a respiração CAM que é realizada à noite (diferentemente das plantas tradicionais). As concentrações de fertilizantes em dosagens menores do que indicado acima ou pelo fabricante nunca é prejudicial. Ao se diluir o fertilizante químico (um mililitro ou um grama) em dez litros de água ou mais um pouco e com ela borrifar diariamente as plantas, você poderá obter excelentes resultados. Esse ato corresponderá a um tratamento homeopático. Dosagem maiores funcionarão como veneno e poderão até matar as plantas. Macro Nutrientes – Os adubos vendidos no comércio especificam as siglas NPK (com as respectivas porcentagens) que significam: N (nitrogênio), P (fósforo) e K (potássio), que são macro nutrientes. Mas existem mais três macro nutrientes não citados que são: Mg (magnésio), Ca (cálcio) e S (enxofre). Portanto, os macro nutrientes são seis e não três como são apresentados. Macro nutrientes são aqueles que as plantas necessitam em grande quantidade para crescer equilibradamente. São chamados de micro nutrientes aqueles que as plantas precisam em menor proporção. A maior parte dos adubos químicos não contem os três últimos macro nutrientes citados acima, mas apenas um ou no máximo dois deles. Isto porque a formulação com todos eles é quimicamente incompatível, ou seja, há uma reação química e um dos sais, que geralmente é o sulfato de cálcio, não se dissolve e acaba se precipitando (o sulfato de cálcio também é adubo, porém solubilidade é de apenas dois gramas por litro e contém os elementos cálcio e enxofre). Assim, existem no mercado os adubos básicos com NPK e uma outra embalagem com o restante dos sais minerais, que completam os anteriores, para serem aplicados alternadamente (os dois produtos jamais devem ser misturados). Mas poucas pessoas sabem da existência desse segundo produto. Resultado: muitas vezes suas plantas não vão bem, embora se aplique adubo, mas há carência justamente destes nutrientes. Alternativa – A utilização de fertilizantes químicos importados é uma realidade, mas não são todos que têm poder aquisitivo para bancá-los. Uma boa alternativa é a utilização do Osmocote, que apesar de caro, seu resultado é surpreendente. Trata-se de um fertilizante de liberação lenta (três a quatro meses) em várias formulações. No caso das Bromélias é recomendado o 14–14–14. Os pequenos grãos devem ser espalhados nas bordas dos vasos e os resultados poderão ser observados logo no primeiro mês de uso. Dosagem – De três a sete gramas (aproximadamente uma colher de chá) por litro de substrato. Essa variação (de três a sete gramas) indica que se deve aplicar um pouco mais em plantas de rápido crescimento (flores, folhagens e mudas em geral) e menos para plantas lentas (Orquídeas e Cactos). Superfertilização – O Osmocote é o fertilizante mais seguro que existe, não há riscos de superfertilização, portanto dosagens maiores podem ser aplicadas sem o perigo de perda da planta. Adubação Orgânica – A adubação orgânica consiste na utilização tão somente de componentes de origem animal e / ou vegetal, tais como: esterco de gado, esterco de cavalo, urina de vaca, compostos orgânicos, húmus de minhoca. Cama de frango, esterco de galinha e esterco de porco (o esterco de porco não é totalmente digerido no organismo do animal – em média somente 30% é digerido o restante é expelido in natura) devem ser evitados, por serem muito quentes e conseqüentemente poderem ser prejudiciais as plantas. Urina de Vaca – A urina, além de fornecer nutrientes e substâncias benéficas às plantas, não custa dinheiro, não é marca registrada de empresa, não causa risco à saúde do produtor e é tão, ou mais, fácil de aplicar que muito fertilizante químico ou agrotóxico. A urina de vaca é um insumo que livra os agricultores da dependência. Na urina de vaca, encontramos vários nutrientes como o nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, boro, cobre, zinco, sódio, cloro, cobalto, molibdênio, alumínio (abaixo de 0,1 ppm), os fenóis, que são substâncias que aumentam a resistência das plantas. Também encontramos o ácido a indolacético, que é um hormônio natural de crescimento de plantas. Portanto, o uso da urina de vaca sobre os cultivos tem efeito fertilizante, fortificante (estimulante de crescimento) e também o efeito repelente devido ao cheiro forte. Como Preparar – A urina deve ser recolhida em um balde e logo após ser envasada em recipiente fechado por no mínimo três dias antes de usar. Em recipientes fechados a urina poderá ser guardada por até um ano. Como Usar –
Diluir a um por cento (um litro de urina em cem litros de água), fazer pulverizações semanais nas plantas. Para utilizar no solo ou substrato, junto ao pé da planta, diluir a cinco por cento (cinco litros de urina em cem litros de água). A integração da agricultura com a criação animal na propriedade é de extrema importância, pois além da urina, o esterco pode ser transformado em composto, muito importante para a agricultura orgânica.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FERTILIZANTE QUÍMICO OSMOCOTE

Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Liberação Controlada de Três a Quatro Meses – Formulação indicada para época de crescimento ativo. Os micronutrientes garantem a perfeita formação de raízes, ramos, folhas, flores e frutos. Normalmente se aplica na primavera. Dosagem – De três a sete gramas (aproximadamente uma colher de chá) por litro de substrato. Essa variação (de três a sete gramas) indica que se deve aplicar um pouco mais em plantas de rápido crescimento (flores, folhagens e mudas em geral) e menos para plantas lentas (Orquídeas e Cactos). Superfertilização – O Osmocote é o fertilizante mais seguro que existe, não há riscos de superfertilização, portanto dosagens maiores podem ser aplicadas sem o perigo de perda da planta. Freqüência de Aplicação – Esta formulação com liberação em três a quatro meses pode ser aplicada apenas uma vez ao ano na primavera, estação em que a maioria das plantas desperta da dormência e demanda por mais nutrientes. É na primavera que as plantas produzem reservas que as nutrirão até o inverno. O Osmocote também pode ser aplicado duas vezes ao ano, na primavera e verão, para plantas de crescimento contínuo (Bromélias). No outono e inverno não se faz necessária a aplicação, ela é opcional.
Como Funciona:
 O Osmocote é um composto de nutrientes encapsulados por uma resina orgânica biodegradável. Esse conjunto de capsulas em forma de grãos uniformes, facilita o manuseio e a aplicação do produto.
 O revestimento do Osmocote garante que os nutrientes de alta qualidade fiquem protegidos, porém disponíveis.
 A água penetra pela camada protetora do Osmocote e dissolve os nutrientes, possibilitando sua liberação para o substrato, no momento certo.
 Esta liberação ocorre por pressão osmótica, podendo variar de intensidade conforme as variações de umidade e temperatura.
 A tecnologia de Osmocote permite que as partículas se mantenham ativas por um prazo de até quatro meses. Com o esgotamento dos nutrientes, ela se torna biodegradável, não prejudicando o meio ambiente.

