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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

RESPIRAÇÃO CAM (Crassulacean Acid Metabolism)

Por: Rômulo Cavalcanti Braga


A fotossíntese significa síntese pela luz. Excetuando as formas de energia nuclear, todas as outras formas de energia utilizadas pelo moderno provém do sol. A fotossíntese pode ser considerada como um dos processos biológicos mais importantes na Terra. Por liberar oxigênio e consumir dióxido de carbono, a fotossíntese transformou o mundo no ambiente habitável que conhecemos hoje. De uma forma direta ou indireta, a fotossíntese supre todas as nossas necessidades alimentares e nos fornece um sem numero de fibras e materiais de construção. A energia armazenada no petróleo, gás natural, carvão e lenha, que são utilizados como combustíveis em varias partes do mundo, vieram a partir do sol via fotossíntese. Assim sendo, a pesquisa cientifica da fotossíntese possui uma importância vital. Se pudermos entender e controlar o processo fotossintético, nos saberemos como aumentar a produtividade de alimentos, fibras, madeira e combustível, além de aproveitar melhor as áreas cultiváveis. Os segredos da coleta de energia pelas plantas podem ser adaptados aos sistemas humanos para fornecer modos eficientes de aproveitamento da energia solar. As plantas são seres autótrofos, ou seja, produzem seu próprio alimento. Graças à presença de clorofila em suas folhas, elas são capazes de captar energia luminosa do sol e utilizá-la na síntese de moléculas orgânicas, que lhe servirão de alimento. Esse processo, que será explicado a seguir é chamado de fotossíntese.

6 CO2 + 12 H2O – luz – + – clorof –> C6H12O6 + 6 H2O + 6 O2

Os Cloroplastos – Nos cloroplastos ocorre a reação da mais fundamental importância para a vida das plantas e, indiretamente, para a vida dos animais: a fotossíntese. Os cloroplastos são geralmente discoidais. Sua cor é verde devido a presença de um pigmento denominado clorofila. No seu interior existe um conjunto de bem organizado de membranas, as quais formam pilhas unidas entre si, que são chamadas de grana. Cada elemento da pilha, que tem o formato de uma moeda, é chamado de tilacóide. Todo esse conjunto de membranas encontra-se mergulhado em um fluido gelatinoso que preenche o cloroplasto, chamado de estroma, onde há enzimas, DNA, pequenos ribossomos e amido. As moléculas de clorofila se localizam nos tilacóides reunidas em grupos. Fase Clara – A fotossíntese é dividida em duas fases: clara e escura. A fase clara, também chamada de fotoquímica, consiste na incidência da luz solar sob a clorofila A. Elétrons são liberados e recebidos pela plastoquinona (aceptor de elétrons). Estes elétrons passam por uma cadeia transportadora liberando energia utilizada na produção de ATP (adenosina tri-fosfato). Os elétrons com menos energia entram na molécula de clorofila A, repondo os liberados pela ação da luz. A molécula de clorofila absorve energia luminosa. Esta energia é acumulada em elétrons que, por este fato, escapam da molécula sendo recolhidos por substancias transportadoras de elétrons. A partir daí, estes irão realizar a fotofosforilação que, dependendo da substância transportadora, poderá ser cíclica ou acíclica. Em todos os dois processos, os elétrons cedem energia, que é utilizada para a síntese de ATP através de fosforilação – processo em que adiciona um fosfato rico em energia no ADP (adenosina di-fosfato). Fotofosforilação Acíclica – Está relacionada basicamente com a fotólise da água. Fotofosforilação Cíclica – O elétron sai da clorofila A, é captado pela ferrodoxina e passa por transportadores de elétrons, havendo nos cloroplastos liberação de energia, que será utilizada na síntese de ATP. Estes processos acontecem simultaneamente nos cloropastos. Fase Escura – Ocorre no estroma dos cloroplastos e é nesta fase que se forma a glicose, pela reação inicial entre o gás carbônico atmosférico e um composto de cinco carbonos, a ribulose difosfato (RDP) que funciona como suporte para incorporação do CO2. Ciclo de Calvin – A molécula de CO2 se liga ao suporte de RDP desencadeando um ciclo de reações no qual se formam vários compostos de carbono. Para formação de uma molécula de glicose é necessário que ocorram seis ciclos destes. Os átomos de hidrogênio da água são adicionados a compostos de carbonos, obtidos a partir de CO2, havendo uma redução de gás, com produção de glicose. Plantas C3 e C4 – Aproximadamente 2/3 da massa vegetal que recobre a superfície terrestre é composta por gramíneas de diversos tipos. Quanto a sua adaptação ambiental e eficiência fotossintética, as gramíneas são classificadas em duas categorias: espécies temperadas (plantas C3) e espécies tropicais (plantas C4). Normalmente, as espécies forrageiras temperadas apresentam melhor qualidade, definida em termos de digestibilidade, consumo e teor de proteína. A degradação ruminal das gramíneas C3 ocorre mais rapidamente que as do tipo C4, visto que as mesmas apresentam parede celular mais fina, ou seja, contêm menor teor de compostos indigeríveis, como a lignina. Por outro lado, as gramíneas tropicais (C4) apresentam maior eficiência fotossintética, sendo mais produtivas em termos de matéria seca. Entretanto, a qualidade (teor de proteína, consumo, digestibilidade) das gramíneas tropicais (C4), geralmente, é inferior a das gramíneas temperadas. Plantas CAM (Crassulacean Acid Metabolism – Metabolismo Ácido das Crassuláceas) – Um terceiro modo de fixação é a fotossíntese denominada CAM, ou seja, ocorre a fixação de carbono pelo mecanismo ácido-crassuláceo, que aumenta a eficiência na utilização de água através da abertura de estômatos, para absorção de CO2, apenas à noite. Esta estratégia é comum em plantas epífitas das famílias Cactaceae (Cactos), Bromeliaceae (Bromélias), Piperaceae (Peperômias) e Orchidaceae (Orquídeas). Nestas plantas, os ácidos málicos e siocítrico acumulam-se durante a noite e são novamente convertidos em gás carbônico na presença de luz. Este processo é claramente favorável em condições de alta luminosidade e escassez de água. Estas plantas dependem muito deste processo, pelo fato de seus estômatos estarem fechados durante o dia a fim de evitar a perda de água. As células estomáticas são as únicas células epidêmicas que fazem fotossíntese e produzem glicose. Fatores Que Afetam a Fotossíntese – A fotossíntese é afetada por vários fatores, tais como a intensidade luminosa a temperatura e a concentração de gás carbônico no ar. Por exemplo: em uma planta mantida em ambiente com temperatura e concentração de CO2 constantes, a quantidade de fotossíntese realizada passa a depender exclusivamente da luminosidade. Fotossíntese e o Alimento – Todas as nossas necessidades energéticas nos são fornecidas pelos vegetais, seja diretamente, ou através dos animais herbívoros. Os vegetais por sua vez, obtêm a energia para sintetizar os alimentos via fotossíntese. Embora as plantas retirem do solo e do ar a matéria prima necessária para a fotossíntese a energia necessária para realização do processo é fornecida pela luz solar. Um dos processos mais importantes da fotossíntese é a utilização da energia solar para converter o dióxido de carbono atmosférico em carboidratos, cujo subproduto é o oxigênio. Posteriormente, se a planta assim o necessitar, ela pode utilizar a energia armazenada nos carboidratos para sintetizar outras moléculas. Nós fazemos o mesmo, todas as vezes que comemos, parte do alimento é oxidado a gás carbônico e água para aproveitar a energia armazenada nos alimentos. Isso ocorre durante a respiração. Assim, se não há fotossíntese, não há alimento para a grande maioria das formas de vida heterotróficas. Ciclo de Conversão de Energia na Biosfera – A Fotossíntese e a Energia – A celulose é um dos produtos da fotossíntese que constitui a maior parte da madeira seca. Quando a lenha é queimada, a celulose é convertida em CO2 e água com o desprendimento da energia armazenada em sua estrutura. Assim como na respiração, a queima de combustíveis libera a energia armazenada para ser convertida em formas de energia útil, por exemplo: quando queimamos álcool nos nossos automóveis, estamos convertendo a energia química em energia cinética. Além do álcool que é amplamente utilizado no Brasil como combustível, no norte do pais o bagaço de cana é largamente empregado para gerar energia nas usinas de beneficiamento da cana de açúcar. O petróleo, o carvão e o gás natural são exemplos de combustíveis utilizados no mundo moderno, que tiveram a sua origem na fotossíntese. Portanto, muitas das nossas necessidades energéticas provém da fotossíntese e a sua compreensão pode levar a uma maior produtividade dessa forma de energia. A Fotossíntese e a Medicina – A luz pode ser altamente maléfica se não for devidamente controlada, temos como exemplos os inúmeros casos de câncer de pele. As plantas tem que absorver luz com o mínimo de dano para ela mesma. A compreensão das causas dos danos causados pela luz e os mecanismos naturais de proteção, pode beneficiar-nos em áreas alheias à fotossíntese como a medicina. Por exemplo: algumas substancias como a clorofila tendem a localizar-se em tecidos tumorosos. A iluminação destes tumores causaria um dano fotoquímico, que poderia matar o tumor sem conseqüência para o tecido em perfeito estado. Outra aplicação medica é a utilização de substancias semelhantes à clorofila para delinear a área cancerígena do tecido em perfeito estado. Danos fotoquímicos ao tecido em perfeito estado não ocorrem, pois os princípios da fotossíntese foram utilizados para converter a energia absorvida em calor. Os Fatores Limitantes da Fotossíntese – Os fatores que influenciam a fotossíntese podem ser externos e internos ao organismo. Como fatores internos podem ser citados: as estruturas das folhas e dos cloroplastos, o teor de pigmentos, o acumulo de produtos da fotossíntese no interior do cloroplasto, a concentração de enzimas e a presença de nutrientes. Como fatores externos podem ser citados: a luz, a temperatura, a salinidade, o grau de hidratação e a pressão parcial de CO2; A compreensão de como cada um destes fatores e seus efeitos sinérgicos afetam a fotossíntese, torna-se mandatória quando almeja-se minimizar os seus efeitos adversos, a fim de se obter uma maior produtividade.
O Aumento da Temperatura Induz a Curto Prazo:
• O aumento da atividade fotossintética;
• Aumento da atividade respiratória;
• Aumento das irradiâncias de compensação e saturação da fotossíntese;
• Diminuição da eficiência fotossintética.
Os Efeitos a Longo Prazo do Aumento da Temperatura São:
• Há uma relação inversa entre a capacidade fotossintética (atividade fotossintética máxima em luz saturante) e a temperatura de crescimento.
• Aumento na fluidez de membrana;
• Aumento da atividade enzimática das enzimas do ciclo Calvin;
• Aumento do teor de pigmentos, do numero e do tamanho das unidades fotossintéticas.
• Aumento da eficiência fotossintética e da biomassa;
• Diminuição das irradiâncias de compensação e de saturação da fotossíntese.
• Diminuição da atividade respiratória e do estimulo da atividade fotossintética à temperatura.
Entretanto, existem dados na literatura de invariabilidade da eficiência fotossintética de alguns organismos em relação à temperatura de crescimento. Podem ser citados os seguintes efeitos da qualidade espectral nos organismos fotossintetizantes:
• Variação da capacidade fotossintética;
• Alteração do teor e da composição de pigmentos;
• Mudança na estequiometria dos fotossistemas do tamanho e / ou da densidade das unidades fotossintéticas;
• Modificação da atividade catalítica das enzimas do ciclo de Calvin e do transporte de elétrons fotossintéticos;
• Mudança na anatomia das folhas.
Efeitos da taxa de iluminação (irradiância). De um modo geral uma planta aclimatizada a um ambiente de baixa irradiância (condição de sombra) possui as seguintes características quando comparada a uma planta aclimatada a um ambiente de alta irradiância (condição de sol):
• Menor atividade respiratória;
• Menor capacidade fotossintética;
• Menor razão Clorofila A / pigmentos acessórios;
• Menor seção transversal de absorção dos pigmentos;
• Menor concentração das enzimas do transporte de elétrons fotossintético e do ciclo de Calvin;
• Menores pontos de compensação e saturação fotossintética;
• Menor taxa de crescimento especifico;
• Maior teor de pigmentos;
• Maior rendimento quântico de produção de O2 em luz limitante;
• Maior tamanho e / ou numero das unidades fotossintéticas. As folhas dos vegetais aclimatados à alta irradiâncias são mais grossas e opticamente mais densas.
A Descoberta da Fotossíntese – Na primeira metade do século 17, o medico Van Helmont depositou uma planta em um jarro com terra e regou a planta somente com água de chuva. Ele observou que após cinco anos, a planta tinha crescido bastante, mas a quantidade de terra no jarro quase não decresceu. Van Helmont concluiu que o material utilizado pela planta para seu crescimento veio da água utilizada para regá-la. Em 1727, o botânico inglês Stephan Hales, observou que as plantas usavam principalmente o ar como fonte de nutrientes para o seu crescimento. Entre 1771 e 1777, o químico Joseph Priestly, descobriu que quando ele colocava uma vela no interior de um jarro emborcado, a chama extinguia-se rapidamente sem que a cera fosse completamente consumida. Posteriormente ele observou que se um camundongo fosse colocado nas mesmas condições ele morreria. Ele mostrou então que o ar que fora “viciado” pela vela e pelo camundongo, poderia ser restaurado por uma planta. Em 1778, Jan Ingenhousz, repetiu os experimentos de Priestly e observou que era a luz a responsável pela restauração do ar. Ele observou também que somente as partes verdes da planta tinha essa propriedade. Em 1796, Jean Senebler, mostrou que o CO2 era quem viciava o ar e que o mesmo era fixado pelas plantas durante a fotossíntese. Logo em seguida Theodore de Saussure, mostrou que o aumento da massa das plantas durante o seu crescimento não poderia ser devido somente à fixação de CO2, mas também devido a incorporação da água. Assim a reação básica da fotossíntese fou concluída.

