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sábado, 26 de fevereiro de 2011

TILLANDSIAS RARAS A VENDA

No Boiatche Bromeliáceo desenvolvemos com grande sucesso uma cultura totalmente orgânica para produção de Matrizes de altíssimo nível, para Colecionadores, Paisagismo e composição de arranjos. Estamos localizados em Brasília - DF e temos atendido a todos estados da federação. Conosco, você encontrará uma grande variedade de exemplares que irá preencher as suas expectativas e que irão além da imaginação de todos aqueles que amam a natureza e as Bromélias. Todos os nossos exemplares atendem as expectativas e padrões de qualidade e originalidade. Tillandsias / Airplants Raras. São ótimas para Decoração de Natal, Festivais de Vinhos, Exposição de Artes, Exposição de Artesanato etc. Fáceis de cuidar, não necessitam de terra, nem regas constantes. Forneço todas instruções necessárias de cultivo.

Exemplares Disponíveis para Venda:

Tillandsia Aeranthos Azul
Tillandsia Aeranthos Var. Alba
Tillandsia Andreana
Tillandsia Argentea Fine Leaf
Tillandsia Barthlottii
Tillandsia Brachycaulos Multiflora
Tillandsia Butzii
Tillandsia Cacticola
Tillandsia Capitata Red
Tillandsia Capitata Yellow
Tillandsia Creation
Tillandsia Crocata
Tillandsia Cyanea
Tillandsia Deppeana
Tillandsia Dioliticha
Tillandsia Dodsonii
Tillandsia Duratii
Tillandsia Dyeriana
Tillandsia Flabellata Red
Tillandsia Fuchsii
Tillandsia Funkiana
Tillandsia Gosselinii Roland
Tillandsia Harrisii
Tillandsia Ionantha Fuego
Tillandsia Ionantha Red
Tillandsia Ionantha Var. Stricta
Tillandsia Jucea
Tillandsia Jucunda Var. Viridiflora
Tillandsia Juncea
Tillandsia Magnusiana
Tillandsia Novakii
Tillandsia Secunda
Tillandsia Secunda Vivipara
Tillandsia Seleriana Maior
Tillandsia Seleriana Minor
Tillandsia Straminea
Tillandsia Streptocarpa
Tillandsia Streptophylla
Tillandsia Stricta
Tillandsia Tectorum
Tillandsia Tooshi
Tillandsia Tricolor Var. Melanocrater
Tillandsia Tropic Delight
Tillandsia Usneóides
Tillandsia Wagneriana
Tillandsia Weberii
Tillandsia Xerográphica

Entre em contato conosco pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA SELERIANA MAIOR

 Nome Científico: Seleriana Tillandsiae
 Nome Popular: Tillandsia Seleriana
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México, Honduras
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Esta variedade de Tillandsia foi descrita por Carl Christian Mez em 1901. Ela é encontrada no sul do México e Honduras, onde crescem como epífitas nas matas de pinheiros e carvalhos. A exemplos dos outros membros da subfamília das Tillandsioideae sobrevive com pouca água e muita claridade. As Selerianas são encontradas em elevações de duzentos e setenta a dois mil e quatrocentos metros acima do nível do mar. Na aparência, maioria das vezes faz as pessoas lembrarem-se de uma alcachofra. As Tillandsias Selerianas têm o maior pseudobulbo – a base da planta, por vezes, podem crescer até quinze centímetros de diâmetro e vinte cinco centímetros de comprimento. A originalidade desta espécie vem do seu pseudobulbo de tamanho impressionante do que suas folhas, cobertas com escamas prateadas. É sem sombra de dúvida uma planta espetacular! As Selerianas despertam um fascínio especial por causa de suas formas exóticas e flores majestosas. Como epífitas, acrescentam uma terceira dimensão, um andar superior, a uma definição terrena normalmente. O exemplar vai desenvolver um sistema radicular quando a base de fixação é fornecida com um ambiente úmido. Os cachos florais e laminas superiores se tornam um atrativo rosa claro ao carmim no estágio de florescimento. As flores são na cor violeta escura ao índigo. As Selerianas prosperam sob condições de alta luminosidade, água e adubo. Para muitos os aspectos biológicos do gênero Tillandsia mostra alguns dos personagens mais interessantes na família das Bromeliaceae, graças ao seu pronunciado epifitismo, com base na absorção peculiar tri-dimensional. O modo de reprodução sexuada pode ser considerado um fator importante em relação ao elevado número de espécies de Tillandsias, alguns com muito ampla distribuição geográfica, vivendo em um ou outro território restrito. O plano de regas aliados ao de fertilização em bases regulares irá aumentar a taxa de crescimento, muito embora seja uma das espécies de crescimento mais lento. Muitas vezes necessitará de dois a três anos para amadurecer a partir de um deslocamento. Assim como nas plantas carnívoras, devem ser regadas com água da chuva ou desmineralizada. Na primavera e no verão, é benéfico alimentá-las com fertilizante hidrossolúvel para Orquídeas diluído na proporção de um quarto da dosagem aplicado duas vezes no mês. Fitoquímica – As Tillandsias são plantas bioindicadoras da qualidade do ar, pois absorve substâncias tóxicas que se acumulam em seus tecidos, demonstrando externamente graus de intoxicação à que estão submetidas pela poluição atmosférica.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA STRAMINEA

 Nome Científico: Straminea Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Straminea
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Peru e Equador
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandisa Straminea cresce como epífita em muitos locais diferentes no Peru e Equador. O habitat mais comum são as montanhas e xéricos, embora elas também sejam encontradas no deserto peruano. Esta espécie geralmente cresce nos cactos, bem como árvores de Acácias e Eritrina. Descrição – A Straminea é acáulica e suas folhas são triangulares com lâminas estreitas e longas e eretas. Folhas – Suas folhas maduras, vão gradualmente recurvando e tornado-se pendentes. As folhas da Straminea são mais longas, mais suaves, finas e cobertas de maior quantidade de tricomas cinzas do que a Tillandsia Cactícola e a Purpúrea. Quando ela está bem desenvolvida, as folhas brancas quando tocadas assemelham-se a um veludo macio. A Tillandsia Straminea é uma forte candidata ao título de Tillandsia mais espetacular. Tamanho – O clone que cresce pode tornar-se enorme com quase noventa centímetros de diâmetro, após duas ou três gerações. Esta é uma das espécies para as quais uma única planta pode ficar maior a partir de uma geração para outra, quando cultivada em boas condições de iluminação. Claro que, ao longo dos anos, uma massa gigantesca se desenvolverá. Inflorescência – Além de tudo isso, as suas flores são maravilhosamente perfumadas e muitas delas são produzidas durante semanas interruptamente. Quando o exemplar floresce recompensa o cultivador / produtor com um colorido composto de uma haste floral que produzirá uma grande quantidade de flores perfumadas. As hastes são eretas, o glabro tubular é quase fusiforme. As brácteas florais variam entre a combinação do rosa ao lilás. A garganta das pétalas são creme queimado, com violeta uva nas margens. Ela cresce rapidamente quando cultivada em condições favoráveis. Ela floresce em locais bem iluminados ao ar livre ou locais onde receba boa umidade e ventilação suficiente. Suas flores exalam uma flagrância suave. Reprodução – Suas folhas de veludo macio, a medida que amadurecem, abrem caminho para o surgimento de filhotes que surgem das suas axilas e podem crescer bastante chegando até noventa centímetros de altura. Podem também ser reproduzidas através de sementes. Cultivo – Por serem considerada planta CAM, a Tillandsia Straminea não deve ser regada a noite. Necessita de regas em dias alternados na forma de brumas ou névoas através de um aspessor. Deve estar em locais bem claros sem a incidência do sol diretamente sobre si. A ventilação é fator fundamental para a sua sobrevivência. A adubação deve se dar duas vezes no mês com produtos hidrossolúvel para Orquídeas, utilizando-se 1/3 da dosagem recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA STREPTOCARPA