TILLANDSIAS – NUTRIÇÃO QUÍMICA

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Embora elas possam se ajustar à vida em habitats pobres, na natureza são fornecidos todas as substâncias nutritivas de que necessitam para crescer e se reproduzir. É isso que pode faltar quando as plantas são retiradas de seus habitats de origem. A fim de compensar esta falta de nutrientes é necessário recorrer aos fertilizantes químicos. Os mais adequados são compostos de Nitrogênio, Fósforo e Potássio (N–P–K), essenciais para um desenvolvimento saudável das folhas e uma boa floração. É aconselhável ter cuidado com o percentual de nitrogênio usado nas Tillandsias, uma vez que enquanto uma concentração excessiva de fósforo ou de potássio, não é um problema grave, azoto em excesso pode causar o amarelecimento e alongamento anormal das folhas. A composição ideal deve conter os três elementos em partes iguais, ou seja 20–20–20. A dosagem a ser utilizada é de um grama dissolvido por litro de água. As planta devem ser pulverizadas com a mistura duas vezes por mês. O nitrogênio (N) promove o crescimento da planta. Uma fonte de nitrogênio insuficiente impede o crescimento das folhas que ficam amarelas, duras, densas e de cor clara. Se o consumo de nitrogênio é excessivo, as folhas tornam-se anormalmente longas e amarelas. O nitrogênio deve ser proveniente de amônio ou nitrato, uma vez que o nitrogênio derivado da uréia é inadequado. O fósforo (P) tem efeitos sobre a floração, desenvolvimento dos frutos e produção de sementes. A deficiência de fósforo causa a retração das folhas, que por sua vez ficam na cor púrpura azul e com o ápice reclinável. O desenvolvimento da planta é interrompido. Um excesso de fósforo não envolve maiores danos, ele só pode induzir a maturação prematura da planta. O potássio (K) promove a fotossíntese é o responsável pelo crescimento das raízes e tecidos da planta. Ele fortalece a cor das flores, avivando-as, auxilia no desenvolvimento e abertura dos botões e aumenta a resistência a pragas e doenças. A falta de potássio pode resultar em folhas moles, caindo e amarelecimento e secagem das bordas. O excesso de potássio não é prejudicial. Como infelizmente no Brasil não temos uma formulação adequada ou ideal para Bromélias e especifica para as Tillandsias, temos de importar as formulações ideais (17–08–22) ou utilizar as formulações de Orquídeas (20–20–20), sempre tendo-se o cuidado de se utilizar 1/4 da dosagem recomendada pelo fabricante, sob risco de perda do exemplar, pois diferentemente das Orquídeas as Bromélias e mais especificamente as Tillandsias, têm um poder muito grande de absorção de nutrientes. Intoxicação Por Cobre – As Bromélias e principalmente as Tillandsias, são muito suscetíveis a serem fatalmente intoxicadas pela absorção de COBRE e compostos deste em seus sistemas. O cobre é normalmente usado em tratamentos para doenças de plantas comerciais e devem ser evitado a todo custo. Até mesmo um fio desencapado de cobre que desavisadamente pode vir a ser utilizado para fixação da planta deve ser evitado. Outro lugar inesperado em que o cobre é amplamente utilizado é no tratamento de madeiras para jardim. O contato direto das folhas sobre a madeira tratada, a água pingando ou a escorrer sobre a madeira e caindo sobre as Bromélias irão envenená-las.

TILLANDSIAS – AS FILHAS DO VENTO

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Os quatro elementos da natureza, possuem forças portentosas capazes de destruir, criar e de regenerar e inúmeras são as possibilidades para uma adaptação bem sucedida oferecidas pela natureza e certas criaturas sabem como explorá-las da maneira mais estranha e versátil. Dentre os métodos de subsistência mais longe do que é geralmente considerado padrão, as Tillandsias escolheram uma forma que poderia até mesmo ser fantástica, pois elas se alimentam de ar. Estas belas plantas da família das Bromélias desdenharam a terra e escolheram viver livres de forma aleatória, nos ramos das árvores, em rochas, muros, linhas de energia elétrica ou grades de casas. Esta independência decorre do sistema de alimentação peculiar que elas compartilham com todas as epífitas. Suas folhas, cuja morfologia de algumas espécies são decididamente impares são cobertas com escamas prateadas chamadas de tricomas. Os tricomas ou pêlos, são crescimentos celulares que cobrem a epiderme de muitas plantas. Eles têm formas e funções diferentes de acordo com as necessidades de cada espécie. De uma forma geral, eles agem como uma proteção para as folhas, funcionam como um prisma refletindo o excesso de luz, evitando as queimaduras, reduzindo a temperatura, evitando a desidratação, absorvem água e sais minerais dissolvidos no ar e os canalizam para os tecidos da planta. Esta peculiaridade deles ganhou o Nemo de tricopompa. Outra faz fermentar os nutrientes que são captados pelas colônias de bactérias fixadoras de nitrogênio. Esses microrganismos passam seu ciclo de vida nas folhas das Tillandsias, fornecendo as plantas uma parte importante da proteína orgânica de que precisam. Algumas espécies como a Tillandsia Seleriana, obtêm o nitrogênio, estabelecendo uma relação com as formigas. A planta oferece os seus pseudobulbos como abrigo e as formigas as pagam com seus restos ricos em nitrogênio dos resíduos orgânicos que coletam. Os habitats das Tillandsias variam desde o sul dos Estados Unidos à Patagônia. Até o momento há mais de quinhentas espécies registradas. Este fato é um bom exemplo da versatilidade da espécie para explorar as mais diversas condições ambientais. Elas podem ser encontradas sobre os picos dos Andes, escondidas entre as folhagens das florestas tropicais e até nas dunas de areias ou nos jardins das mansões ao redor de Buenos Aires. As Tillandsias eram conhecidas pelos maias, que costumavam decorar suas casas e templos com elas, eram aparentemente desconhecidas pelos naturalistas europeus até 1623, ano em que o médico naturalista suiço Gaspar Bouhin descreveu uma das suas muitas espécies no seu Pinax Theatri Botanici. Um século depois, essas plantas um pouco estranhas seriam nomeadas Tillandsia Utriculata pelo médico e naturalista sueco Carl Von Linné. Mas os primeiros europeus a ficarem atônitos com a visão de uma árvore com folhas de cores e formas muito diferentes (a árvore em questão, de fato estava coberta de diferentes espécies de Tillandsias), foram submetidas aos homens que desembarcaram com Colombo, numa ilha que a que seus nativos chamavam de Guanahani. Os nativos ainda hoje, as descrevem como plantas mágicas que partilham seus sistemas radiculares com outras plantas. Muitos botânicos mais tarde dedicaram parte de seus trabalhos à família das Bromélias e a subfamília das Tillandsias e a este gênero em particular, sem nunca conseguir compreender inteiramente o sistema de vida destas ultimas. A absorção de água e sais minerais através das escamas peltadas que deixam as Tillandsias como tapete, foi descrita pelo fisiologista alemão Carl Mez em um artigo publicado em 1904. Assim, o mistério que havia confundido tanto os naturalistas – a fisiologia das epífitas – foi revelada. As Tillandsias até hoje nunca deixam de surpreender os amantes da natureza, intrigam e despertam os interesses dos cientistas. Os investigadores como G. Ciamician da Universidade de Bolonha, em colaboração com o Professor Luigi Brighigna da Universidade de Florença, têm alcançado resultapdos interessantes com as suas investigações ainda em curso na capacidade das Tillandsias para absorver Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), que são um subproduto da combustão incompleta da gasolina e do óleo diesel. Os PAHs, têm demonstrado serem perigosos poluentes cancerígenos, causados principalmente pelo tráfego, aquecimento domestico e a atividade industrial. Uma vez que as Tillandsias se alimentam de ar, e são imunes à poluição dos solos, elas podem atuar com sucesso como bioindicadoras de poluentes atmosféricos. Na pesquisa foram utilizadas as espécies Bulbosa e Caput Medusae, mas as caracteristicas que as tornam adequadas para o biomonitoramento ambiental são compartilhadas por todas espécies desta subfamilia. Imagine num futuro não muito distante, os paineis enormes cobertos de Tillandsias sendo colocados em locais onde o tráfego é mais intenso. Aliás em São Paulo a Sabesp já vem fazendo esse trabalho de monitoramento utilizando exemplares da Unióides, com excelentes resultados. Tais câmaras seriam desejáveis, porque assim como fornecer informações sobre as condições do ar, onde podem atuar com filtros de ar e oferecer aos viajantes fôlego a ilusão reconfortante de estar em alguma região das florestas da América do Sul e não no meio do caos da selva de pedra. Outras pesquisas concluídas nos Estados Unidos, descobriu que as Tillandsias são capazes de absorver outros agentes poluentes, bem como o formol, o radônio, dióxido de enxofre, ozônio e fumaça de cigarros. Esta habilidade as torna eficaz no combate a chamada Síndrome do Edifício Doente (SED), o fenômeno de um edifício feito “doente” pela presença dessas substâncias no ar interno, que pode causar enxaqueca, cansaço, sonolência, irritação nasal, náuseas e a perda de concentração. Se forem somadas a estas qualidades a facilidade de crescimento, as Tillandsias serão as plantas ideais para decorar o interior dos lares, com suas formas curiosas e delicadas com as nuances das folhas, contrastantes tão agradavelmente com suas flores coloridas e perfumadas. Em troca elas pedem apenas alguns minutos do nosso tempo.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br.