nCO2 + nH2O + luz – > (CH2O)n + nO2

onde n é o número de mol das espécies moleculares envolvidas.

A ADIÇÃO DE TILLANDSIAS NO PAISAGISMO

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Inflorescências exóticas são uma das características marcante das Tillandsias. A exibição de uma palheta de cores vivas ricas de roxos, vermelhos, rosas, amarelos, aliadas as essências suaves e adocicadas que emanam é algo e exuberante de se sentir. O ciclo de floração em algumas espécies pode ser de apenas duas ou três semanas. Para a maioria é de um mês ou dois, e para algumas variedades de bioclimas mais xéricos (espécies de crescimento lento), pode durar até um ano. Um expressivo número de variedades tais como: Cactícola, Duratii, Purpúrea, Xiphioides, Straminea, dentre outras, exalam um maravilhoso perfume através de suas flores de longa duração. A diversidade de flores nas Tillandsias podem inebriar, elas servem a um propósito ao atrair vários agentes polinizadores – dentre os quais o seu principal agente, os graciosos Beija-Flores, para polinizar as flores e, assim, produzir novas gerações de plantas pela reprodução de sementes. No entanto, as Tillandsias também se reproduzem através das compensações ou filhotes, que são plântulas que crescem no tempo em uma planta madura ao dar inicio ao seu processo de floração. Compensações podem ser produzidas antes ou depois da floração da planta-mãe. Nos jardins elas ficam montadas em pequenos pedaços de troncos ou suspensas por fios de nylon. Verdes maravilhosas, elas se divertem sob o sol brilhante e a brisa, suas estações de bem viver desapercebidas como elas apreciam a passagem do tempo em seu próprio ritmo. Da maior e mais majestosa, com cachos da roseta ampla arrastando para baixo às diminutas bolas verdes, estas são uma das candidatas do mundo das plantas. Tillandsias ou Air Plants, são membros da família Bromeliaceae, que inclui também as Bromélias e os Cryptanthus e / ou Estrelas da Terra. Elas pertencem a um gênero amplamente diversificado, e podem ser encontradas nos desertos, nas florestas e montanhas da América do Sul, América Central, México e sul dos Estados Unidos. As Tillandsias absorvem a umidade e os nutrientes através de suas folhas, que são captados através dos pequenos filamentos brancos estruturais que se encontram espalhados ao longo da planta, chamados de tricomas e / ou escamas peltadas. Os tricomas regulam a quantidade absorvida de umidade e nutrientes, bem como as trocas gasosas, agindo como abas ou aletas para os estômatos. Na verdade, as Tillandsias são únicas, não só na aparência, mas por seus processos de troca gasosa, que são diferentes das plantas normais. Plantas em geral, têm aumentado a captação de dióxido de carbono durante o dia para os processos fotossintéticos, na presença da luz solar. Em contraste, as Tillandsias têm a absorção de dióxido de carbono em diferente sistema, conhecido como Respiração CAM. Como esse sistema é vantajoso em relação ao sistema “padrão”, porque vivem em habitats inóspitos ou áridos, a abertura ou fechamento dos estômatos durante o dia poderia causar uma perda significativa de umidade das plantas. Assim, as Tillandsias mantêm seus estômatos fechados durante o dia pelos tricomas e os abrem durante a noite para absorver o dióxido de carbono. O oxigênio produzido a partir da fotossíntese durante o dia é usado para a respiração enquanto os estômatos permanecem fechados. Isto explica a razão pela qual as Tillandsias não deverem ser regadas à noite, pois assim os tricomas seriam achatados contra a planta, impedindo-os de se abrirem para consumir o dióxido de carbono e a conseqüente liberação do oxigênio durante a noite, causando asfixia nas plantas. No exterior o cultivo de Tillandsias se tornou um hobby fascinante, desencadeando uma febre quase obsessiva nas pessoas. Foram criadas associações, clubes e há exposições estaduais, nacionais e internacionais dessa variedade de Bromeliáceas. Há viveiros especializados com todos acessórios necessários que vão dos fertilizantes aos adesivos especiais para montagens dessas plantas em ornamentos decorativos e embalagens para serem vendidas como “plantas de ar de fantasia” que apenas “necessitam pulverização de água”. No paisagismo, não é diferente, facilmente se encontra plantas com formatos bizarros, torcidas, que crescem sem solo e penduradas em fios de aço balançando arrogantemente nas brisas das manhãs. Elas fascinam com suas diversidades de formas alienígenas, com suas folhas peludas e aveludadas. Elas são muito populares na Malásia, em Cingapura, no Japão, na China, Austrália, Estados Unidos, Alemanha, Holanda e outros países da Europa. A exibição de cores de rara beleza, encantam as pessoas que as vêm nos jardins. A Tillandsia Ionantha Fuego, inebria com sua vermelhidão quando floresce. Já a Tillandsia Creation, chama a atenção pelo seu tamanho avantajado e pela nuance rosea de suas hastes florais e flores roxas. A Tillandsia Xerográphica com sua roseta de folhas largas, sua cor prata azulada, que mescla o cinza no sol da manhã, dá o tom do porque ser considerada a rainha da subfamília das Tillandsias. Já a Tillandsia Fuchsii Var. Gracilis por sua vez chama a atenção devido à sua aparência estranha, como uma bola de penugem verde. Desencadeia-se entre os admiradores uma verdadeira obsessão e grande procura por essas plantas que conseguem cativar, transmitindo uma gratificante sensação de alegria e bem-estar para aqueles que as admiram e colecionam e com elas abrem um novo capitulo no paisagismo e na jardinagem.





quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A PUREZA QUE AINDA NOS RESTA

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

O Brasil é uma jóia rara! Não é à toa que os olhos do mundo estão voltados para as belezas daqui... Além de um povo alegre e hospitaleiro, que consegue manter o sorriso no rosto apesar das tantas dificuldades, temos os ecossistemas mais exuberantes, um litoral com nove mil cento e noventa e oito quilômetros de extensão, com praias paradisíacas e muitas ainda em estado selvagem, sem falar nas chapadas mais suntuosas, a fauna e flora mais diversificada e alguns exemplares raros, fartura de pedras e metais preciosos em nosso subsolo e por aí segue uma lista interminável de riquezas naturais, culturais e folclóricas inigualáveis e, infelizmente, ocultas. Lamentavelmente, vivemos em um país que ainda é pouco conhe cido pelo seu próprio povo. Poucos são os brasileiros que procuraram explorar de forma sustentável, discernir dúvidas e afastar os véus que encobrem as lendas e os fatos sobre os biomas de nossa flora e fauna. Não são poucos os exemplares de nossa flora que foram retirados de nossas matas e levados para o exterior, onde fazem grande sucesso de vendas com até (pasmem) lista de espera, e aqui não passam de ilustres desconhecidas e não há quem as produza para consumo interno. Entre tantas, posso citar aqui a Sinningia Guttata, a Chrysothemis Pulchella, a Stachytarpheta. Na família Bromeliaceae, o gênero Tillandsia é o que tem maior numero de espécies, distribuídas em toda região neotropical. São plantas caulescentes ou acaulescentes, epífitas ou rupícolas. Economicamente, as citadas ante riormente e as Bromeliaceas, interessam principalmente como plantas ornamentais, medicinais e produtoras de fibras. As Tillandsias podem ser utilizadas como bioindicadoras da qualidade do ar, por absorverem substâncias tóxicas que se acumulam em seus tecidos, demonstrando externamente os graus de intoxicação a que são submetidas pela poluição atmosférica. Sete espécies de Tillandsias estão listadas pela CITES (Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora, Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção) em seu Apêndice II, por se encontrarem em risco de extinção: a Tillandsia Xerográphica, Tillandsia Harrisii, Tillandsia Mauryana, Tillandsia Kautskyi, Tillandsia Sprengeliana e Tillandsia Sucrei. Estas três últimas: Tillandsia Kautskyi, Tillandsia Sprengeliana e Tillandsia Sucrei, são brasileiras. Já a Base de Dados Tropical lista espécies da flora bromelícola brasileira ameaçadas de extinção, tendo como fonte de informações a Internacional Union for Conservation of Nature and Natural Resources – The World Conservation Union (União Internacional para Conservação da natureza e dos recursos naturais - A união para conservação mundial), a Fundação Biodiversitas/MG, e a Secretaria do Meio Ambiente e do Estado de São Paulo. Aqui as Tillandsias citadas são: Tillandsia Aeris-Incola, Tillandsia Brachyphylla, Tillandsia Carminea, Tillandsia Grazielae, Tillandsia Kautskyii, Tillandsia Linearis, Tillandsia Lorentzina, Tillandsia Nuptialis, Tillandsia Reclinata, Tillandsia Seideliana, Tillandsia Spiculosa, Tillandsia Sprengeliana, Tillandsia Sucrei e Tillandsia Xiphioides. Em 1997, o pesquisador Orlando Graeff sugeria que fosse dada atenção especial às Tillandsias Carminea, Grazielae e Reclinata. As duas últimas espécies endêmicas de Petrópolis, RJ. Novamente em 2001, Graeff (Comunicação Pessoal) chamou a atenção para o fato de alguns desses exemplares terem sua ocorrência em afloramentos rochosos muito íngremes e quase desvegetados, formando populações densas, mas restritas do ponto de vista de sua propagação. Esses espécimes ainda não foram suficientemente caracterizados. Da Tillandsia Carminea W. Till, descreve-a a partir de elementos isolados, não se conhecendo sequer o seu habitat. Nas regiões sul e sudeste, onde se concentra a maior produção de Bromélias do país, nenhuma dos espécimes ameaçados de extinção é encontrado em cultivo. Paralelamente no exterior, é cada vez mais forte a procura destas plantas para o consumo: há um mercado efervescente, com a formação de Clubes, Associações, Federações de Colecionadores e Produtores de Bromélias, com grande ênfase para as Tillandsias. Eles têm adesivos especiais para montagens de arranjos e insumos específicos para fertilização das plantas. Já aqui no Brasil, nada se encontra a respeito destes exóticos e magníficos espécimes. Eu pessoalmente tenho me empenhado em fazer um Blog com Fichas Técnicas de cada espécie de Tillandsia, quando pesquiso uma variedade, raramente encontro alguma informação a respeito da planta e, às vezes, alguma foto. A meu ver, a melhor forma de preservação e a consequente perpetuação dos espécimes está nas mãos dos colecionadores, que infelizmente aqui no nosso pais ainda são alguns poucos abnegados, que vêm lutando desesperadamente para conseguir adesivos e insumos através de importações ou tentando adaptações dos materiais disponíveis no mercado interno.