 Nome Científico: Streptocarpa Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Streptocarpa
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Bolívia, Brasil, Peru e Paraguai
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga


Tillandsia Streptocarpa é endêmica no Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil. Trata-se de uma espécie de planta popular epífita. Folhas – Sua folhas verdes revestidas de prata são fortes e resistentes, com boas características de crescimento, podendo alcançar quinze centímetros. Inflorescência – O impressionante das flores violeta purpúreo estendem-se desde a grande bráctea de floração que dura semanas. Estas flores coloridas brilhantes com o cinza prateado sempre deixam impressionar e exalam um perfume adocicado maravilhoso. Cultivo – Esta espécie se desenvolve bem em condições variadas. Gosta muito de claridade e pouca umidade. Com isso as regas devem ser leves e espaçadas. Para tanto, é recomendado uma bruma suave ocasional três vezes por semana aplicadas por meio do aspessor, pois assim se terá o controle da hidratação. Esta planta popular é fácil de crescer com poucos cuidados. Iluminação – Gosta de muita claridade sem a incidência de raios solares diretos sobre suas folhas. Por tanto pode ser cultivada no interior de residências próxima de uma janela. A aparência exótica dessa planta maravilhosa chama a atenção sobre si. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E- 6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA STREPTOPHYLLA

 Nome Científico: Streptophylla Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia streptophyla
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México, Guatemala e Honduras
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A tillandsia Streptophylla, é uma espécie que cresce a partir do nível do mar a mais de oitocentos metros de altitude, seu alcance se estende do sul do México a Honduras. Controle de Ondulações – Curiosamente também conhecida popularmente por “Shirley Temple”, por razões óbvias – as recurvadas folhas torcidas são uma reminiscência do cabelo da criança de ouro do cinema. É uma espécie interessante porque como as folhas ficam mais desidratadas, se enroscam em cachos mais apertados. O produtor e / ou colecionador podem controlar a quantidade de ondulações nas folhas, com a quantidade de água e umidade que a planta recebe. Em um ambiente mais úmido as folhas crescerão mais retas. Com condições mais secas, as folhas irão se enroscar em cachos ondulados. Entusiastas podem ser encontrados é dirão que são a favor do estilo, ma tudo é puramente uma questão de preferência pessoal quanto a forma como se deseja o cultivo nesta espécie. Tamanho – A planta varia muito de tamanho, uma pequena espécime madura é de cerca de quinze centímetros em altura e largura. Quando muito bem cultivadas com adubação foliar hidrossolúvel aplicada uma ou duas vezes ao mês e mantida hidratada, esta poderá chegar até a marca de sessenta centímetros. Hidratação – Uma planta que é desidratada pode ser rapidamente hidratada ao passar uma noite imersa na água – uma pequena pitada de adubo também ajudará. As folhas absorvem a água até integralmente e depois não irá absorver mais. O oxigênio e o dióxido de carbono da troca gasosa, tão vital para a atividade metabólica de uma planta, não serão prejudicadas se interrompida por um ou dois dias. Inflorescência – A haste floral é grande e colorida. O escapo e brácteas primarias são normalmente carmim quando recebem iluminação. As flores cor de malva, duram semanas. Cultivo – Esta espécie se desenvolve bem em condições variadas. O cuidado que se dá se refletirá diretamente em sua aparência. É muito mais suscetível a podridão do que as outras espécies. Por esse motivo nunca se deve molhar uma strepto que sido privada de água durante meses. Os cachos apertados dela deixam de prender a umidade em excesso e isso pode causar apodrecimento. Para tanto, é recomendado uma bruma suave ocasional duas vezes por semana aplicadas por meio do aspessor, pois assim se terá o controle da hidratação e se caso se queira, posteriormente poderá ser imersa na água por uma noite. Esta planta popular é fácil de crescer com poucos cuidados. Iluminação – Gosta de muita claridade sem a incidência de raios solares diretos sobre suas folhas. Por tanto pode ser cultivada no interior de residências próxima de uma janela. A aparência exótica dessa planta maravilhosa chama a atenção sobre si. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E- 6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA STRICTA

 Nome Científico: Stricta Tillandsiae
 Nome Popular: Cravo do Mato, Gravatazinho
 Família: Bromeliaceae
 Divisão: Tillandsioideae
 Origem: América do Sul
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Stricta pertence a um dos quarenta gêneros de Bromélias das matas brasileiras, essa Bromélia nativa da mata atlântica brasileira é muito comum, podendo ser encontrada em vários locais, tanto no meio das ramas de arvores diversas, como pendurada em rochas, telhados de casas, etc. A Tillandsia Stricta é uma epífita pendente – fixam-se e florescem no alto de arvores, sobre rochas e troncos caídos, de folhas estreitas e brácteas vermelhas que cobrem quase inteiramente suas flores roxas. Além do verde brilhante de suas folhas, possuem brácteas – folhas modificadas, coloridas o que aumenta sua beleza. Possuem folhagem em forma de roseta, que se distribuem em torno de um eixo central. Sua inflorescência projeta-se para o exterior por meio de uma haste longa. No cálice formado pela folhagem, armazenam água da chuva e orvalho, onde os detritos trazidos pelo vento se acumulam à insetos que acidentalmente caíram ali dentro, e formam nessa mistura os nutrientes que a planta necessita para viver. As folhas substituem as raízes na função de absorção, e assim as raízes se transformam em meros elementos de fixação. Formam colônias em todos seus estágios de crescimento. Esta espécie também possui duas variedades, a Distincha e a Stricta Sims, que se distinguem pela inflorescência, onde a primeira possui flores dísticas (disposta em duas séries opostas ao longo de um eixo comum) e a segunda polísticas (com frondes lanceoladas).
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br