TILLANDSIA KAMMII

 Nome Científico: Kammii Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Kammii
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: América Central
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Originária de Honduras, a Tillandsia Kammii, é uma espécime rara que se encontra em extinção e inscrita no apêndice II da CITES. Possui folhas grossas, ligeiramente triangulares, estritamente canalizados e gradualmente diminuindo para pontas afiadas, semelhantes a espadas. A planta possui tonalidade verde alface luminoso, revestido com uma camada refletiva de tricomas brancos prateados que se encontram encostados ao limbo. Os tricomas dão à planta um ar nevado de olhar fosco. Quando colocada contra a luz em ângulos diferentes, a cor e a aparência das folhas mudam devido à propriedade refletiva dos tricomas. Forma pequenas rosetas de onde emergem brácteas florais rosas com três delicadas pétalas de flores amarelas douradas brilhantes. Particularidade – Cada flor abre-se apenas por um dia. Trata-se de um magnífico exemplar que pelo contrate de suas flores a torna muito cobiçada pelos Colecionadores. Cultivo – Abrigá-la do sol direto no verão, especialmente nas horas quentes. No inverno, encontrar um local com alta luminosidade. O exemplar pode viver em uma ampla faixa de temperatura entre dez a quarenta graus centígrados. Regas – Nas regas necessita de água da chuva ou água desmineralizada, a ser pulverizada em forma de névoa. Fertilização – É benéfico alimentá-la quinzenalmente com adubo de Orquídeas na formulação de NPK 17-08-22 ou 10-10-10 na proporção da 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SEMEAMENTO DE TILLANDSIAS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

As Tillandsias têm uma reputação negativa em sua reprodução através de sementes, pois algumas pessoas acham-nas de difícil crescimento através desse recurso. Na verdade, as Tillandsias têm um crescimento e o cultivo mais fáceis do mundo. Muitas variedades também têm a reputação de possuir um crescimento muito lento. Algumas são, mas sob condições culturais adequadas e generosas, muitas das espécies mais populares podem ser cultivadas no espaço de até cinco anos ou menos para ser tornar adultas. Este artigo descreve a propagação das Tillandsias da semeadura das sementes até a maturidade. Semeadura – Nem sempre é possível saber-se se as sementes das Tillandsias são viáveis. Em muitas espécies as sementes começam a germinar antes das divisões das capsulas, indicando uma protuberância um pouco verde no final do coma (o tufo de pêlos que carregam as sementes através dos ventos). Em outras espécies, as sementes tem uma aparência marrom e sem vida. Elas ainda podem estar aptas a serem semeadas. As sementes das Tillandsias devem ser semeadas o mais rápido possível, mas normalmente permanecem férteis por algumas semanas apenas em condições ambientais normais. A conservação das sementes em frigoríficos pode ser viável, conservando-as por alguns meses, mas eu ainda não tentei fazer esta experiência. As sementes de Tillandsias necessitam de umidade atmosférica, luz e boa circulação de ar para germinarem e sobreviverem. Um substrato que tende a permanecer empapado irá desenvolver crescimento de algas que sufocarão as sementes e mudas. O mesmo problema poderá se apresentar se o ar estiver muito úmido e estagnado. É recomendado semear as sementes em pequenos quadros de tela de nylon de malha fina, pedaços de sombrite esticados em quadros, assim como pedaços de fibra de xaxim. Qualquer substrato arejado que não apresente decadência durante o período de pelo menos de três anos nos parece satisfatório. Espalhe as sementes sobre a tela ou substrato de modo que você possa ver as sementes individualmente ao invés de touceiras. Quanto mais espaçadas estiverem as sementes melhor, pois se evitará que no futuro os quadros e substratos estejam lotados e exijam a separação precoce com vista a se evitar o nanismo. Mudas maiores também são mais fáceis de manusear, sem que se corra o risco de danificá-las. Cuidados Com as Mudas Jovens – As mudas da maioria das espécies de Tillandsias crescem muito lentamente durante os primeiros dois, três anos. Quando atingem cerca de um centímetro de altura, o crescimento acelera drasticamente, e continua acelerado à medida que as plantas crescem mais vigorosas (se não houver super lotação). Nesta fase de crescimento as mudas precisam as mesmas condições de germinação: a luz forte (mas menos do que plantas adultas da mesma espécie preferir), alta umidade e boa circulação de ar. Elas devem ser regadas, sempre que não têm água visível nelas. Elas respondem bem á alimentação regular. Eu uso cerca da metade da força recomendada pelo fabricante da formula de NPK 20-20-20, com micro-nutrientes, e a aplico a cada quinze dias. As Tillandsias não são capazes de armazenar nutrientes, e a maioria não crescem em um meio (tais como solo ou uma bolsa de húmus) que serviria como um reservatório de nutrientes para outras Bromélias. O problema mais grave durante a fase de plântulas é o minúsculo sufocamento por algas. A presença de algas indica muita água, podendo ser aliviado por uma ou mais das seguintes ações: reduzir a freqüência de regas, baixa umidade, a luz, ou o aumento da circulação de ar. Se as algas já andam à solta há tempos em meio às mudas, sua natureza higroscópica mantém a massa encharcada, e requer uma ação positiva. Se as plantas são grandes o suficiente para segurar, movê-las para uma cama limpa em um local seco. Se as plantas forem cobertas com uma gosma, tente um alguicida ou a mudança para um local mais seco. Deve-se evitar os compostos de COBRE; matam as algas muito bem, mas é muito fácil de se envenenar as Tillandsias também. Infelizmente alguicidas com cobre livre não funcionam muito bem. Eles freqüentemente matam as novas mudas também. Prevenção é a melhor prática. Crescimento Para o Florescimento – Se as sementes foram semeadas na densidade adequada, elas terão de ser redistribuídas distribuídas com o tempo, mas elas começam o crescimento acelerado entre os dois a quatro anos de idade. Se estiverem muito adensadas e ainda forem muito pequenas para lidar, não se deve tentar separá-las em mudas individuais. Em vez disso, divida-as em pedaços de várias plantas cada e espalhe-os em camas ou substratos novos. Quando estiverem com pelo menos dois centímetros, elas estarão prontas para serem separadas em mudas individuais. Muitas espécies e híbridos têm fortes raízes em mudas de pequeno porte, tornando a separação um pouco complicada. É necessário o uso de pinças para manusear as touceiras cuidadosamente até que se consiga introduzir as pinças entre as plantas e então trabalhar as além das raízes, sem esmagar o meristema frágil perto da base das rosetas. Se as sementes foram semeadas com baixa densidade, este é um problema menor, embora algumas espécies de raízes agarrem firmemente ao substrato e causam a mesma dificuldade. Quanto maior as mudas, mais fáceis se tornarão para agüentar o manuseio e serão mais resistentes evitando danos. Em algumas espécies, as mudas se multiplicam em aglomerações de rosetas em uma idade muito precoce; as Tillandsia Ionantha e a Tillandsia Xiphioides, fazem isso. Em tais casos, não se deve tentar separá-las, basta deixá-las agrupadas, pelo menos até que elas possam ser mais facilmente separadas. Depois de separadas, elas levarão menos tempo para que possam atingir o tamanho de floração. Cada metro quadrado de sementes de Tillandsias semeadas, vão se expandir para doze metros quadrados de plantas maduras ao se conseguir salvar todas as plantas.