sábado, 20 de agosto de 2011

TILLANDSIAS NO ARTESANATO

Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Pouquíssimas plantas vivas no planeta se prestam a serem utilizadas no artesanato como as Tillandsias. Atualmente a exibição mais comum é um arranjo de Tillandsias montado em uma interessante peça de madeira (geralmente troncos) ou em pedras com formato incomum. Este estilo tem uma aparência agradável e natural. No entanto você pode ver Tillandsias caracterizadas em imãs de geladeira, conchas, corais marinhos, esculturas, fontes de água, elegantes globos de vidro soprado, enfeites de vitral pendurados, pratos decorativos, etc. Ao meu ver há desvantagens em se comprar Tillandsias montadas dentro de peças de arte ou artesanatos diminutas. Os vendedores dizem aos clientes: “basta uma pequena névoa de água todos os dias”. Esta umidade fornecida diariamente geralmente não é suficiente para manter a Tillandsia saudável em um ambiente de interior seco, pois a névoa diminuta não pode ser absorvida de forma suficientemente rápida antes que se evapore. Elas acabarão por ficar desidratadas e morrerão, dando a impressão de que elas são difíceis de crescer. Além disso, sem água suficiente, o crescimento será retardado e as plantas ficarão relutantes em se reproduzir ou gerar uma flor. O mesmo acontece com uma grande empresa concorrente nossa aqui. Ela vende as Tillandsias montadas em pequenos vasos de plásticos usando com substrato a palha de arroz. Ora, as Tillandsias são plantas de ar, e como tal são pouquíssimas que aceitam substrato. O pior é que além de fazerem a montagem de forma errada ainda chegam ao cúmulo do absurdo de puxar algumas folhas da base da planta para baixo para ajudar a fixação da mesma no interior do vaso. Os clientes desavisados, inocentemente compram estas sem saber que dentro de pouco tempo as plantas irão fenecer, pois a reação química da água sob a palha de arroz fará com que ela entre em processo de fermentação e soltará gazes e estes irão fazer com que a planta apodreça na sua base e em seguida morra. As Tillandsias necessitam ser encharcadas com um fluxo de água ou totalmente imersa em um recipiente com água no caso de arranjos fixos pequenos. E em seguida devem ser postas para secar ao sabor das correntes de ar. Outros autores e / ou produtores recomendam o uso de cola quente de silicone para fazer as montagens de arranjos, eu descordo, pois a cola quente sai do aplicador a uma temperatura de 400 º C. É um grande perigo de se queimar as pontas dos dedos e também não há planta que resista e sobreviva a esta colagem. O ideal é se utilizar os Adesivos Tilly Tacker ou E–6000, que infelizmente não são encontrados no Brasil, assim como os fertilizantes de N–P–K na dosagem 17–08–22. A solução no caso é apelar para amigos que vão ao exterior para trazer alguns tubos na bagagem ou improvisar com linha de pesca. Nesse último caso a operação demandará um pouco de paciência, mas garanto que tudo sairá como pretendido. Por último o arremate para esconder o adesivo ou linha, pode-se utilizar o musgo verde, esfragno ou até mesmo a Tillandsia Usneoides (Barba de Velho) essa última deverá ser enrolada cuidadosamente em volta do tronco ou objeto que está sendo utilizado. Cuidados devem ser tomados com relação a quantidade de musgo ou esfragno, pois os mesmos têm o poder de absorver vinte vezes ou seu volume em água, o que fatalmente também vira contribuir para o apodrecimento das Tillandsias. Mas é interessante se começar com plantas individuais, que oferecem infinitas possibilidades de crescer saudáveis, reproduzirem-se e florescerem com baixa manutenção. Para posteriormente você poder decidir onde suas Tillandsias serão exibidas. A maioria das Tillandsias gostam de claridade. Espécies com folhas grossas, de cor cinza esbranquiçadas necessitam de claridade intensa e podem até tolerar a luz direta do sol nas primeiras horas da manhã. Espécies com folhas mais macias de cor verde a verde cinza necessitam de pouca luminosidade, ou seja de iluminação filtrada, indireta ou até mesmo luz artificial. As Tillandsias são muito leves, o que possibilita serem penduradas no teto com fio invisível ou linha de pesca, o que dá uma impressão de estarem flutuando no ar. Para uma aparência mais convencional, pode-se criar um móvel com um grupo de Tillandsias ou adicionar alguma vida a algum já existente. Elas podem ornamentar peitorais de janelas, tapeçarias decorativas, arandelas de parede, guirlandas natalinas, determinados estilos de espelhos ou molduras, prateleiras de parede, estantes, etc. Deve-se evitar a utilização de fios desencapados para ajudar na fixação das Tillandsias, especialmente os de cobre que as levam à morte. Muitos recipientes adicionais estão disponíveis para colocar a amostra as Tillandsias em uma prateleira, mesa, estante ou janela. Coloque em uma tigela colorida ou taça forrada com pedras de vidro coloridas, bolas de gude ou qualquer outro enchimento. Elas criam uma decoração única. Conchas, corais e Tillandsias se dão muito bem e ficam ótimos juntos. O visual das texturas e cores contrastantes suaves, que podem ser elegantes e naturais, dependendo da decoração utilizada. As Tillandsias podem ser utilizadas nas composições de Terrários, desde que não sejam totalmente fechados e as plantas não entrem em contato com a terra. Aplique as Tillandsias em um tronco nodoso ou uma pedra. Se for utilizar troncos ou raízes de mangues, mergulhe a madeira por vários dias em água doce para remover o excesso de sais, que podem danificar as Tillandsias. Algumas variedades são grandes e podem ser utilizadas individualmente sobre uma mesa especial, uma grande estátua ou escultura. As Tillandsias menores tendem a formarem grandes aglomerações de filhotes múltiplos. Certas espécies se desenvolvem em grandes esferas com os filhotes crescendo em todas direções a partir da planta mãe no centro. Com todas as maneiras originais de se utilizar as Tillandsias como elemento de decoração, elas podem ser utilizadas em casas e / ou escritórios. Nas salas de aulas das escolas, elas oferecem muitas oportunidades de aprendizagem para os alunos. As suas características distintivas são uma raridade da natureza e proporcionarão uma base para os estudos em salas de aulas de Ciências e / ou Biologia. As Tillandsias podem ser apreciadas por muitos anos, perpetuando as suas vidas através da reprodução dos filhotes que irão se desenvolver a partir da base da planta mãe. Muito embora elas cresçam em qualquer lugar sem necessidade de solo e / ou substrato, é importante lembrar que elas são plantas vivas e não apenas ornamentos e como tais requerem cuidados básicos para mantê-las saudáveis como, água e iluminação. Algumas espécimes ao se aproximarem da época de floração são precedidas pela mudança de cores de suas folhas. Algumas espécies florescem por duas semanas e outras podem florescer durante vários meses e ainda podem ofertar um perfume delicioso. Após o florescimento, geralmente elas canalizam as suas energias para produção de novos filhotes. Com todas essas versatilidades e charme até aqui descritos, é praticamente impossível você se contentar com apenas uma. Esteja preparado para uma nova aventura, com você irresistivelmente expandido a sua coleção. Se você quiser adquirir as Tillandsias já montadas em arranjos, fique de olho nas feiras de artesanatos, lojas de bonzais, lojas de jardinagens e até junto aos colecionadores e produtores dessas plantinhas mágicas e exóticas.







quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CULTIVO DE TILLANDSIAS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Colocarei aqui todas informações relevantes para o cultivo de Tillandsias. Estas informações funcionarão apenas como diretrizes e você precisará ajustar os parâmetros específicos para ter um bom cultivo de suas Tillandsias em sua casa. É importante deixar claro que as Tillandsias que são cultivadas em áreas comuns e as mesmas plantas que são cultivadas em um Terrário não se aplicará o mesmo cuidado. E qualquer um dos casos, não se altera o método de cultura, se necessário, não se muda uma equipe vencedora, mesmo se você fizer o oposto do que a maioria dos produtores aconselhar. Lembre-se também que é sempre melhor errar por excesso do que por falta, quer para a água, luz, umidade ou fertilizante. Na verdade, a escassez de água, umidade ou fertilizantes matará lentamente as Tillandsias. Inversamente, um excesso de oferta de água ou fertilizantes aspergido rapidamente nas folhas, muitas vezes causará danos que se tornam irreversíveis. Da mesma fora, a umidade em excesso pode causar problemas fitopatológicos como na ausência, a planta irá informá-lo que seca lentamente através das extremidades, dando-lhe tempo para reagir em socorro. Quando a luz não é forte o suficiente, provoca problemas de crescimento, a falta de crescimento, nanismo (a planta cresce de forma anormal em busca de luz), sem flores, a falta de balanceamento nas folhas... O excesso de luz, por sua vez, pode danificar uma parte das folhas de suas plantas em apenas poucas horas e o dano será permanente. Lembre-se que a maioria das Tillandsias cultivadas são epífitas, e aplicados em um simples pedaço de madeira apoiado sobre uma pedra, pires ou concha, as plantas não terão de onde extrair água, em caso de seca, pois normalmente estes arranjos estão dentro de casa e por esse motivo você deve garantir que elas não sequem. Tenha certeza, estas plantas se adaptaram a essa cultura, você vai ter tempo para ver esta falta de água ou umidade antes da monte das plantas. Nota – A subfamília das Tillandsias, inclui cerca de quinhentas espécies, e é heterogêneo. De fato, encontramos entre estas plantas exemplares que necessitam de umidade constante e não suportam baixas temperaturas, bem como há espécies que podem resistir bravamente a – 7º C ou menos. E, então, podem sobreviver por vários meses sem água. Simplificando, as Tillandsias são classificadas em grupos de acordo as escalas de densidade de tricomas. Espécimes brancos, espécimes intermediários e aquelas com folhas parcialmente ou totalmente desprovidas de tricomas e verdes. Aqui no Blog tenho outros artigos que tratam desse assunto bem como a respiração CAM, que explica com riqueza de detalhes tudo que até agora foi descrito. Eu aconselho-o a ler se você for aspirante na área.
Um Pequeno Resumo Com Base na Morfologia das Plantas e Cor das Folhas:
As plantas Verdes Com Folhas Macias e Rosetas Apertadas – Geralmente crescem na sombra e sempre cai água no âmago da planta. Renovar a água a cada dois ou três dias. Que muitas exigem alta umidade devido à delicadeza das folhas. Ex: Tillandsia Dyeriana, Tillandsia Cyanea;
1. Plantas Verdes Com Folhas Macias em Uma Roseta Frouxa (que deixa vazar água) – Cultivar geralmente na sombra e água freqüente (quase diária), porque a forma da planta não pode armazenar água. E muitas vezes exigem alta umidade devido à delicadeza das folhas. Ex: Tillandsia Flabellata;
2. Plantas Com Verdes Esbranquiçadas, Com Folhas em Formato, Roseta Pouco Apertada ou Então Um Aspecto Bulboso – Devem ser cultivadas em sombra parcial. Molhá-las com freqüência suficiente a cada dois dias no verão e a cada semana no inverno. Estas plantas devem estar secas antes do anoitecer (respiração CAM, que se aplica a todas variedades) e evitar água acumulada por tempo prolongado (deve-se virá-las de cabeça para baixo após a pulverização para se remover o excesso de água). Ex: Tillandsia Tricolor, Tillandsia Lautnerii, Tillandsia Caput Medusae, Tillandsia Bulbosa;
3. Plantas Verdes Esbranquiçadas, Com Folhas em Formato, Rosetas frouxas ou Sem Vazamento de Água – Cultivá-las em sombra parcial. Molhá-las a cada dois dias no verão e uma ou duas vezes por semana no inverno. Estas plantas devem estar secas antes do anoitecer. Ex: Tillandsia Stricta, Tillandsia Ionantha, Tillandsia Macbridiana;
4. Plantas Verdes Esbranquiçadas, Com Folhas Filiformes – Cultivá-las na sombra parcial ou pleno sol, dependendo da espécie. Molhe-as a cada dois dias no verão e uma ou duas vezes por semana no inverno. Estas plantas dever secar rapidamente e requerem uma boa ventilação que é essencial. Ex: Tillandsia Filifolia, Tillandsia Juncea;
5. Plantas Com Folhas brancas e Macias Filiformes – Cultivá-las em plena luz, evitando a exposição direta ao sol e aguá-las a cada dois dias no verão e uma vez por semana no inverno. Elas apreciam e / ou exigem a umidade mais alta. Ex: Tillandsia Argentea, Tillandsia Magnusiana, Tillandsia Gardnerii, Tillandsia Usneoides;
6. Plantas de Folhas Brancas Grossas – Cultivá-las na luz, algumas toleram luz solar direta. A água deve ser servida moderadamente, geralmente uma ou duas vezes por semana no verão e uma vez a cada dez dias no inverno. Estas plantas devem secar rapidamente e requerem uma boa ventilação que é essencial. Algumas espécies exigem períodos sem rega. Ex: Tillandsia Xerográphica, Tillandsia Harrisii;
Dado a vários parâmetros de orientações sobre o cultivo de Tillandsias, as dicas a seguir são apenas uma média do que tenho visto e lido a respeito em minhas pesquisas. Lembre-se: estas são apenas dicas básicas que se aplicam com vistas a facilitar o cultivo sem onerar custos.
Luz Natural – Em geral as Tillandsias são plantas de luz. Elas gostam de uma iluminação constante, evitando-se ao mesmo tempo de expô-las à ao sol direto. Se a claridade for insuficiente a planta não vai crescer corretamente e rapidamente murchará. Lembre-se que quanto mais branca for a planta, maior claridade ela necessitará. Várias soluções são possíveis para dar a suas plantas a claridade que necessitam. Próximo de Uma Janela – A vantagem das Tillandsias de viverem em qualquer tipo de material é que você pode pendurá-las na parede ou colocá-las no peitoril da janela. Certifique-se de não colocá-las muito perto do vidro, evitando as janelas de frente para o norte. Tenha cuidado também para não deixá-las desprotegidas no verão se forem colocadas no lado sul, algumas espécies não gostam de queimaduras solares. Além destas indicações, devemos levar em conta a situação de sua casa ou apartamento. Se você estiver na cidade com muitos prédios altos ao redor, é melhor trazer suas plantas para uma pequena janela e não a enfrentar as janelas favor do lado sul. Se o seu apartamento ainda está muito escuro, você pode ter um pouco de dificuldade de fazer crescer as suas Tillandsias. No entanto, há uma alternativa: a iluminação artificial. Luz Artificial – Apesar de exigir um pequeno investimento, as instalações de luzes fluorescentes permitem o total controle de luminosidade. No entanto, algumas regras devem ser seguidas:
• Só utilize lâmpadas adequadas para horticultura. Geralmente é aconselhável tomar várias de espectro quentes (amarelas) e uma de espectro frio (branca ou azul), por exemplo. As fluorescentes compradas em lojas de aquários podem servir, desde que o espectro seja adequado para plantas. Há lâmpadas de largo espectro, mas são mais caras e assim são apenas recomendadas para grandes coleções.
• Não utilize lâmpadas de halogênio ou padrão (incandescentes). Elas não emitem direito o espectro de luz e produzem muito calor por causa de suas performances. As plantas têm a impressão de estarem quase no lado negro deste tipo de iluminação.
• Não coloque as plantas de dentro tubos ou recipientes de vinte centímetros de boca e nem nos que tenham mais de sessenta centímetros.
• Iluminar cerca de doze a dezesseis horas por dia (dependendo da intensidade e da época) se suas plantas não vêm a luz natural. No caso de uma luz artificial extra para suplementar a que foi fornecida naturalmente, por algumas horas na manhã e à noite devem ser suficientes. Certifique-se neste caso que as plantas têm recebido pelo menos doze horas de luz por dia.
• É muito interessante utilizar-se um timer para ajustar as horas de iluminação.
Nota – Quando você cultiva plantas sob a luz artificial, é aconselhável mudar a orientação dos exemplares uma ou duas vezes por mês, de modo que as partes não recebem o espectro não morram.
Cultivo Ao Ar Livre – Ao contrário de outras variedades de plantas que não resistem muito ao frio do ar no verão, é aconselhável ter suas Tillandsias fora no verão, pois se beneficiarão de uma luminosidade abundante e o frescor da noite (o orvalho é muito benéfico para elas). Algumas regras a seguir:
• Organize-as à sombra. É claro que o sol direto pela manhã, (dependendo da intensidade do calor gerado) não representa um problema. É melhor colocá-las em um galho de uma árvore (posicionada para o leste, se possível). Você também pode colocá-las nas bordas exteriores das janelas ou nas varandas, sempre respeitando as regras descritas acima.
• Use tela de sombreamento (70% apenas) se você deseja mantê-las em uma superfície exposta à tarde.
• Quando você deixar suas plantas no início da primavera ou verão (dependendo da região), certifique-se de ir aclimatando-as lentamente antes de levá-las diretamente a luz.
Arejamento – É um parâmetro fundamental a considerar para estas variedades de plantas. Na verdade o estilo de vida epífitas. E sua capacidade de viver em condições secas sugere que elas não toleram umidade estagnada e requerem melhor ventilação (algumas espécies, como a Tillandsia Juncea, para citar apenas as mais conhecidas, murcham visivelmente em condições de pouca ventilação). Portanto, tenha cuidado para não colocá-las em vasos e terrários mal projetados ou em qualquer outra situação onde a ventilação é deficiente. Uma boa maneira de estimar a aeração de suas plantas, é observar se as mesmas estarão secas em cerca de uma hora (às vezes mais, dependendo da forma da planta e do recipiente em que são cultivadas), após a rega. Caso contrário, teremos que mudá-las de lugar.
Nota – A falta de ventilação fará com que a planta morra de uma vez, normalmente pelo apodrecimento de suas folhas dentro do cálice. Portanto, é difícil antecipar o mal.
Temperatura – A tolerância de temperatura varia de acordo com a espécie. Lembre-se:
• As Tillandsias preferem temperaturas entre doze e trinta cinco graus centigrados. Acima ou abaixo desta faixa de temperatura o crescimento é retardado consideravelmente ou mesmo paralisado.
• Uma queda de temperatura à noite de notórios (cinco a sete graus centigrados inferior ao dia) são rentáveis.
• Observe se suas planta estão em ambientes com temperaturas em torno de cinco graus centigrados à noite. Abaixo desse limite, algumas espécies começam a demonstrar sinais de fraqueza.
• Em geral, não exponha suas Tillandsias a geadas, embora a maioria das espécies suportem por várias horas sem danos.
• Espécies como a Tillandsia Crocata, necessitam receber ar para iniciar a floração. Deixe-as em contato com o ar um pouco mais no outono, sempre tomando cuidado para evitar a exposição à geadas.
Umidade – A umidade interna é raramente um problema para as Tillandsias em crescimento. Na verdade, é para a maioria das plantas adaptadas a períodos de seca. No entanto, se suas plantas têm folhas que secam as pontas tornando-se quebradiças, deve-se aumentar ligeiramente a umidade. Este problema geralmente acontece quando as plantas cultivadas em estufas (com média de umidade em torno de oitenta por cento) são submetidas a mudanças diretamente sem a fase de aclimatação. Nesse caso, varias opções estão disponíveis:
• Você pode facilmente recriar um micro clima úmido pelo fornecimento de água (em uma bandeja) na planta. Você pode utilizar as bolas de barro para aumentar a evaporação. Em qualquer caso, a planta nunca deve tocar diretamente a água. A planta pode apodrecer rapidamente, Para remediar esta situação, use um prato que vai servir para colocar de volta a planta acima do nível da água.
• Sprays nas folhagens também são benéficos, mas fazer isso na parte da manha, para que suas plantas estejam secas antes do anoitecer. Spray devem ser aplicados sempre com água da chuva ou água desmineralizada (filtrada). Na verdade, os minerais (cloro, potássio e outros) na água da torneira pode formar uma película sobre as folhas que, a longo prazo, a planta pode murchar. Lembre-se que as Tillandsias respiram, bebem e se alimentam através de suas folhas.
• Usar o que poderia ser chamado de efeito de massa, isto é, as plantas juntas para recriar um micro clima mais favorável para o desenvolvimento destas. Este também é o efeito mais bonito que pode se criar com as Tillandsias.
• Quando você umedecer as plantas, elas devem secar em poucas horas. Caso contrario, suas plantas estão sem a ventilação.
Irrigação – As Tillandsias têm a característica de absolverem os nutrientes, minerais e água apenas pela folhagem. Isto terá um impacto em sua cultura, como a rega esta resumida em uma pulverização nas folhas. A rega é, como em todas as plantas, uma parte um pouco complicada que não deve ser menosprezada. Na verdade, a exigência de água da planta depende de vários parâmetros:
• Quanto mais quente ficar e / ou seco ficar o ambiente, mais água necessitará a planta freqüentemente;
• Quanto mais luz, mais a planta precisa de água com freqüência;
• No período de crescimento, há necessidade de fornecimento de água com freqüência;
• Plantas jovens são mais vulneráveis à escassez de água. Esta é uma fato que deve ser observado atentamente com relação as pequenas mudas;
• Plantas com rosetas e folhas finas, mesmo que brancas, necessitam de mais água que a maioria das espécies aéreas ou de folhagem espessa.
Isso dá uma média de três regas por semana no verão e uma rega por semana no inverno. Água sempre deve ser servida quando as plantas estiverem secas, preferencialmente pela parte da manhã ou à tardinha. Use um pouco de água de chuva, filtrada ou mineral sem gás, e de preferência em temperatura ambiente. A rega deve ser regular, não muito freqüente, mas abundante quando ela ocorre. Se você decidir usar fertilizantes em pó, recomendo que só utilize ¼ da dosagem recomendada pelo fabricante e o dissolva na água algumas horas antes de utilizar. As várias técnicas de regas:
• Pulverização – Eficaz se for feita completamente. Lembre-se que nas Tillandsias, a vaporização é equivalente a um regador enquanto sorvem através de suas folhas. Certifique-se de que está molhando a planta inteira por completo;
• Imersão – Mais eficaz do que a pulverização, porque toda a superfície da planta está em contato com a água. O objetivo é simples: “afogar”a planta totalmente por alguns minutos, escorrer e substituir por outro. O problema com esse método surge quando se tem uma grande coleção.
Respiração CAM – Você deve estar curioso para saber o que é a respiração CAM de que tanto me referi a momentos atrás. Bem, nas Tillandsias a umidade, os nutrientes e os sais minerais são absorvidos pelas suas folhas, que são captados através de pequenos filamentos de pigmentação branca, chamados de tricomas e / ou escamas peltadas. Os tricomas têm por uma de suas finalidades, regular a quantidade de umidade e nutrientes, bem como a troca gasosa, agindo como pequenos estômatos. A bem da verdade, as Tillandsias são únicas, não só na aparência, mas por seus processos de permutas gasosas, que são diferentes das plantas normais. Os vegetais geralmente têm maior captação de dióxido de carbono durante o dia para processar a fotossíntese na presença da radiação solar. Em contraste, as Tillandsias têm diferentes fontes de absorção de dióxido de carbono do sistema, conhecido como a Respiração CAM. Como esse sistema é vantajoso em relação ao sistema “padrão”, pois vivem em habitats inóspitos e / ou áridos, o ato de abrir e fechar os estômatos durante o dia poderia causar uma perda significativa da umidade das plantas. Assim, as Tillandsias mantêm seus estômatos fechados durante o dia através dos tricomas e abrem-se durante a noite para absorver dióxido de carbono. O oxigênio produzido a partir da fotossíntese durante o dia é usado para respiração, enquanto os estômatos permanecem fechados. Isto explica a razão pela qual as Tillandsias não devem ficar molhadas durante a noite, pois os tricomas seriam prensados contra a planta, impossibilitando os estômatos d e abrirem-se para captação do dióxido de carbono e a liberação de oxigênio durante a noite, causando asfixia nos exemplares. Elas também não devem ser encharcadas nas regas, pois o excesso de água as fará apodrecer, para tanto é recomendado que sejam umidificadas com névoas leves realizadas por um aspessor.
Fertilização – Embora por causa de seu estilo de vida frugal, as Tillandsias têm a necessidade de absorver minerais, incluindo o nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Na natureza ela recebe estes nutrientes através de restos de plantas, a água que escorre ao longo dos ramos da árvore hospedeira ou atividade animal que trazem estes minerais para a planta. Nos Estados Unidos, Austrália e em outros países onde o cultivo de Tillandsias é intenso, há inclusive, clubes, associações de colecionadores, eventos e exposições, eles criaram uma linha específica de adesivos (colas) e fertilizantes e para estas plantas com a dosagem de NPK 17 – 08 – 22, com excelentes resultados. Aqui no Brasil não temos acesso a essas linhas de produtos e os fabricantes de insumos nacionais ainda não despertaram para esse nicho de cultura, que infelizmente ainda engatinha aqui então eu costumo recomendar uma adaptação: fertilizante hidrossolúvel para Orquídeas (na proporção de ¼ da dosagem recomendada pelo fabricante) diluído em um litro de água, aplicado em uma freqüência de uma vez a cada quinze dias no verão e uma vez por mês no inverno. Para aqueles que são adeptos de culturas orgânicas como eu recomendo a Urina de Vaca (ver artigo no Blog Tillandsias Raras), pois trata-se de um produto natural, eficiente, sem contra indicações, que além de fertilizar, também serve como preventivo contra fungos e doenças que eventualmente possam aparecer.
Nota – No artigo sobre a utilização da Urina de Vaca, há todas explicações pertinentes, bem como orientação e dosagens a serem utilizadas. Visite o Blog Tillandsias Raras.
Meios de Cultura – As Tillandsias são em sua maioria epífitas, mas há também as rupícolas e as saxícolas.
• Epífita – Diz-se da planta que vive sobre outra planta, usando-a como suporte, mas sem lhe retirar nutrientes;
• Rupícola – Diz-se da planta que vive nas rochas e cavernas;
• Saxícola – Diz-se da planta que vive entre rochas, suas raízes penetram nas fendas destas.
Por terem esse estilo de vida, as Tillandsias não necessitam de solo e vasos para sobreviverem. Qualquer meio que não seja tóxico e não retenha umidade podem ser apropriados para cultivo. Estas plantas mágicas também tem sido utilizadas como bioindicadoras da qualidade do ar na atmosfera, pois elas absorvem grandes quantidades de toxinas dispersas no ar. Pesquisas sobre esse assunto têm sido desenvolvidas em São Paulo com grande sucesso.
Utilização Cênica – Elas podem e devem ser utilizadas para comporem Paisagismo e Arranjos. No caso desses últimos todos os tipos de materiais que a sua mente imaginar podem ser utilizados. Vidros, madeiras, conchas, placas de fibra de coco, galhos e troncos de árvores. Elas são ótimas para comporem os chamados jardins verticais.
Nota – Leia sobre o assunto nos artigos do Blog Tillandsias Raras, sob título Como Fazer Arranjos Com Tillandsias e Montagem Cênica de Tillandsias. Neles você encontrará todas as informações detalhadas bem como fotos ilustrativas.
Floração - As flores das Tillandsias são um show a parte. Uma paleta de cores e odores impressionantes e extraordinários são expostas. Algumas variedades possuem flores elegantes com as pétalas que vão do branco ao arroxeado e podem exalar uma suave fragrância que a tornam uma atração irresistível no ambiente onde se encontram. Parece quase impossível de se acreditar que flores tão pequenas – algumas com cerca de até um centímetro – possuam um perfume tão intenso e agradável, que se sente a considerável distância. Seus perfumes são ricos em contrastes e notas olfativas que nos invade os sentidos nos transmitindo a sensação de prazeres únicos de bem-estar e aconchego. Podemos citar aqui alguns exemplos como: Arhiza, Caeruela, Cacticola, Crocata, Crocata Var. Tristis, Diaguitensis, Duratii, Ixioides, Mallemontii Blue Flor, Narthecioides, Ouro inca do Peru, Straminea, Streptocarpa, dentre outras tantas. A natureza prodigiosa deu às flores perfumes para atrair os polinizadores, garantindo assim a perpetuação da espécie. Não é por acaso que fragrância é praticamente um sinônimo de flor.
Nota – Convido-lhe a ler o artigo Tillandsias – Perfumes da Sedução que traz maior riqueza de detalhes sobre esse apaixonante assunto e também se encontra postado no Blog Tillandsias Raras.
Reprodução – Após o show da floração, o nascimento das compensações ou brotos laterais. Esses normalmente surgem nas axilas da planta mãe, mas há casos como a Tillandsia Duratii em que os brotos surgem nas pontas das folhas retorcidas. Entretanto, esses podem as vezes aparecerem antes da floração, dependendo da espécie. O número de compensações também é muito variável, uma matriz saudável, pode produzir mais e mais compensações. A matriz ou planta mãe, vai alimentar as compensações até a sua morte se ela é uma espécie mono cárpica, ou até as compensações se soltarem. A produção de compensações ao longo dos anos, leva a formação de bolas e / ou touceiras, onde dezenas de Tillandsias, a partir de sucessivas gerações crescem juntas. A questão que se coloca é se devemos separá-las e quando fazê-lo? A separação é possível, mas é recomendável que se aguarde até a compensação atingir a metade do tamanho da matriz (nas bromélias, normalmente se recomenda retirá-las quando atingem 1/3 do tamanho da matriz). Se você sente que não pode separá-las sem ferir uma das duas plantas, aguarde um pouco mais.
• As compensações crescem muito rápido, uma vez que estão ligadas à planta mãe.
• Lembre-se que a planta mãe, após a floração, só existe para alimentar os brotos. Se você não tem intenção de aproveitar as sementes e se a espécie é mono cárpica, isso evitará uma cultura de erros.
• No inicio do seu crescimento, a liberação pode ter um aspecto diferente da planta mãe. O fato é normal, ele é chamado de descarga heteromórphica (isomorphica, quando a amputação é realizada pela própria matriz).
Sementes – Após o show da floração (e se as flores foram polinizadas) começa o desenvolvimento dos frutos. Cada capsula pode conter dezenas de sementes. É bem fácil fazê-los germinar em casa, mas existem algumas regras a seguir:
• As sementes são diminutas e leves, para conseguir coletá-las você vai ter que ter a atenção redobrada nas plantas;
• As sementes são muito leves e elas tendem a voar quando estão secas e você pode perdê-las quando regá-las.