TILLANDSIA TECTORUM

 Nome Científico: TectorumTillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Tectorum
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Peru e Equador
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Tectorum é nativa do Peru e Equador, o nome significa telhado. Seu habitat natural é no alto do Peru, bem alto! No ambiente de origem não há praticamente nenhuma água. Elas se adaptaram a este ambiente para sobreviver. História – Anos atrás quando muitos botânicos iam fazer coletas em viagens ao Peru, próximo a época do Natal, encontravam enormes pilhas de Tectorum espalhadas pelas aldeias que seriam utilizadas como neve para decorar seus telhados, nas comemorações do feriado natalino. Passadas as comemorações as plantas eram despejadas nos limites da cidade para morrerem. Descrição – A Tillandsia Tectorum é um exemplar rupícola (que crescem em rochas) nativo da cordilheira dos Andes do Peru e Equador. Quando encontrada em altitudes mais baixas, as plantas estão pousadas sobre cactos. Água e Nutrientes – A Tectorum é uma planta adaptada a pouca chuva, poucos nutrientes e radiação solar intensa. O aspecto prateado é devido a peltadas (em forma de armadura), os tricomas que se sobrepõem, cobrindo completamente as folhas estreitas. A razão para a “armadura” pesada de tricomas dentre outras utilidades, é para desviar os raios UV, intenso nas altitudes elevadas, refletindo maior parte da luz recebida. Eles coletam a umidade da neblina e orvalho. Eles captam e prendem a poeira, a única fonte de nutrientes para o crescimento da planta. E protegem os estômatos da perda excessiva de água. As resistentes e rijas raízes são para ancorar a planta no lugar evitando que os ventos fortes a desloquem. Ao contrario de outras raízes de plantas, as raízes das Tillandsias não possuem pêlos para absorverem a umidade e nutrientes. Porque os tricomas peltadas realizam a absorção de água e nutrientes. A Tectorum tem um crescimento relativamente lento, mas são plantas duráveis. Elas raramente necessitam de água, uma bruma suave ocasional três vezes por semana aplicadas por meio do aspessor é o suficiente. Inflorescência – Na primavera, as plantas maduras produzem consideráveis hastes com pontas de brácteas vermelho púrpura. De cada bráctea emerge uma pequena flor de alfazema pálida. As flores são polinizadas por Beija-Flores. Cultivo – A aparência branca da planta indica que muita luz é refletida, por isso vai necessitar de uma localização muito brilhante. Fácil de crescer com alguma atenção à adubação, luz e água. Suportam bem temperaturas que variem entre 15º a 45º C. Na primavera e no verão, é benéfico alimentá-las com adubo hidrossolúvel de Orquídeas na diluição de 1/3 da dose recomendada pelo fabricante em um litro de água, a serem aplicados uma vez por mês. Montagem de Cênica – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Reprodução – Nas plantas matrizes e/ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA USNEÓIDES

 Nome Científico: Usneoides Tillandsiae
 Nome Popular: Barba-de-velho, barba-de-pau, camambaia
 Família: Bromeliaceae
 Divisão: Tillandsias
 Origem: Américas do Sul e do Norte
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Usneóides popularmente conhecida por Barba de Velho, Barba de Pau, Camambaia e Musgo Espanhol – Planta perene, completamente desprovida de raízes, vivendo apoiada em galhos de árvores. Suas folhas lineares, acinzentadas e cobertas de escamas cobrem os galhos das árvores, agarrando-se por meio de suas pontas recurvadas. Floresce raramente, reproduz-se principalmente por crescimento vegetativo. Ocorre desde o Sul dos Estados Unidos até a Argentina, sendo muito freqüente no Brasil. Propaga-se tanto vegetativamente como por sementes. É uma espécie extremamente vigorosa, resistente, pendente, com folhas finas e alongadas que formam extensos fios, que se distribuem por todo forófito, formando verdadeiras “cortinas”. Aparecem em abundância devido ao seu método de proliferação: pedaços quebrados são espalhados pelo vento e pelos pássaros que os utilizam em seus ninhos e se fixam em outros galhos e daí crescem. É uma epífita atmosférica extrema, encontradas principalmente em ambientes úmidos e nas matas ciliares. Suas flores são muito reduzidas – diminutos pontos pretos, dificultando sua observação, principalmente devido ao emaranhado que estes exemplares formam. A semelhança com o Líquen Usnea sp, levou a sua denominação especifica de Usneóides e a ainda ao mesmo nome popular. Não necessita de tratos culturais, pois retira todos os nutrientes de que necessita da atmosfera. Faz-se necessário regá-las abundantemente com água pura em dias alternados para que ela cresça mais rapidamente. Atualmente vêm sendo muito utilizas em Paisagismo, Arranjos e Floriculturas. Pouca gente sabe que ela possui propriedades medicinais, sendo utilizada, no sul dos Estados Unidos, para aliviar sintomas de Diabetes Mellitus; outras propriedades medicinais desta planta são: antibiótica, anti-reumática, adstringente e anti-hemorroidal. Esta espécie encontra-se na lista das espécies ameaçadas de extinção do Rio Grande do Sul, e está classificada como em estado vulnerável. No início do século passado era utilizada como enchimento de colchões, travesseiros, selins, almofadas e para acondicionamento. Nos tempos antigos era usada, junto com alguma gordura, tipo manteiga de cacau, como supositório nas hemorróidas. Os índios Guarani utilizavam-se desta planta como medicinal, e sua propriedade principal era a de evitar gravidez; mas a medicina popular utiliza-a também contra o engorgitamento do fígado, no combate às hérnias, úlceras, varizes, dores e inflamações no reto, e como adstringente, colagoga e anti-reumática. Quando submetida à um banho em água fervente, desprende-se todo o tecido cortical, sobrando a parte lenhosa em forma de filamentos escuros e cilíndricos, intrincadamente enovelados. Outros usos da Barba de Velho são como ornamental ou como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis. Ocorre em áreas com elevada umidade atmosférica, e não suporta poluição intensa, sendo considerada bioindicadora de qualidade do ar. Transcrevo a seguir trabalho de pesquisa realizado pela CETESB: “Tillandsia Usneoides é uma Bromélia que vive em árvores ou em outros substratos inertes, absorvendo água e nutrientes diretamente do ambiente, sem apresentar raízes. Devido às suas características morfológicas e fisiológicas, esta espécie acumula os poluentes presentes na atmosfera. No presente trabalho, Tillandsia Usneoides foi usada como biomonitor de poluição atmosférica por metais em São Paulo, Brasil, que é a maior cidade da América do Sul, com uma população de cerca de 18 milhões de habitantes e uma forte atividade industrial. A área urbana é poluída por emissões industriais mas, de acordo com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a agência governamental de controle de qualidade do ar, emissões regulares de cerca de 7,8 milhões de veículos motores são a principal fonte de poluição do ar. As amostras de Tillandsia foram coletadas em um local considerado não poluído e foram expostas por períodos de dois meses em 10 locais da cidade com diferentes níveis de poluição, e em um local de controle. Após a exposição, os metais foram analisados na planta por análise por ativação com nêutrons e por ICP-MS (Pb, Cd, Co, Cu, Ni, Sb e V). Os resultados obtidos mostraram uma concentração notável de Co e Ni nas plantas expostas em uma área industrial, onde existe uma indústria de processamento de metal, que produz cerca de 600 ton/ano de Co e 16.000 ton/ano de Ni. Cobre e crômio se apresentaram igualmente distribuídos em regiões industriais e em locais próximos a avenidas com tráfego intenso, sugerindo que estes elementos podem ser associados tanto a fontes veiculares como industriais. O acúmulo de Cd verificado nas plantas expostas em áreas industriais indica as atividades intrópicas como a principal fonte desse elemento. Não foram identificadas fontes evidentes para o Pb, uma vez que este elemento se apresentou igualmente espalhado por todos os locais de monitoramento. Elementos ligados ao tráfego, como Zn, Ba and Sb apresentaram altas concentrações em plantas expostas em locais situados próximos a avenidas com tráfego pesado (carros, ônibus e caminhões) e podem ser associados a fontes veiculares. Para Zn, os maiores teores foram relacionados a zonas industriais, e este elemento pode ser também associado à presença de fontes de emissão antrópicas. Os elementos terras raras, Fe e Rb, provavelmente têm as partículas de solo como principal fonte”.
Obs: Não estamos fazendo aqui apologia a tratamentos fitoterápicos sem acompanhamento médico, mas tão somente buscamos mostrar o poder do ouro verde oculto em nossas matas.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA XEROGRAPHICA