domingo, 3 de abril de 2011

O MILAGRE DAS PLANTAS NATIVAS DO AR

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A mãe natureza é prodigiosa em suas surpresas. Plantas epífitas ou do ar são os exemplares que não necessitam de solo. As pteridofitas como as Avencas, Cavalinhas, Samambaias, Xaxins, entre outras são muito comuns nos biomas brasileiros. As Bromélias e em especial as Tillandsias, que também são conhecidas como Airplants são as que mais se destacam nas matas. As Orquídeas também são encontradas em áreas silvestres do nosso país. Por vezes pego-me questionando-me: Como descrever um universo jamais imaginado, de plantas exóticas de tamanhos e cores que não estão registrados em nossas mentes? A cada dia de pesquisas de campo ou mesmo na Internet, encontro novos exemplares de cores, formas e origens diferentes. Este é o maior desafio quando se tenta expressar-se em palavras o que se vê e se sente ao evocar sentimentos e sensações. Uma verdadeira explosão de cores, formas e aromas extasiantes. Dotou a mãe natureza as Bromélias de recursos próprios a formar a sua volta um oásis de sobrevivência. O coaxar estridente anuncia a presença de pererecas junto à copa de uma Andiroba. Os galhos superiores dessa arvore abrigam uma coleção de Bromélias a quase trinta metros do chão da floresta. Lá no interior de uma das plantas o canto da perereca soa aos ouvidos dos pássaros. Aquele não é decerto o mundo da habitante das lagoas. O pântano distante seria sem dúvida o seu devido lugar e o de todos os demais anfíbios. Eximias escaladoras de troncos, algumas pererecas alcançam com facilidade o teto das florestas tropicais. E nessas alturas elas podem encontrar o ambiente ideal para garantia de sua existência anfíbia: um pequeno cálice, um receptáculo de águas de chuva armazenadas na parte central das Bromélias representa um fragmento do pântano longínquo. Aí se abriga uma infinidade de animais minúsculos que servirão de comida para as pererecas ao lado de outros que, obedecendo o perfeito equilíbrio de uma cadeia alimentar, acabarão por devorá-las. Uma grande variedade de plantas servem de abrigo ao mundo animal. Entretanto, poucas chegam a hospedar uma fauna tão variada e abundante como as Bromélias. Deve-se isso quase exclusivamente ao fato delas possuírem em sua parte central um depósito natural de água de chuva, utilizado pela planta através de um aperfeiçoado mecanismo de absorção. A água encontrada dentro das Bromélias, raramente apresenta um aspecto cristalino. Isso se deve a grande quantidade de detritos vegetais que o vento despeja constantemente em seu interior. Essa matéria orgânica rapidamente se decompõe, formando uma suspensão turva, cor de mate, uma excelente sopa orgânica que, absorvida por células especiais denominadas tricomas, localizadas nas paredes internas do cálice, alimenta a Bromélia. Mesmo durante as estações mais secas, as folhas dessas plantas encaminham todo orvalho e a umidade extraída do ar para o seu cálice. A planta transforma-se assim num diminuto oásis sobre as areias da restinga. As coisas que acontecem dentro desses poucos gramas de água e em torno das folhas que os retêm condensam em poucas, mas precisas imagens, o capitulo mais dramático da biologia: a luta pela vida. Desde o nível do solo ate a ponta extrema de sua inflorescência projetada para fora do cálice, a Bromélia concentra uma fauna que inclui diversos tipos de animais, que vão desde protozoários, roedores, repteis e aves. A Bromélia converte-se num complexo conjunto habitacional onde nem sempre os inquilinos terminam o dia sem entre devorem-se. Um dos mais famosos predadores que eventualmente visitam as Bromélias é o louva-a-deus. Aparentemente alheio ao que acontece nas demais dependências da planta, ele se dependura nos cachos coloridos das inflorescências, permanecendo imóvel por horas a fio, quase sempre com sua tradicional postura de reza, a espera de insetos. Um fato curioso que pode ser observado é a precaução que o louva-a-deus se aproxima de uma libélula, toda vez que ela pousa sobre uma das folhas da planta. Terão eles noção de que elas não são as presas adequadas, mas que, escondidos pela delicadeza das asas irisadas, aqueles corpos delgados e vistosos são de um outro terrível predador? Bem mais abaixo das flores nas quais o louva-a-deus aguarda o seu jantar, onde as folhas secas da Bromélia se amontoam desordenadas sobre a areia das dunas, descansa um lagarto. Ali ele não só encontra um refugio seguro como também um ótimo lugar para abrigar os seus ovos. A umidade e a temperatura constante entre o amontoado de folhas quase sobrepostas facilitam o nascimento da futura prole. Ao mesmo tempo, entre os espinhos acerados que o circundam o réptil se sente seguro, contra as aves de rapina, suas maiores perseguidoras, e que pousadas nos arbustos próximos, sentinelas implacáveis, perscrutam incessantemente os menores movimentos entre os vegetais. Os gaviões da restinga, ao lado das corujas, integram uma patrulha terrível que não da trégua aos roedores, as aves menores e aos repteis, obrigando-os a deslocamentos cuidadosos de uma planta para outra. As moitas de Bromélias atuam como um manto de defesa e é debaixo dessa superfície de folhas pontiagudas que se sucedem os rápidos encontros e acasamentos dos lagartos, bem como as devotadas ações das aves insetívoras para com suas crias – animais que escolheram a sombra da Bromélia como ambiente protetor. O cálice central da Bromélia comporta uma imensa variedade de vida. Examinando-se ao microscópio algumas gotas do seu conteúdo, encontramos um encadeamento de formas vivas que se inicia com organismos simples como as algas verdes. Tanto em filamentos de colônias como isoladas, as algas verdes povoam densamente as águas da Bromélia. Misturadas a elas inúmeras espécies de protozoários assinalam a existência elementar