Para superar estes dois problemas, há uma maneira simples, que é deixar cair as sementes na base das folhas da planta mãe. Na verdade as escalas nas folhas “reunidas ao acaso” as sementes não irão longe. Além disso, as sementes irão se beneficiar da umidade da planta mãe e regando-a, você estará fazendo as sementes germinarem. Para aqueles que desejam a germinação das sementes em condições mais controladas, é possível fazê-lo em quadros especiais.
Nota – Para maiores informações sobre semeadura de Tillandsias recomendo a leitura do artigo Semeamento de Tillandsias que se encontra postado no Blog Tillandsias Raras.
Espécies de Fácil Cultivo Para Colecionadores Iniciantes – Munido de todas estas orientações aqui colocadas você desejar se tornar um novo colecionador, mas não sabe por onde começar? Não há problemas, abaixo uma pequena lista de espécies que são rústicas, fáceis de encontrar e cultivar:
• Tillandsia Aeranthos – Uma das mais conhecidas e tolerantes a exposição direta do sol;
• Tillandsia Argentea – Pequena espécie tolerante à seca e ao sol;
• Tillandsia Bergerii – Intimamente relacionada a Tillandsia Aeranthos;
• Tillandsia Caliginosa – Forma original, uma espécie altamente resistente à cultura de erros;
• Tillandsia Capitata – Pode ser muito impressionante em tamanho;
• Tillandsia Caput Medusae – Forma bonita e cultura fácil;
• Tillandsia Cyanea – A mais conhecida e bela;
• Tillandsia Fasciculata – Planta muito resistente;
• Tillandsia Harrisii – Espécime pequena muito bonita branca e se encontra inscrita na CITES;
• Tillandsia Ionantha – Espécime pequena que forma rapidamente linda touceira;
• Tillandsia Tectorum – Uma espécie de folhagem magnífica;
• Tillandsia Seleriana – Próxima da Tillandsia Caput Medusae, a planta mãe sobrevive muito tempo após a floração;
• Tillandsia Stricta – Espécime com bela floração, muito boa;
• Tillandsia Velutina – Anteriormente chamada de Tillandsia Brachycaulos Multiflora, esta espécie é de floração;
• Tillandsia Xerográphica – A mais xerófita das Tillandsias e considerada a Rainha das mesmas. Infelizmente na atualidade são poucos os felizardos que as possuem, pois está inscrita no Apêndice II da CITES e tornou-se uma raridade. Está é para quem não é um fã de regas e tem uma iluminação muito forte.
Nota – Se você deseja conhecer um pouco mais a respeito de uma variedade de Tillandsia, convido-o a conhecer o Blog Tillandsias Raras do Boiatche Bromeliario. Nele você encontrará Fichas Técnicas individuais de cada uma das variedades, bem como orientações sobre montagem cênicas e muitas outras informações pertinentes a essas plantas.