• Nome Científico: Xerográphica Tillandsiae
• Nome Popular: Gallito, Clavel del Aire
• Família: Bromeliaceae
• Divisão: Tillandsioideae
• Origem: El Salvador, México e Guatemala
• Ciclo de Vida: Perene
• Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Xerográphica é nativa de El Salvador, Guatemala e sul do México. Exemplar de grande porte, sua beleza encanta a quem a vê com seu perfil escultural. Considerada a Rainha das Tillandsias, é um exemplar raro e está ameaçada de extinção. História Sobre a Planta – A exuberância e a beleza, o grande porte da Tillandsia Xerográphica fizeram com que ficasse conhecida como a rainha das Tillandsias. O habitat natural das Xerográphicas é composto de uma região semi-deserta seca, que está localizada no Rio Motagua, próximo a Serra de Minas como em outras áreas desertas da Guatemala. Geralmente são encontram-se em árvores antigas, árvores de Ceiba Pentandra ou nas rochas dos morros. Sabe-se que a Tillandsia Xerográphica é uma das sete espécies de Tillandsias que estão incluídas no apêndice II do Acordo de Proteção de Washington, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna e Flora conhecida como CITES, porque esta planta, após décadas de coletas intensivas de venda está em perigo no estado selvagem. Em 1996, somente a Guatemala sozinha exportou oficialmente cento e noventa toneladas de Tillandsias para a Holanda (o maior importador mundial de plantas), seguido pelos Estados Unidos e Japão, como maiores compradores de plantas da Guatemala. Entre 1999 e 2003 grandes importações (algo em torno de cem milhões de exemplares) de Tillandsia Xerográphica, que deveriam ser provenientes de viveiros de propagação legais foram efetuadas. Mas paralelamente foi descoberto que uma grande parte desse vultoso número foram coletados na natureza ilegalmente e foram confiscados. Em 2003, devido ao fato da irregularidade, a União Européia, estabeleceu uma lei de proibição de importação e comércio da planta por comprometimento da extração dos exemplares em estado selvagem. Uma comissão holandesa foi formada para fazer um levantamento do status da Tillandsia Xerográphica em estado selvagem na Guatemala e verificar se posteriormente as exportações desta variedade coletadas na natureza seria possível sem comprometer a perpetuação da espécie. Também era necessário se estabelecer em conjunto com Inspetores do Governo, parâmetros de diferenciação que poderiam identificar as plantas nativas das cultivadas antes das exportações. O diretor científico do Instituto de Botânica da Universidade de Viena, pediu para um austríaco “expert em Bromélias” um estudo detalhado a respeito da evolução do crescimento dos exemplares em viveiros, o que foi aprovado. Dois especialistas holandeses – o Dr. Chris Schuerman, representante da CITES, e o Dr. Eric Gouda, Depositário do Jardim Botânico da Universidade de Utrecht, participaram da visita de estudos de uma semana, o que em parte resolveu o problema lingüístico entre os de língua espanhola e os participantes de língua inglesa falando! Mesmo antes de embarcarem para Guatemala, um tempo e exato de análise e muitos prazos foram fixados; reuniões com viveiristas e exportadores foram estabelecidas; conversas com membros dos Ministérios, com a Conap Natureza de Proteção e os membros botânicos da Universidade. Já na Guatemala, passaram um dia de campo com longas viagens para obter informações com visitas a diferentes viveiros de Xerográphicas. Na Guatemala existem vinte dois viveiros de cultivo de Xerográphicas conhecidos, dos quais apenas sete são registrados. Os estoques de exemplares devem ser contabilizados a cada quatro meses. Apenas os viveiros registrados com capacidade de propagação e nível de manter a quantidade e qualidade equilibrada de seus progenitores, sem o uso de plantas da natureza, receberam uma licença para exportação. Nos últimos anos, diferentes métodos têm sido utilizados para detectar a presença de Xerográphicas selvagens coletadas ilegalmente escondidas nas exportações de plantas autorizadas. Depois de três desses casos até agora, os viveiros foram fechados. As plantas não foram confiscadas e os viveiros poderiam reabrir novamente com nomes diferentes. Espera-se no entanto que venham a mudar o posicionamento. Estudos feitos pela Universidade da Guatemala, chegou ao resultado de sete para uma planta por quilômetro quadrado. Então você diria que as Tillandsias Xerográphicas da Guatemala presentes na natureza são quase extintas. Especialistas como Uwe Feldhoff, com anos de experiência na área, diz que sem haver medidas como o replantio no estado selvagem, a possibilidade de sobrevivência não é muito grande. A pressão das extrações ilegais sobre o resto dos exemplares restantes é muito grande. O comércio ilegal está pagando de dez a vinte dólares por exemplar extraído. Declarações feitas pelo Conselho de Proteção da Natureza, sugerem que além das Tillandsias Xerográphicas muitas outras estão quase extintas na natureza através da coleta maciça ilegal, como é o caso das Tillandsias: Harrisii, Streptophylla, Pruinosa, Filifolia, Deflexa, Magnusiana, Matudae. Na verdade, alguns exemplares são produzidos em massa para a comercialização, mas eles vieram da natureza e ainda são retirados dela, como a visita aos viveiros agora fechados demonstraram. Havia mais de cem milhões de exemplares de Tillandsias que sem sombra de dúvidas foram coletados na natureza, como as Tillandsias: Streptophylla, Funchsii Var. Gracilis, Seleriana, bem como as Xerográphicas. Elas foram armazenadas em condições terríveis de conservação e estavam apodrecendo. Como resultado do relatório do Dr. Chris Schuermann, a proibição de importação pela União Européia tem sido levantada, no entanto, uma nova cota de exportação foi dada pela equipe de investigação após o julgamento considerando ilegais os viveiros não cadastrados. Finalmente, o autor gostaria de salientar que as observações e os dados não são um palpite ou conjectura, mas reais e são apoiados pela CITES da Guatemala, pela Conap Natureza de Proteção, da Assessoria da Guatemala, os botânicos, e alguns homens responsáveis pelo berçário, que estão preocupados com a sobrevivência destas espécimes na natureza. (Obs: o presente texto acima – História Sobre a Planta, foi captado das paginas da Web e traduzido do inglês, o nome do autor do mesmo foi perdido por um lapso do missivista). Descrição – O nome provém do grego: xero – seco e gráphica – desenho. A descrição se refere a inflorescência da planta que parece ser pintada com giz. É uma espécie meia epífita, meia xerófita, cujo habitat natural é o deserto. Nessas regiões áridas a planta tem suas folhas emaranhadas e com as noites frias, amanhecem cobertas de orvalho. O restante do dia, as plantas desfrutam de um clima extremamente seco. Folhas – Suas folhas cinzas as permite refletir grande parte do excesso da luz recebida. As folhas são relativamente suculentas. Quando a umidade é alta, elas são capazes de armazenar água em seus reservatórios, a fim de gerir os períodos de clima progressivamente seco. Nestes casos, as folhas são alongadas e lisas. Por outro lado, em condições de seca, as folhas aparecem emaranhadas. Em qualquer dos dois estados em que se encontra é a indicação que a planta está saudável, enquanto as extremidades das folhas não estão secas, o que indica a falta de umidade. Tamanho / Inflorescência – As folhas cinza prateado são largas na base e diminuir para um ponto de fazer uma roseta. Elas podem chegar a ter entre 15 e 30 cm de altura e entre 30 a 45 cm de largura. Atraente escultural, solta uma haste floral grossa de onde sai densamente ramificada. As brácteas são folhas vermelho rosadas. Suas pétalas florais tubulares vão do vermelho ao roxo e são de longa duração. Cultivo – Por serem meia epífita / xerófita, esta Tillandsias não são muito fáceis de se cultivar em vasos. O melhor mesmo é instalá-las em costaneiras – retalhos de casca de árvores ou pedaços de xaxim, onde logo desenvolverão algumas raízes finas e fortes com as quais se fixarão. São de crescimento lento e levam vários anos para chegar ao ponto de floração. Entretanto, estabelecem-se muito rápido se montadas em árvores vivas, desde que não sejam regadas em excesso e mantidas em local bem iluminado e com boa ventilação e umidade. Podem também ser cultivadas em camas de telas. A melhor maneira de cuidar dessas plantas é colocá-las em recipiente com orifício de fluxo de ar sem luz direta do sol e regar com um fertilizante foliar hidrossolúvel para orquídeas na dosagem de 1/3 da recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água. Com auxilio de um aspessor dirigindo-lhes jatos em forma de brumas ou névoa uma a duas vezes por semana, evitando-se que o centro da planta permaneça molhada. Se isso vier a ocorrer, recomenda-se que se vire a planta de cabeça para baixo para se retirar o excesso de água de seu copo central. Estes exemplares quando bem cuidados com esta precisão ainda viverão muitos anos. Reprodução – Sua reprodução é assexuada, originando sementes, que saem quando se abrem suas cápsulas. Para germinarem, o ambiente ideal deve ter vinte e cinco graus centígrados e trinta mil lux de claridade sem sol direto e umidade constante sob o substrato leve e rico em nutrientes. A planta mãe e/ou matriz também produz uma média de três a quatro brotos laterais a cada ciclo de vida. Esses devem ser destacados das axilas da matriz quando estiverem com 1/3 do tamanho da planta mãe. Estas por sua vez estarão aptas a produzirem novos brotos por novo ciclo desde que muito bem cuidadas. Coleção – Se você está começando ou pretende iniciar uma coleção ou simplesmente quer adicionar uma obra-prima da natureza em sua casa este exemplar é um dever. Pois além de estar cultivando uma obra-prima você estará ajudando na perpetuação da espécie. Sua reprodução se dá por meio de brotos laterais e sementes.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br.