da vida animal. São os mais primitivos representantes de toda a escala evolutiva, que se segue com o encontro de vermes aquáticos e anelídeos aparentados das minhocas, seres que dependem sobremaneira da umidade do cálice. Antecessores dos artrópodes na evolução da vida, os anelídeos não são tão numerosos no interior da Bromélia quanto as formas lavais e ninfas de insetos. Um bom número de insetos dependem diretamente da água na primeira fase de sua existência. As larvas de mosquitos e as ninfas das libélulas são aquáticas. Quando procuram o local da desova, muitos adultos as vezes deparam com o pequeno aquário natural das Bromélias – já efervescente de vida – nele depositando os ovos de sua espécie. Assim acontece com os mosquitos cujas lavas se alimentam das algas verdes e da matéria vegetal em decomposição no interior do cálice. Em algumas áreas a espécie de mosquito que se reproduz nas Bromélias pode ser do gênero Anapheles, transmissor de um protozoário do gênero Plasmodium que causa ao homem a doença conhecida por malária. Entretanto é mais comum encontrarem-se larvas do gênero Aedes, transmissoras da febre amarela. O fato de encontrarmos esporaticamente larvas desses mosquitos nas águas das Bromélias não significa que elas representem um problema sanitário generalizado. Mas em zonas onde essas doenças ocorrem com freqüência, a água depositada no interior do cálice é tão responsável pela endemia como a das lagoas e pântanos. Existem diversos inseticidas utilizados para borrifar a água das Bromeliáceas a fim de evitar a presença de pernilongos, recomendando certos autores o extrato de tabaco. Ao lado das larvas de mosquitos encontram-se com freqüência as ninfas de libélulas. Estas podem ser consideradas como o terror das águas da Bromélia. Vorazes e predadoras, atacam qualquer organismo que se desloque em sua proximidade. As espécies maiores, geralmente encontradas em lagos e pântanos, capturam inclusive girinos – fase larval dos anfíbios – e peixinhos. As larvas da libélula as vezes apresentam no abdome estruturas foliáceas, as brânquias. Ao mesmo tempo que servem ao aparelho respiratório, as brânquias, quando empregadas na locomoção, funcionam como a cauda de um peixe. Na base do receptáculo onde os detritos se acumulam formando um lodo esverdeado e os filamentos de algas se entrelaçam em espirais descontinuas, as ninfas de libélulas escondem a parte anterior do corpo, deixando de fora apenas os finos segmentos terminais do abdome com suas brânquias foliáceas. Nesta fase as libélulas parecem então pequenas palmeirinhas aquáticas plantadas no fundo do cálice. Poucos palmos acima desse mundo aquático, encontramos um gafanhoto. Pertencendo a grande ordem dos ortópteros, tanto os gafanhotos como os grilos, baratas, louva-a-deus e bichos-paus são de certa forma freqüentes em Bromeliáceas. Eles se distribuem conforme suas predileções, ora se embainhando nas bases das folhas como certas baratas silvestres que atingem até dez centímetros de comprimento, ora saltitando sobre as extremidades das brácteas como as esperanças e os louva-a-deus. Os ortópteros são uma grande fonte de alimento que certos predadores vão buscar sobre as folhas da planta. Tanto para as aranhas como para os pássaros insetívoros, os corpos roliços e desprotegidos de algumas espécies de gafanhotos representam um verdadeiro manjar. Ao se manusear uma Bromélia silvestre na natureza, deve-se ter bastante cuidado, pois – entre outras aranhas – a armadeira é hospede habitual em algumas regiões e seu veneno pode ser fatal para uma criança. A freqüência com que se encontram nas Bromélias as aranhas da família Thomisidae é explicável pelo alto grau de adaptação que seu corpo apresenta frente as conveniências de uma existência comprimida entre folhas que estão aderentes uma a outra. Este grupo de aranhas pode correr com grande velocidade sobre as superfícies das folhas em espaços onde não conseguiríamos introduzir a lamina de uma faca. Suas patas estão dispostas de forma a permitir rápidos deslocamentos laterais, e seu abdome achata-se de tal forma que se olharmos a folha de perfil dificilmente notaremos a presença dessa habitante esparramando-se sobre a superfície. As vezes podemos até mesmo encontrar uma aranha caranguejeira nas proximidades do cálice central, já que a umidade constante do interior da Bromélia é de grande valia quando este aracnídeo efetua a ecdise (troca de pele). Todos os animais até agora apresentados podem ser encontrados acidentalmente em Bromeliáceas, mas não são considerados como verdadeiros dependentes dessa família de vegetais. A Bromélia dá de beber aos pássaros e macacos que ali saciam a sede. Muitos nascem e morrem na copa das arvores sem nunca ter posto os pés na terra firme, pois as Bromélias lhes dão as provisões necessárias as suas sobrevivências. A polinização das Bromélias na natureza ficam a cargo dos beija-flores e abelhas silvestres. Convém esclarecer que as Bromélias não são vetores do mosquito Aedes Aegypti, que necessitam de água parada e limpa para procriação. Estudos realizados pelo Instituto Oswaldo Cruz – FIOCRUZ – comprovam o fato. As Bromélias apresentam formas exóticas com uma grande diversidade de cores e flores aliadas a um perfume suave e adocicado como é o caso da Tillandsias. Algumas são tão pequenas que torna-se difícil acreditar que a pequenina planta tenha o poder de exalar tão poderoso perfume. Assim elas se constituem em importantes espécies para uso no paisagismo e na floricultura. Em conseqüência disto, são muito comercializadas. Porém, parte das plantas que se encontram no mercado, ainda são provenientes do extrativismo. Esta situação é também reflexo do pequeno número de informações sobre técnicas de propagação e cultivo. Uma das limitações é o desconhecimento do tipo de substrato e adubação adequados ao cultivo destas espécies.