TILLANDSIA ECARINATA

 Nome Científico: Ecarinata Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Ecarinata
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Peru
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Ecarinata é nativa do Peru. Uma planta muito atraente, mas de dimenções muito grandes. Ela cresce em massa em paredões de rocha de calcário na região de Bagua Grande no caminho (Km 247) para Milagro / Monte Negro (Norte do Peru) a uma altitude entre quinhentos e setecentos metros acima do nível do mar. A Tillandsia Ecarinata tem formas densas, grande, sem haste, roseta verde amarelada com cerca de um metro de diâmetro. As folhas mais velhas externas da roseta são pendentes; as interiores são eretas; suas lâminas são linguadas, acuminadas com até sessenta centimetros de comprimento e oito centimetros de largura e cobertas por escamas peltadas precionadas, marrons centradas nas escalas. As bainhas são amplamente elípticas, com até vinte centimetros de comprimeto e de cor castanho escura. As inflorescências possuem até dois metros de comprimento, são eretas ou horizontalmente espalhadas com picos de pingentes. Os escalpos são fortes, um pouco mais que a roseta e completamente escondido pelas subfoliadas, das brácteas imbricadas, O ráquis das inflorescências são robustos, na cor carmim vermelho encerados; as brácteas primárias são acuminadas, subtriangulares, também carmim vermelhas, e muito mais curta do que a base dos longos ramos estéreis. Os picos são numerosos, com vinte a trinta centímetros de comprimento e dois a três centimetros de largura, os complates são densos para subdensos, florecem muito com as ráquis flexuosas, estretamente aladas. As brácteas florais são carmim vermelhas, em geral agudas, fortemente revigoradas. As flores são subsésseis; sepalas ligeiramente obtusas, fortemente revigoradas com vinte e três milímetros de comprimento, esverdeadas com as pontas vermelhas. As petalas são azul violeta, com cerca de cinco centimetros de comprimento; os estames se excedem um pouco com filamentos esverdeados.


TILLANDSIA ELIZABETHAE

 Nome Científico: Ecarinata Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Ecarinata
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Peru
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Elizabethae é nativa do México. Ela é muito resistente aos climas quentes e produz uma inflorescência de cor salmão de deslumbrante colorido. É de fácil crescimento, mas relativamente rara em cultivos. A planta possui roseta um pouco dura, estreita, com folhas curvas e brancas. A inflorescência é simples ou pouco ramificada, com brácteas cor de rosa e flores lavanda. Seu florescimento se dá na primavera e verão. Esta é uma epífita que é encontrada principalmente nas árvores dos arroios e em encostas abertas nas florestas decídua tropical. A espécie é conhecida apenas em Sonora e Sinaloa. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br




TILLANDSIA FLORIBUNDA

 Nome Científico: Floribunda Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Floribunda
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Equador e Peru
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Floribunda é nativa do Equador. A planta superficialmente se assemelha a Tillandsia Juncea. Ela é endêmica do Equador e Peru, ela é muito maior e suas folhas têm uma cor acastanhada. A inflorescência é vermelha brilhante com picos espalhados e o exemplar é muito mais bonito. Exemplares de até sessenta centimetros são comuns. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br



TILLANDSIA FOLIOSA

 Nome Científico: Foliosa Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Foliosa
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Foliosa é nativa do México e é encontrada a partir de Veracruz, onde cresce a dois mil e seiscentos metros acima do nível do mar. Seu cultivo é extremamente simples e fácil de crescer tanto em um vaso ou fixo em outro objeto. Descobriu-se que ela cresce mais rápido, e tem uma maior inflorescência quando cultivada em vaso. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA FUNEBRIS

 Nome Científico: Funebris Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Funebris
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Bolívia, Paraguai e Argentina
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Funebris é nativa da Bolívia, Paraguai e Argentina onde ocorre entre quinhentos e oitocentos metros acima do nível do mar. Trata-se de uma planta anã, de cor cinza, que cresce formando aglomerados com folhas grossas e duras, firmemente fechadas com tricomas finos. Estas forma as únicas informações que consegui depois de exaustiva pesquisa em vinte cinco páginas do Google.


TILLANDSIA FUSIFORMIS

 Nome Científico: Fusiformis Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Fusiformis
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Colômbia
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Fusiformis é nativa da Colômbia, tem seu habitat nas árvores e rochas perto de Pepino em La Cabana, território de Putumayo numa altitude de mil e duzentos metros. O fusiformis epíteto “fusiforme”, refere-se a forma da inflorescência da planta. Estas forma as únicas informações que consegui depois de exaustiva pesquisa em vinte cinco páginas do Google. Não consegui fotos.