TILLANDSIA FUNCKIANA

 Nome Científico: Funckiana Tillandsiae
 Nome Popular: Funckiana
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Venezuela
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Funckiana é uma espécie endêmica na Venezuela, está em vias de extinção em seu habitat e atualmente é relativamente rara. É um exemplar epífito que se fixa nas árvores esparsas de pequeno porte. As Tillandsias estão entre os deuses maiores das obras de arte da natureza. Descrição – Esta variedade chama a atenção pelo fascínio especial por causa de sua forma exótica e flores delicadas e vibrantes. A planta desenvolve longos caules finos cobertos por folhas macias lanceoladas verdes de tom acinzentado. Inflorescência – Nas pontas de seus caules surgem pequenas flores delicadas de um vermelho vivo vibrante. Reprodução – Em seu habitat tem a particularidade de ser fecundada pelos beija-flores. Ao longo de seu caule surgem novas ramificações que com o tempo vão se desprendendo da planta mãe, e levadas pelo vento irão se fixar em novas arvores, dando origem a outras touceiras. Iluminação – Aprecia bastante claridade sem a presença do sol direto, ficam ótimas em locais iluminados e claros dentro de casa. Ar – Necessita de ventilação leve e suave, uma vez que sua alimentação e água é captada pelas folhas. Irrigação – As regas são fundamentais para a Funckiana . Estas devem ser feitas em dias alternados com o auxilio de um aspessor, borrifando-se o exemplar sem encharcar. Adubação – Estas devem ser feitas uma vez por mês utilizando-se um fertilizante líquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 (observe que a presença mínima ou nenhuma do elemento COBRE é desejável, pois este em alta concentração leva as Bromélias a morte). Deve-se diluir uma colher de chá em um litro de água e aplicar nos exemplares com auxilio do aspessor nos horários mais frios. Fixação – Ela pode ser fixada com fios de arame (sem COBRE), linha de pesca, barbante ou ser colada a um pedaço de madeira ou troncos. Com o passar do tempo, suas raízes acabarão por juntar-se à madeira ou tronco permanentemente. Pode ser pendurada por um fio aéreo e com o tempo formará um aglomerado lindíssimo.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA BULBOSA MEDUSAE

 Nome Científico: Bulbosa Medusae Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Bulbosa Medusa
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México, Colômbia e Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Bulbosa Medusa é uma das espécies mais difundidas e resistente. Ela cresce a partir do nível do mar até dois mil e quatrocentos metros de altitude e é originária das Américas Central e do Sul, mais precisamente do México, Colômbia e Brasil. Seu tamanho varia entre dez e vinte centímetros de altura. Alguns exemplares gigantes da espécie conhecidos como Bulbosa Gigante, podem chegar a trinta e cinco centímetros de altura. A cor predominante desses exemplares é verde. Folhas – As folhas são notadamente atraentes, pois formam longos e finos tubos torcidos verde brilhantes que podem alcançar cerca de dez centímetros de comprimento. Em poucos anos será capaz de formar moitas de até sessenta centímetros de diâmetro, que realmente parecerão a cabeça de uma Medusa. Floração – As brácteas florais são imbicadas, cartáceo e geralmente glabas. Com boa iluminação sem incidência do sol direto, as brácteas florais variam da tonalidade cereja para o vermelho sangue. As flores tubulares na cor malva. Cultivo – Ela tolera condições precárias e negligencias melhor do que a maioria das espécies. Além disso, a planta responde bem ao bom cultivo. Um programa de alta luminosidade, água desmineralizada e adubação correta, vai premiar o Colecionador com exemplares de crescimento rápido, e um colorido bastante atraente. Classificação – Por possuir uma aparência bastante incomum e exótica, ela está entre os deuses maiores das obras de arte da natureza e é considerado um privilegio tê-la em sua coleção. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Circulação de Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel, na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA ARHIZA