TILLANDSIAS / AIRPLANTS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

As Tillandsias são um gênero botânico pertencentes à família Bromeliaceae, subfamília Tillandsioideae. São plantas aéreas e a maioria habita as arvores e absorve seus nutrientes e umidade do ar, através de escamas prateadas. São mais de quatrocentas espécies e é o gênero que apresenta o maior numero de espécies espalhadas pelas Américas. São encontradas em desertos, bosques e montanhas da América Central, América do Sul, México e sul dos Estados Unidos. No Brasil existem cerca de quarenta espécies diferentes de Tillandsias. O gênero Tillandsia foi nomeado por Carolus Linnaeus em 1738 em homenagem ao medico e botânico Doutor Elias Erici Tillandz – originalmente Tillander (1640 / 1693). Descrição – As especies de Tillandsias são epifitas, ou seja, na natureza crescem sobre outras plantas sem ser parasitas, geralmente em arvores. Algumas especies são litofitas, crescem em rochas, outras desenvolvem-se em telhados, linhas de telefone etc. Poucas especies crescem diretamente na terra. O gênero pode ser dividido em variedades verdes e variedades cinzas. As Tillandsias formam na natureza colônias naturais em forma de touceiras ou bolas. Em cultivo doméstico e / ou comercial esses exemplares são pendurados por um fio plastificado ou arame galvanizado para que não ocupem espaços preciosos no piso ou nas bancadas das estufas. Dessa forma, eles acrescentam um efeito prá lá de especial nos locais onde se encontram, tipo: janelas, arvores, estufas etc. Tillandsias Verdes – As especies verdes requerem um clima temperado chuvoso ou bastante umido e crescem geralmente na sombra, na terra ou sobre arvores. As variedades verdes carecem de tricomas. Tillandsias Cinzas – Em contraste, quase todas as especies de Tillandsias cinzas crescem em areas sub-umidas ou sub-aridas com alta umidade atmosferica. Preferem o Sol, por isso crescem nas partes mais altas do bosque ou rochas. Muitas destas variedades são epifitas. Como plantas que praticamente carecem de raizes têm uma forma de vida muito peculiar. Sua aparencia cinza resulta do foto de seus talos e folhas estarem cobertos por pequenas escamas – tricomas, que sao pelos complexos produzidos pela epiderme das folhas e talos. Estas morrem e se enchem de ar, refletindo a luz. Reprodução – As Tillandsias se reproduzem – como outras Bromelias – de duas maneiras: A – Por polinização e produção de sementes. As Tillandsias não se autofecundam, e o polen deve ser captado de outra planta de mesma especie. B – Por brotação. A partir do talo da planta mãe nascem brotos que produzem novas plantas, geralmente após a floração. Estes podem ser destacados para crescerem isoladamente ou deixados junto a planta mãe para formarem uma colonia. Cultivo e Usos – A Tillandsia é uma planta de interior de casas ou estufas. Não necessitam de solo, já que a água e os nutrientes sao absorvidos atraves das folhas. A planta utiliza as raizes somente para fixação. O cultivo da Tillandsia requer: Luz – Preferem luz indireta ou difusa. Ar – Ar fresco e movimento suave. Água – Preferem água de chuva, porem podem ser molhadas com água potável. No verão é necessário borrifá-las diariamente. Temperatura – São muito sensiveis a temperaturas baixas. A temperatura ideal de manutenção é entre 10º e 32ºC. Alimentação – Devem ser fertilizadas quinzenalmente com fertilizante líquido diluido na proporção de 1/2 da dosagem recomendada pelo fabricante e com baixo ou nenhum teor ou concentração do elemento COBRE – este as levam a morte. O adubo recomendado é um fertilizante foliar hidrossoluvel na formulação NPK 10-10-10, na proporção de uma colher de chá para um litro de água diluido no liquificador. Fixação – Devem ser fixadas em materiais de origem vegetal, como madeira, troncos de arvores, xaxim, etc. Floração – Após a floração é recomendável permitir a criação e desenvolvimento dos brotos para a formação de uma colônia. Fitoquímica – As Tillandsias são plantas bioindicadoras da qualidade do ar, pois absorve substâncias tóxicas que se acumulam em seus tecidos, demonstrando externamente graus de intoxicação à que estão submetidas pela poluição atmosférica.
Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br
Espécies Mais Procuradas:
• Tillandsia Aeranthos
• Tillandsia Albertinana
• Tillandsia Andreana
• Tillandsia Araujei
• Tillandsia Argentea
• Tillandsia Argentina
• Tillandsia Boliviensis
• Tillandsia Brachycaulos
• Tillandsia Bulbosa
• Tillandsia Caerulea
• Tillandsia Capitata
• Tillandsia Caput-Medusae
• Tillandsia Cardenasii
• Tillandsia Circinnatoides
• Tillandsia Compressa
• Tillandsia Concolor
• Tillandsia Crocata
• Tillandsia Cyanea
• Tillandsia Durati
• Tillandsia Dyeriana
• Tillandsia Edithiae
• Tillandsia Elhersiana
• Tillandsia Excelsa
• Tillandsia Fasciculata
• Tillandsia Filifolia
• Tillandsia Funckiana
• Tillandsia Gardneri
• Tillandsia Globosa
• Tillandsia Harissi
• Tillandsia Himmotum
• Tillandsia Iaxissima
• Tillandsia Ionantha
• Tillandsia Juncea
• Tillandsia Magnusiana
• Tillandsia Platyrachis
• Tillandsia Secunda
• Tillandsia Seleriana
• Tillandsia Stricta
• Tillandsia Tectorum
• Tillandsia Tricolor
• Tillandsia Umbelata
• Tillandsia Usneoides
• Tillandsia Xerográphica