TILLANDSIA GENSERI

 Nome Científico: Genseri Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Genseri
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Argentina
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Genseri é nativa da Argentina. Ela tem seu habitat nas rochas da região de El Morillo Poços na Provincia de Jujuy, a mil e oitocentos metros acima do nível do mar. Trata-se de uma planta com muitas folhas com quinze centimetros de altura e dezeseis centimetros de largura, roseta densa e inflorescencia muito bela. Um exemplar de pequeno porte, muito gracioso. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br



TILLANDSIA GERD-MUELLERI

 Nome Científico: Gerd-Muelleri Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Gerd-Muelleri
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Peru
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Gerd-Muelleri é nativa do Peru. Seu habitat são as regiões de Cuzco e Vale do Urubamba a dois mil e novecentos metros acima do nível do mar. Trata-se de uma planta acule com quarenta centimetros de altura. Suas folhas sao muito rosadas, suberetas, arqueadas, carnosas, enrugadas e nervadas em ambos os lados na cor cinza. Sua base é ferruginosa pálida. Lâminas estreitamente triangulares, com vinte centimetros de comprimento. Seu escapo é subereto, um pouco arqueado com vinte centimetros de comprimeto desprovido de pêlos. Suas brácteas são imbicadas, d ensas, ovaladas, superando os entrenós. A inflorescência é simples, distica, densa de flores lineares lanceoladas, um pouco curvadas, suberetas. As flores são suberetas, ovaladas, arredondadas e discretamente apiculadas, glabas, fortemente nervadas, com margens membronáceas dobradas, amarelada na base em ápice vermelho arroxeadas. Lamentavelmente não foram encontradas fotos para ilustrar o texto.

TILLANDSIA GLABRIOR

 Nome Científico: Glabrior Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Glabrior
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Glabior é endemica do México. Esta espécie rara é encontrada apenas em penhascos verticais em uma área de Oaxaca, com novecentos a mil e duzentos metros acima do nível do mar. Ela forma uma aglomeração com folhas cor de prata. Produz uma inflorescência de profunda cor de rosa. Trata-se de uma planta moderadamente xerófita, saxícola e epífita. Suas flores são vermelhas para amarelo. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br




TILLANDSIA GLOBOSA

 Nome Científico: Globosa Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Globosa
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Venezuela e Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Globosa é nativa da Venezuela e Brasil. Seu habitat no Brasil são as florestas da Mata atlântica. Ela cresce até doze centímetros, como epífita em locais sombrados, formando bonitos feixes com suas folhas de calúnia. Suas bracteas florais têm cores vivas criando um contraste agradável com as suas flores azuis. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br



TILLANDSIA GRAOMOGOLENSIS

 Nome Científico: Graomogolensis Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Graomogolensis
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Graomogolensis é endêmica do Brasil, seu habitat é no estado de Minas Gerais da região de Grão Mogol. Anteriormente era conhecida como Tillandsia Kurt-Horstii. Ela tem a mesma forma basica como a Tillandsia Streptocarpa, mas suas folhas são muito difusas com tricomas grossos e as flores são de um azul escuro sólido. Ela cresce em forma de uma touceira esférica e as flores são docemente perfumadas. Tendo bastante claridade sem a incidência do sol direto ela ira crescer rapidamente formando uma moita maravilhosa. Cultivo – Abrigá-las do sol direto, especialmente durante as horas quentes. Conservá-las em um local com bastante luminosidade. Podem viver em uma ampla faixa de temperatura variável entre 10º a 35º C. As regas devem ser feitas com água de chuva ou desmineralizada, em forma de névoa ou brumas com auxílio de um aspessor. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – É benéfico alimentá-las com adubo de orquídeas hidrossolúvel diluído na água na proporção de ¼ da dosagem recomenda pelo fabricante e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A RIQUEZA DAS BROMÉLIAS EPÍFITAS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Epífitas são plantas que passam pelo menos parte de sua vida em outras plantas sem contato metabólico com seu hospedeiro. Elas são uma característica particular das florestas tropicais e subtropicais, em menor diversidade e abundância também habitam em outros tipos de vegetação, como as florestas secas, manguezais e desertos. Estas plantas são importantes não só parte da vegetação , mas também têm uma forte influência sobre grande parte da fauna, já que muitas delas, especialmente as epífitas pertencentes a família das Bromeliaceae, fornece água, alimento e habitat para mamíferos, insetos, pequenos moluscos e anfíbios. As folhas de muitas espécies apresentam coloridos e desenhos muito atraentes, sendo de grande valor ornamental. Podem ter as margens lisas, serrilhadas ou fortemente espinescentes. Suas flores podem ser de várias cores e são geralmente dispostas em inflorescência que podem ser simples ou compostas e muitas vezes protegidas por brácteas vistosas. A maior parte das espécies de Bromélias é fecundada pelos Beija-Flores que são atraídos pelas brácteas vistosas das plantas e pelo néctar de presença abundante nas suas flores. Outras espécies são fecundadas por morcegos e mariposas, estas exalam um forte odor noturno; ainda algumas outras por abelhas, borboletas e besouros. O início da Criação – Veladas nas brumas do tempo fugaz, incontáveis milhões e sem registro de anos antes do aparecimento da espécie Homo Sapiens, a laranja, sol, escaldante primitiva anunciou o inicio da criação das Bromeliaceae: a metamorfose de vários grupos de células de plantas para as menores ancestrais das Bromélias modernas. Em sua busca de auto-preservação, evolução e mutação com a formula impiedosa da lei da sobrevivência do mais apto, elas armaram uma defesa de espinhos penetrantes nas folhas contra os predadores, adaptaram-se às condições climáticas de cultivo em climas quentes e frios, relevos altos e baixos, úmida e seca. Mas o mais importante para sua perpetuação no infinito do tempo, elas desenvolveram características de grande beleza e impressionante conformação, dramática simetria, profundas texturas, folhas brilhantes e brilhantes cores saturadas – todas as matizes do arco-íris. Através dos séculos atraiu formigas e insetos para realizar a polinização essencial para seu ciclo reprodutivo, e rastejando na evolução, incrivelmente lenta. Em meados dos anos de 1800, as brácteas vermelhas e o roxo imperial dos copos atraiu seus polinizadores finais e benfeitores, o próprio homem. Num tempo relativamente breve, entre aquela época e a atualidade, elas tornaram-se recolhidas, protegidas, e agora em uma urdidura de tempos de genética, viajando a uma velocidade de marcha. Novos cruzamentos de híbridos de Neoregelias renderá mais neste ano do que todas as espécies de Neoregelias e híbridos naturais na soma total registrada na história. Como híbridos chegam à segunda geração, terceira e quarta a partir das espécies de variações aumenta. A Agonia do Êxtase – As Bromélias tornaram-se o nosso orgulho e nossa paixão, o nosso êxtase, e ocasionalmente, nossa agonia, somos viciados em meandros de seus padrões caleidoscópicos para a suave chuva de verão; para um Colecionador sério ambos são afrodisíacos, as moedas de ouro contadas em casa como um Rei, o ruflar dos tambores e o voseio das trombetas no crescimento de uma sinfonia clássica. Elas são uma forma de entretenimento tão puro e complexo como um musical da Broadway; Neoregélias e Tillandsias se combinam intrinsecamente, com o ambiente em que elas são exibidas, são uma forma de arte elevada, as imagens em uma exposição no Louvre. Para os Colecionadores e alguns leitores elas são a felicidade, pois eles sentem prazer, são uma onda de quente de orgulho e o contentamento e satisfação de um relacionamento pessoal com outro ser vivo; uma extensão do ego e eu. A chave, mais importante, para nunca ser esquecida, esculpida em granito – principio fundamental de coleta de Bromélias na alegria de viver – joie de vivre, a alegria da vida com as plantas, de todas as atividades que cercam as plantas, e de tudo que se relaciona com as plantas. É com este principio que as Bromélias, e no meu caso as Neoregélias e Tillandsias especificamente, são destinadas a ser apreciadas, que esta série de artigos que faço, os meus anos de dedicação de montagem cênicas de arranjos, e todas as minhas atividades no mundo das Bromélias são dedicados. A Mística da Hibridação – As Bromélias, nos primeiros anos eram a principal aquisição esotérica dos ricos e famosos, outros poucos podiam pagar e patrocinar as expedições de grandes coletas de 1800, e as Bromélias estavam pouco disponíveis em qualquer outra forma. Um pouco como a meia-irmã deixou a casa para o Baile Real, as Bromélias freqüentemente tinham de tomar o assento de volta para apresentar suas primas, as Orquídeas, nas estufas vitorianas, que geralmente eram das coleções de plantas exóticas de muitas famílias. Posteriormente, as Orquídeas foram hibridizadas, em maior número, e com mais publicidade do que as Bromélias. Das torres de marfim de suas estufas de ouro cuidadosamente guardadas e protegidas, para às pessoas de fora eram raramente permitido o acesso a estes tesouros. Novos híbridos foram ocasionalmente doados e / ou vendidos para poucos privilegiados, mas de uma forma confusa, poucos registros precisos foram mantidos, e se eles foram, eles não eram necessariamente revelados. Nomes mais cruz estavam sem parentesco. Muitas vezes, as plantas semelhantes com nomes diferentes eram sujeitas de serem irmãs apenas diferentes do mesmo cruzamento, em vez de os produtos de cruzamentos entre diferentes conjuntos de pais. Na verdade os grandes hibridizadores de todos os tempos foram e são ainda os graciosos Beija-Flores, pois através deles surgem os chamados híbridos naturais, que em nada ficam a dever aos cruzamentos manipulados pelo homem. Não são híbridos produzidos em alta escala, mas em nada ficam a dever em cores e formas, estes por sua vez alcançam altos preços no mercado, pois os Colecionadores estão sempre buscando novidades para suas coleções.