 Nome Científico: Arhiza Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Arhiza
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Tillandsia Arhiza é uma das muitas espécies endêmicas do Brasil. Trata-se de um espécime grande e bela com folhas prateadas que crescem dispostas em espiral a partir de um tronco curto. Inflorescência – Sua inflorescência é uma haste alta e ramificada, que produz maciços de lindo roxo, com flores muito perfumadas. Classificação – Por possuir uma aparência bastante incomum e exótica, ela está entre os deuses maiores das obras de arte da natureza e é considerado um privilegio tê-la em sua coleção. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TILLANDSIA ANDREANA

 Nome Científico: Andreana Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Andreana
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Colômbia
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Andreana é uma rara espécie e com muito finas folhas que a faz apta a interessante e desafiadora captura de sua beleza em uma fotografia. É uma escassa espécie nativa da Colômbia, onde cresce sobre rochas e falésias e forma colônias importantes. Folhas – Suas folhas são delicadamente finas, bonitas e homogêneas. Inflorescência – Suas flores são semelhantes as da Tillandsia Funkiana, mas não crescem ao longo de uma haste. A cor vermelho vivo de suas flores dão-lhe um olhar magnífico. Relativamente rara, é um belo complemento para o biotério, mesmo quando não se encontra em florescimento. Crescimento – Espécie muito intimamente relacionada que forma agrupamentos imponentes e belos. Cultivo – Protegê-la do sol direto no verão, especialmente durante as horas quentes. No inverno, coloque-a em um lugar luminoso. Pode ser cultivada em uma ampla faixa de temperatura entre 10 a 38º C. Devem ser regadas com água da chuva ou desmineralizada, através de névoas em dias alternados e alimentadas com adubo de Orquídeas na dosagem de ¼ da recomendada pelo fabricante, diluída em um litro de água a cada quinze dias. Reprodução – A reprodução pode ser por sementes ou por deslocamentos laterais chamados de filhotes. Um único exemplar pode ter até uma dúzia de filhotes formando como já foi descrito anteriormente lindíssimas colônias. Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

DESCRIÇÃO TAXONOMICA DAS TILLANDSIAS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Descoberta das Tillandsias – A primeira vez que uma Tillandsia foi vista por um europeu, na época de Cristovão Colombo, um pensamento de ver uma árvore, com cada ramo de folhas diferentes deve ter assustado os conquistadores. A primeira descrição de uma Tillandsia que se tem noticia (Tillandsia Utricularia), data do inicio do século dezessete, e foi feita por Gaspard Bauhin. Mas foi apenas um século depois, em 1737, que o gênero Tillandsia surgiu na literatura, escrita por Lineu. Ao longo dos anos e explorações da América do Sul, a família Bromeliaceae e o gênero Tillandsia teve o seu numero de espécies aumentar, atingindo a cifra atual de três mil espécies de Bromélias, incluindo cerca de quinhentas espécies de Tillandsias. Obviamente, esses números ainda são variáveis, dependendo da origem e são esperados para evoluir nos próximos anos, nomeadamente através da utilização da biologia molecular. As Tillandsias da Atualidade – Originalmente, o interesse pelas Tillandsias era apenas para estudos botânicos. Quanto a descoberta de novas espécies e sua cultura, de modo especial, as pessoas começaram a querer cultivá-las em casa. Originalmente vendidas como cenário descartável simples, de plantas que não necessitam de água – uma verdadeira aberração, ele era constantemente fonte de novos espécimes, que foram muitas vezes colhidos sem parcimônia. Esta é uma das razões para a escassez dessas plantas na natureza (como muitas outras plantas tropicais). Hoje, as Coleções são raras e controladas, as Tillandsias vendidas vêm de Bromeliários e fazendas localizadas nos países tropicais ou de culturas feitas em estufas. Obviamente, isso não é suficiente para reparar os danos a estas espécies e aquelas plantas que vivem ao lado das Tillandsias. Ainda hoje, as Tillandsias sofrem de desinformação, em especial quanto ao seu cultivo, e não é incomum vê-las sendo apresentadas como plantas que não necessitam de água ou minerais. Essas práticas fraudulentas de vendas vêm grandemente prejudicando o interesse do público em geral para estas plantas, então elas são tão simples para crescer, desde que se tome um pouco de tempo para aprender. Nota-se que as Tillandsias são utilizadas em alguns centros de jardinagem, mas, neste caso, nenhuma explicação é dada na compra dessas plantas, e as respostas às perguntas feitas nas lojas sobre sua cultura sugerem que ainda há muito a ser feito em termos de comunicação sobre estas plantas. De onde Provêem? – As Tillandsias são originarias da América do Sul e América Central. Elas são encontradas do sul da Argentina ao sul dos Estados Unidos. Hoje as exportações e a incrível capacidade de adaptação das plantas, elas são encontradas em muitas regiões tropicais do mundo, seja na África ou Ásia. Climatologia – A América do Sul tem uma incrível diversidade de biomas, como a floresta amazônica que cobre seis milhões de quilômetros quadrados e a cordilheira dos Andes chegando a quase sete mil metros. O resultado é uma diversidade significativa em termos de habitats e climas, principalmente em relação à altitude e distancia do mar e podem ser observadas nas zonas úmidas e áreas mais secas, com todos os intermediários possíveis. Ela vai bem com as temperaturas. No entanto, podemos classificar os climas encontrados pelas Tillandsias em vários grupos principais:
• Habitat de Floresta – Há precipitação pluviônica, umidade e pouca luminosidade. Sem estação seca;
• Habitat Semi-Árido – Há redução da pluviosidade e maior intensidade de luz. A estação seca é mais ou menos acentuada;
• Habitat Árido – Há baixa precipitação pluviônica (desigualmente distribuída ao longo do ano), sol forte e pronunciada estação seca de mais longo período;
• Habitat de Altitude – Podem variar entre úmidos, semi-áridos ou áridos, mas tem maior amplitude térmica (à noite a temperatura pode descer abaixo de 0º C) e uma exposição muito maior aos raios solares.