TILLANDSIAS - PERFUMES DA SEDUÇÃO

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Como descrever um universo jamais imaginado, com plantas exóticas de tamanhos e cores que não estão registradas em nossas mentes? Este é o maior desafio quando se tenta colocar em palavras o que se vê e se sente ao evocar sentimentos e sensações. As Bromélias são as pérolas florais da natureza. Elas exibem uma incrível variedade de formas e tamanhos e, quando florescem, uma explosão de cores e aliadas a aromas extasiantes. Uma paleta de cores e odores impressionantes e extraordinárias são expostas. Algumas variedades possuem flores elegantes com as pétalas que vão do branco ao arroxeado e podem exalar uma suave fragrância que a tornam uma atração irresistível no ambiente onde se encontram. Parece quase impossível de se acreditar que flores tão pequenas – algumas com cerca de até um centímetro – possuam um perfume tão intenso e agradável, que se sente a considerável distância. Seus perfumes são ricos em contrastes e notas olfativas que nos invade os sentidos nos transmitindo a sensação de prazeres únicos de bem-estar e aconchego. Estas plantas são nativas dos diversos biomas do planeta, a maioria tem como habitat as áreas tropicais e subtropicais das Américas, grande parte é endêmica da América do Sul. Algumas crescem como plantas de ar nos troncos e galhos de árvores, outras espécies envolvem suas raízes em torno das rochas porosas, e ainda há aquelas como o abacaxi e as estrelas da terra que crescem no solo. As Bromélias são um dos nichos ecológicos mais importantes da natureza. A beleza das Bromélias, das orquídeas e demais plantas frutíferas e aromáticas da costa brasileira já seduziam em 1502 o cosmógrafo e navegador Américo Vespúcio e mais tarde, os naturalistas europeus nos séculos dezoito e dezenove e continuam hoje, encantando Paisagistas e Decoradores. Mas o fascínio é uma espada de dois gumes, que se virou contra a própria espécie, pois uma das maiores ameaças a tais plantas, hoje, é a coleta predatória para fins ornamentais. Podemos citar aqui alguns exemplos como: Arhiza, Caeruela, Cacticola, Crocata, Crocata Var. Tristis, Diaguitensis, Duratii, Ixioides, Mallemontii Blue Flor, Narthecioides, Ouro inca do Peru, Straminea, Streptocarpa, dentre outras tantas. A natureza prodigiosa deu às flores perfumes para atrair os polinizadores, garantindo assim a perpetuação da espécie. Não é por acaso que fragrância é praticamente um sinônimo de flor. É sabido que várias espécimes de Bromélias e Orquídeas são grandes produtoras de néctar. Mas há também outras que não o produzem e atraem os potenciais polinizadores – beija-flores, abelhas, borboletas, mariposas, besouros, morcegos – apenas com o perfume. Ao entrar na bolsa formada pela flor, o polinizador fica tão inebriado que até dispensa o pagamento pelo serviço de polinização, ou seja, o néctar. “(...) Esta terra é muito amena; e cheia de inúmeras árvores verdes, e muito grandes, e nunca perdem folha, e todas têm odores suavíssimos, e aromáticos, e produzem inúmeras frutas, e muitas delas boas ao gosto, e saudáveis ao corpo, e os campos produzem muitas ervas, e flores, e raízes muito suáveis, e boas, que umas vezes me maravilhava do odor suave das ervas (...) tanto que em que em mim pensava estar perto do paraíso terrestre”. Assim, escreveu Américo Vespúcio, em sua segunda viagem à América, quando percorreu a costa brasileira. Os odores suavíssimos de árvores, ervas, orquideas e bromélias brasileiras sentidos por Vespúcio, são de fato muito variados em todos ecossistemas tropicais. As plantas produzem os chamados componentes odoríferos através de secreções internas, que podem ser encontradas em suas raízes, madeira, folhas, sementes, frutos e flores. Essas substâncias têm como objetivo atrair polinizadores. Pesquisadores acreditam que os insetos, na verdade, buscam as substâncias odorantes dessas flores para se perfumarem ou como matéria-prima para produzir de seus próprios feromônios – a palavra vem do Grego: pheros = longe, e horman = excitar ou o que excita à distância. Descobertos há apenas quarenta anos, e ainda insuficientemente compreendidos pela ciência, os feromônios são definidos como odores de comunicação entre indivíduos da mesma espécie, capazes de provocar respostas comportamentais. Os mamíferos usam odores para demarcar territórios e conquistar parceiros. Os pássaros suas plumagens coloridas e suas evoluções aéreas para atrair as parceiras. Já o homem sintetiza esses poderes em frascos tão variados quanto nossas intenções ao usá-los. Com novas tecnologias é capaz mesmo de resumir a essência de uma tillandsia duratii em pequenas cápsulas, tão diminutas que basta arranhar para se sentir... No reino das plantas, inúmeras são as espécies adotadas pelos homens por suas fragrâncias agradáveis. Não é por acaso que fragrância é praticamente um sinônimo de flor. É com seu aroma que a maioria dos perfumistas compõem as suas criações. Algumas são consideradas os pilares da perfumaria. Como abelhas, somos facilmente atraídos por seu cheiro agradável. História – Há mais de dois mil anos aprendemos a elaborar misturas sofisticadas, transformando tais substâncias vegetais em perfumes. O uso, inicialmente, era religioso, restrito aos sacerdotes, de onde vem a palavra perfume – do Latim: per fumum ou através da fumaça – associada aos incensos, até hoje largamente utilizados. A arte da elaboração do perfume nasceu no Egito transpondo os limites dos tempos e das pirâmides, transformando-o em um acessório apreciado pelos ricos mortais, ao invés de ser privilegio unicamente dos deuses e dos mortos. Assim, os sacerdotes aos poucos transformaram seus templos em autênticos laboratórios de Perfumes Artesanais. Por volta de dois mil antes de Cristo, os primeiros clientes foram os faraós e os membros importantes da corte, logo, o uso do perfume se difundiu, trazendo um agradável toque de frescor ao clima quente e árido do Egito. A necessidade de contar com essências refrescantes tornou-se tão fundamental que a primeira greve da história da humanidade foi protagonizada em 1330 a.C. pelos soldados do faraó Seti I, que pararam de fornecer ungüentos aromáticos. Pouco depois, coube ao faraó Ramsés II enfrentar uma revolta de peões em Tebas, que estavam indignados com a escassez de rações, de comida e de ungüentos. Os egípcios cuidavam muito de sua higiene pessoal, tinham hábito de lavar-se ao acordar, e também antes e depois das principais refeições; além de água, usavam uma pasta de argila e cinzas, a suabu, que era uma espécie precursora do atual sabão; a seguir, friccionavam o corpo com incenso perfumado. O químico árabe, Al-Kindi (Alkindus), escreveu no século nono um livro sobre perfumes chamado Livro da Química de Perfumes e Destilados. Ele continha centenas de receitas de óleos de fragrâncias, salves, águas aromáticas e substitutos ou imitações para drogas caras. O livro também descrevia cento e sete métodos e receitas para perfumaria, inclusive alguns dos instrumentos usados na produção de perfumes ainda levam nomes árabes, como alambique, por exemplo. O médico e o químico persas Muslim e Avicenna, introduziram o processo de extração de óleos de flores através da destilação, o processo mais comumente utilizado hoje em dia. Seus primeiros experimentos foram com as rosas. Até eles descobrirem perfumes líquidos, feitos de mistura de óleo e ervas ou pétalas amassadas que resultavam numa mistura forte. A água de rosas era mais delicada, e logo tornou-se popular. Ambos os ingredientes experimentais e a tecnologia da destilação influenciaram a perfumaria ocidental e desenvolvimentos científicos, principalmente na química. A partir da Espanha foi introduzido em toda a Europa durante o Renascimento. Foi na França, a partir do século quatorze, onde se cultivavam flores, que ocorreu o grande desenvolvimento da perfumaria, permanecendo desde então como o centro europeu de pesquisas e comercio de perfumes. As flores são efetivamente, as principais fontes de inspiração para os perfumistas. No entanto, os óleos essenciais usados na elaboração de um perfume pode vir também das raízes, caules, folhas, sementes, frutos, resinas, cascas de arvores, entre outros, o que proporciona um leque ilimitado de combinações. A laranjeira por exemplo oferece o neroli (extraído das flores), óleo cítrico (obtido da casca da fruta), e petitgrain (oriundo de folhas e galhos). Em meio a tantas possibilidades, cabe ao perfumista decifrar harmoniosas composições e interpretar o mistério da metamorfose que cada nota e / ou tom irá gerar em um novo acorde. Essa não fácil. Há um século existiam cerca de cento e cinqüenta ingredientes que podiam ser usados na formula de uma fragrância. Atualmente esse numero saltou para mil extratos naturais e, graças aos avanços da química, há mais de três mil opções em sintéticos, que são a base de muitos perfumes modernos. Perfume – O perfume é uma mistura de oleos essenciais aromáticos, álcool e água, utilizado para proporcionar um agradável e duradouro aroma a diferentes objetos, principalmente, ao corpo humano. Os óleos essenciais são obtidos por destilação de flores, plantas e ervas, tais como a lavanda, rosas, jasmin, sândalo, frutas citricas, bergamota etc. O perfume de jasmin se obtém através de um processo chamado enfleurage, que consiste em impregnar as substâncias aromáticas em cera e depois extrair o óleo com álcool. Também, são utilizados compostos químicos aromáticos. Os fixadores que aglutinam as diversas fragâncias incluem bálsamos, âmbar cinzento e secreções glanulares de civetas e cervos almiscarados. Estas secreções sem diluir tem um odor desagradável, porém em solução alcoolica atuam como conservantes. Atualmente, os animais estão protegidos em muitos paises, por isso, os fabricantes utilizam almiscares sintéticos. A quantidade de álcool depende do tipo de perfume que se quer obter. Normalmente, a mistura deixa-se envelhecer por um ano. Classificação Pela Concentração – A concentração de uma fragrância pode ser classificada de acordo com quantidade de óleos aromáticos diluídos em um solvente.
 Parfum (Extrato de Perfume) – A forma mais concentrada, entre 20 a 40% de compostos aromáticos (essência);
 Eau de Parfum EdP (Deo Perfume) – Varia de 12 a 18% de compostos aromaticos;
 Eau de Toilette EdT – Varia de 08 a 14% de compostos aromáticos;
 Eau de Cologne EdC (Deo Colônia) – Varia de 03 a 07% de baixa concentração de essências;
 Splash Parfum EdS – 01% de compostos aromáticos.