Estilo de Vida – A maioria das Tillandsias são epífitas, ou seja, vivem ligadas a outras plantas, geralmente nas axilas dos ramos, sem as parasitar. No entanto as Tillandsias também podem colonizar outras mídias, como rochas (conhecidas com espécies rupícolas), cactos, paredes, telhados, fios elétricos... O filtro de mineral da planta ocorre quando há água da chuva, portanto é responsável pelos minerais em contato com a planta. Observe-se que algumas Tillandsias são terrestres. Nesta disposição as Tillandsias epífitas podem colonizar muitos círculos. Mesmo dentro de uma árvore, podemos distinguir varias etapas, desde a base do tronco ou ramos principais, relativamente escuros, protegidos e que abriga espécies bem tolerantes à sombra, a copa é muito iluminada, mais quente, muito arejada e abriga espécies heliófitas. Para algumas espécies que vivem sobre rochas e / ou telhados (rupícolas), que obviamente vão ser mais tolerantes a intensa luminosidade e ventilação. Esses exemplos mostram a incrível versatilidade demonstrada por estas plantas, que podem ser encontradas em zonas úmidas, secas, médias, relativamente frias e extremamente personalizável. Descrição Botânica – O grupo é constituído por plantas monocotiledôneas com as seguintes características:
1. Raízes Glomeradas – Possuem um monte de raízes de tamanho substancial ou em cabeleira, ao contrario das raízes mestras das árvores, por exemplo;
2. Nervação Paralela – As costelas são paralelas e não reticuladas;
3. Ausência de Madeira – Flores geralmente triméras (simetria da flor de ordem);
4. Embrião – Com um cotilédone

Nesta classificação pode-se incluir as palmeiras, gengibres, açafrão, capins e as Bromeliáceas. Na ordem das Bromeliáceas se inclui a subfamília das Tillandsioideae. Esta vasta subfamília inclui cerca de cinqüenta gêneros, entre as quais a espécie Tillandsioideae. Este gênero contem aproximadamente quinhentas espécies. É possível ampliar mais ainda esta classificação, com a subespécie (SSP) e as variedades (Var.). A titulo de ilustração podemos tomar por exemplo a subespécie da Tillandsia Ionantha, que difere das espécies tipo por uma intensa coloração vermelha nas folhas. Desta subespécie, há a variedade México, que fica intensamente vermelha assim que o sol se põe. Anatomia Taxonômica – Veremos agora os diferentes órgãos das Tillandsias. Como todas as plantas elas têm raízes, folhas e flores. No entanto, dado o seu estilo particular de sobrevivência, esses órgãos têm algumas funções surpreendentes em relação as plantas clássicas. Raízes – Elas geralmente não são numerosas, são ramificadas, arredondadas, lisas e glabas. Elas parecem mais um ápice inchado. Elas crescem perfeitamente em harmonia como apoio, que lhes permite permanecer colada. As raízes das Tillandsias são especiais, uma vez que muitas vezes têm apenas uma função (exceto para as espécies terrestres); o titular de plantas pênseis. Para fazer isso, elas mostram uma notável força apesar de sua relativa suavidade. Esta resistência é devido ao alto teor de lignina de alguns tecidos que constituem a raiz. Observe-se que não é uma goma de cor marrom secretado pelas raízes a fim de reforçar a adesão ao substrato. As raízes não tem clorofila e, portanto, não se dedicam a fotossíntese (em oposição às raízes das Orquídeas Phalaenopsis por exemplo). A raiz é o transporte de açucares da fotossíntese (seiva) de folhas para as raízes. Ela garante, além das espécies terrestres, o transporte de água e sais minerais (seiva) das raízes para a parte aérea. Entre as espécies epífitas, apenas o ápice parece vivo, enraizado. Ao se olhar rapidamente sua aparência parece seca e marrom. Assim, as raízes são utilizadas única e exclusivamente para fixação e / ou ancoragem nos seus hospedeiros. Nesse caso a absorção de água e nutrientes é efetuada através das escamas peltadas, num mecanismo de osmose. Folhas – As Tillandsias possuem folhas geralmente numerosas, inseridas em torno de uma haste por vezes muito curta, as vezes longas (podendo chegar a mais de um metro de comprimento). O caule pode ser empurrado indefinidamente (no caso da Tillandsia Duratii) ou morrer na sua parte antiga e crescer como estolhos (como a Tillandsia Latifolia) ou quebrar em ramos médios de dispersão da planta (como a Tillandsia Heteromorpha). Algumas espécies de caules monocárpicos também podem produzir estolhos (como a Tillandsia Espinosa). As folhas das Tillandsias são de varias formas e cores. Elas geralmente são alongadas e arranjadas em torno da haste, mas as vezes possuem rosetas. Neste caso, a planta não irá colocar uma haste. As folhas vão surgir no meio da espiral e a roseta vai reunir na borda de como e quando as folhas novas aparecem. Isso se aplica, por exemplo a Tillandsia Plagiotropica. As folhas têm uma bainha na base do limbo. Esta bainha, está mais ou menos, presente em varias formas, muitas vezes discriminadamente para a determinação de certas espécies. O tamanho da bainha também vai determinar a capacidade da planta para reter a água:
• Bainhas amplas e as folhas são apertadas tornando partes impermeáveis da planta, inclusive na base das folhas da roseta. Ex: Tillandsia Tricolor.
• Bainhas levemente marcadas e com poucas folhas ou camadas são menos impermeáveis ou não retêm a água esperada. Ex: Tillandsia Macbridiana.
Note-se que algumas espécies podem variar em forma (polimorfismo) dependendo do seu estado de hidratação. Considere o caso da Tillandsia Streptophylla, cujas folhas podem enrolar, dando uma aparência compacta para a planta quando está com sede, para limitar a superfície de troca gasosa da planta com o seu ambiente. Ao se dar a restauração das zonas úmidas, a planta se desenvolverá com suas folhas normais. Epiderme – Nas Tillandsias, a epiderme é muito especializada. Na verdade, o estilo de vida epifítica oferece muitas vantagens (estar próxima ao solo e umidade de mais próximo do dossel e, portanto, claro), mas também há algumas desvantagens: falta de água e umidade, calor, as vezes excessivo. Para superar esses problemas, a maioria das epidermes das Tillandsias são protegidas para evitar o desgaste, são mais ou menos cobertas com escamas peltadas especializadas. Estas escamas que formam os tricomas têm varias funções:
1. Refletir o excesso de luz de forma a proteger as folhas de uma radiação muito forte;
2. Prontamente absorver a água – até mesmo como uma névoa, e preservar a superfície do lençol molhado o maior tempo possível, de modo a dar tempo para que a planta absorva a água;
3. Captar e reter as partículas dos minerais dispersos na poeira levada pelos ventos;
4. Limitar a perda de água através da transpiração;
5. Proteger certas espécies contra o frio.
As escamas consistem em uma cúpula central, compostas por quatro células, anéis concêntricos e uma asa. Podem se apresentar em três espécies:
1. Espécies Brancas – com muitas escalas e geralmente vivem em condições de seca e / ou de muita luz. Isso é confirmado nas espécies conhecidas como Xeróphitas como por exemplo: as Tillandsias Tectorum e Xerográphica.
2. Espécies Intermediárias – com uma baixa densidade de escamas, geralmente vivem em condições menos extremas do que a anterior – no caso da maioria das Tillandsias, por exemplo: Tillandsia Lautnerii, Tillandsia Caput Medusae.
3. Espécies Verdes – com escalas pouco ou nenhuma e geralmente vivem em ambientes um pouco mais cobertas e geralmente úmido, por exemplo: Tillandsia Bulmosa (a lâmina é quase desprovida de escamas), Tillandsia Dyeriana, Tillandsia Cyanea.
As folhas também são fornecidos poros chamados estômatos, que permitem a troca gasosa. Encontram-se sob as escamas na parte inferior das folhas, no caule ou nas brácteas. Nas Tillandsias eles se fecham durante o dia, abrindo-se à noite para capturar o dióxido de carbono que será usado na manhã seguinte, com a luz. Falamos aqui sobre o metabolismo CAM. Isto tem duas conseqüências praticas da sua cultura:
• Ao contrário da crença popular, ao ser colocar uma câmara um exemplar de Tillandsia, nenhum problema com dióxido de carbono será detectado, uma vez que é absorvido durante a noite.
• Deve-se evitar regas noturnas a fim de não impedir que essas trocas gasosas ocorram.