Principais Famílias Olfativas – As fragrâncias classificam-se em:
 Citricos Florais – Quando utilizam materias-primas extraidas de cascas de frutas tais como: lima, laranja, pomelo, tangerina, mandarina, entre outras. São também denomidos frutados;
 Florais Aldeidos – A matéria-prima é extraida das flores naturais, como rosas, jasmim, tillandsias, orquídeas ou desenvolvida sinteticamente em laboratórios. As notas tem caráter delicado, sutil e discreto;
 Fougère – Elaborado a partir de matéria-prima leve e fresca, normalmente extraídas de madeira, por isso são conhecidos como amadeirados, e a elas se juntam a mistura de álcoois, tubérculos e raízes. São muito utilizados em fragrâncias masculinas;
 Chipre Floral – Fabricado com matéria-prima advindas de musgos, normalmente do carvalho. São os perfumes mais clássicos e sofisticados;
 Oriental Floral – Sua mistura é constituida normalmente das tuberosas, baunilha, patchouly, ylang ylang. Inspiram sofisticação, são marcantes, misteriosos e super sensuais;
 Couros Secos – Fragrâncias extremamente secas, com caracteristicas dominantes. Suas matérias-primas são extraidas do tabaco, de madeiras, couros, musgos, etc.
 Aldeído Floral – Geralmente são misturas sintéticas, também usadas nos perfumes muito clássicos e sofisticados. Possuem um certo frescor inicial característico e picante;
 Aromático Secos e Frutados – São misturas de secos e frutados, que criam uma fragrância híbrida. Geralmente usam condimentos como cominho, estragão e manjericão, além de especiarias como cravo, canela, noz-moscada e até mesmo pimenta.
A Magia dos Aromas – Antigamente, o sistema límbico era chamado de cérebro das emoções. Quando estamos muito tensos e nervosos, um aroma de lavanda (este é facilmente encontrado em várias espécimes de tillandsias) é capaz de nos relaxar e nos induzir ao sono, ajudando em casos de insônia. Quando estamos apáticos, deprimidos, infelizes, o aroma da tillandsia duratii pode ajudar na recuperação. Aromas de limão, eucalipto e alecrim melhoram a concentração, sendo que o alecrim alivia também o cansaço. Aplicação no Corpo – Ao aplicar-se o perfume sobre a pele, o calor do corpo evapora o álcool rapidamente deixando as substâncias aromáticas, que se dissipam gradualmente durante várias horas. Por isso, o perfume é aplicado nas partes mais quentes do corpocomo pulsos, nuca e atrás das orelhas. Classificação – A força de um perfume depende, basicamente da concentração de matérias-primas utilizadas em sua concepção. Do ponto de vista técnico, consiste na mistura de vários ingredientes voláteis dissolvidos em álcool, que se espalham no ar em temperaturas normais. Pela origgem a palavra perfume aplica-se somente ao tipo de composição que contém a mais alta proporção de extrato aromático com o menor teor de álcool possível. As outras combinações quase sempre levam um pouco de água na formula. Essa concentração portanto é fator determinante na nomenclatura. É comum ouvir falar em fragrâncias com forte ou fraco poder de fixação, ou seja que persistem, ou não, por várias horas. Mas o efeito não é mérito de um agente fixador, como há quem acredite. Na verdade, a fixação se deve às notas de base e / ou de fundo. Elas são ingredientes mais densos e persistentes, capazes de atuar na composição de modo a proporcionar uma difusão mais lenta.
o Notas de Saída (Cabeça) – A introdução. A impressão inicial, elaborada para despertar o interesse, são as notas mais leves aquelas que escapam do frasco. Ingredientes ligeiros e voláteis que evaporam rapidamente, são sentidas logo após a sua aspersão, vão direto para as narinas. São notas frescas como limão, laranja, pinho, lavanda e eucalipto.
o Notas de Coração (Corpo) – O centro, a alma, a personalidade do perfume, são notas que expressam o tema principal da fragrância. Menos voláteis, evaporam mais devagar, são sentidas assim que o perfume desaparece sobre a pele. São notas mais encorpadas como as de flores, folhas e especiarias.
o Notas de Fundo (Base) – Garante o poder de fixação de uma fragrância, são notas que definem o cheiro que se difunde na pele. Pouco voláteis, os ingredientes evaporam lentamente, é o último acorde a ser percebido e o que permanece por mais tempo. São notas densas, como as de resinas, de madeiras e as de origem animal.
O perfumista usa a fantasia e o olfato para criar fragrâncias marcantes, que podem reunir até trezentas matérias-primas. É capaz de distinguir mais de três mil cheiros e consegue combiná-los em uma quantidade ilimitada de fórmulas. Como um maestro compõe as diferentes notas, sua mistura resulta no acorde ou na harmonia da fragrância, imaginando o papel que cada ingrediente terá em sua composição olfativa. A força de um perfume depende da concentração de extrato aromático e das matérias-primas usadas em sua composição. Transformar esse mix em sucesso está nas mãos dessa categoria restrita e valiosa de profissionais, que ganham salários astronômicos para desenvolver essências sob encomenda. O bom nariz se desenvolve desde a infância. Existe uma ligação muito forte entre as coisas que acontecem durante a vida e os cheiros que as acompanham.