Inflorescências – Ao contrário das Orquídeas, as flores das Tillandsias são relativamente simples. É a inflorescência o que pode parecer um pouco mais complexa. Apesar de existirem espécies de inflorescências unifloras (uma flor) como a Tillandsia Albertiana, as Tillandsias têm inflorescências compostas. As inflorescências compostas podem assumir a forma de pontos simples como as Tillandsias Dyeriana, Tillandsia Cyanea, ou múltiplos como na Tillandsia Caput Medusae, formas mais ou menos globulares (na esfera) como nas Tillandsias Strictas. Em todos os casos, as brácteas podem apresentar uma espécie de folhas modificadas, e muitas vezes coloridas para proteger a inflorescência ou as flores. Podemos distinguir:
• Brácteas Primárias – grandes, elas geralmente estão localizadas na base da inflorescência ou no ouvido.
• Brácteas Florais – menores e muitas vezes mais coloridas do que as brácteas primárias, elas estão na base das flores.
• Brácteas Secundárias – ou terciárias são as inflorescências ramificadas.
Como a maioria das monocotiledônias, as flores das Tillandsias são trímeras, isto é, os órgãos florais estão presentes em múltiplos de três. Assim, existem três sépalas, três ou seis estames, um pistilo (com um ovário de três carpelos soldados delimitando três caixas). O pistilo e os estames podem ou não exceder a corola. Isso é conhecido como estames ou pistilos incluídos conforme o caso. Ao contrario da Phalaenopsis e mais outras Bromélias, as Tillandsias têm ovários concursos super, que quer dizer que estão por cima das pétalas e sépalas. Apesar da aparente linearidade da estrutura das flores das Tillandsias, ainda há uma grande diversidade de formas que incluem por exemplo, o caso das flores tubulares, a corola é composta por pétalas sobrepostas (mas não soldadas ou livres). Aqui estão duas dissecções de flores realizadas em duas espécies: Tillandsia Tenuifolia, que tem flores e clássicos e a Tillandsia Bulbosa que possui flores tubulares. Da Semente à Flor – As sementes das Tillandsias estão contidas em frutos deiscentes chamados de capsulas. Elas são relativamente pequenas e têm crista, o cabelo que promove a propagação, pelo vento (anemocoria). Além disso, várias sementes da mesma capsula podem se tornarem tangíveis em uma bola de sementes a ser retido pela operadora (que pode ser o próprio prato) pelo cabelo. Note-se que as sementes das Tillandsias epífitas não podem esperar completar seu ciclo de vida se cair no chão. Essas semente, ao contrario daquelas de Orquideas, são fornecidas com os nutrientes que serão utilizados pelo embrião durante a germinação. As sementes das Tillandsias são muito resistentes à secagem e ao calor, mas as mudas, uma vez evidentemente, são muito frágeis. Os melhores índices de germinação são obtidos quando as semente, identificadas por suas plumas e forma de uma bola fibrosa, ainda estão a aderidas à planta mãe. Em seguida, observamos o crescimento de mudas em um único lugar para formar uma bola de Tillandsias jovens suspenso após as inflorescência secas da planta mãe. O crescimento das mudas é muito lento no inicio, mas acelera-se progressivamente. São necessários alguns anos (de quatro a dez dependendo da espécie) entre a germinação e a primeira floração. Da Flor à Semente – Nas Tillandsias o florescimento varia de acordo com a espécie. Geralmente as flores duram apenas alguns dias e até mesmo horas, como no caso da Tillandsia Dyeriana, mas isso é compensado pelo grande numero de flores, as vezes dezenas, que alternadamente se abrem na base da inflorescência ate o seu final (raramente em outra direção). Como em todas as angiopermas, as flores brácteas servirão (para além de proteger os ovários) para atrair os agentes polinizadores, sem que os quais o ciclo não poderão continuar. No entanto, a lista de potenciais polinizadores é bastante diversificada nas Tillandsias:
1. Beija-Flores
2. Borboletas
3. Abelhas
4. Besouros
5. Morcegos
6. Mamíferos
7. Ventos
Note-se que algumas espécies são muito perfumadas. Exemplos que podemos citar aqui: Tillandsia Crocata – com um aroma muito poderoso, Tillandsia Duratii, Tillandsia Straminea. Novamente, o perfume exalado não para o prazer do homem, mas para atrair os agentes polinizadores. No caso da polinização por insetos, ele vai querer se alimentar do néctar presente na parte inferior da corola e, assim, vai tocar as antenas responsáveis pelo pólen. Uma vez reiniciado, ele certamente irá visitar outra flor (Tillandsia, por exemplo) e depositará no estigma o pólen anteriormente colhido. Nesta fase, a flor é polinizada. Uma vez que os grãos de pólen são presos ao estigma, eles vão produzir um tubo polínico que desce ao longo do estilo e se mistura com o de ovos contidos no ovário. O ovário da flor polinizada, então, se transforma em frutas e capsulas que contem sementes. Este processo é muito lento e demora cerca de seus meses a um ano nas Tillandsias. Uma vez com o fruto maduro, as paredes vão secar e quebrar, permitindo a liberação de sementes que vão descolar ou permanecerem solidarias com a fruta. Cada fruto pode conter dezenas e até centenas de sementes. Observação – A maioria das Tillandsias são autógamas, ou seja, elas podem se polinizarem a ajuda de agentes polinizadores, com seu próprio pólen (fato conhecido como auto-polinização). Isto lhes permite maximizar as chances de produzir sementes e resulta no surgimento da cultura das frutas, mesmo em ambientes fechados no inverno, quando não há nenhum inseto. Existem também algumas espécies cleistógamas, que auto-polinizam as flores enquanto elas ainda estão fechadas. Reprodução Vegetativa – A maioria das espécies de Tillandsias podem produzir muitos brotos laterais. Isso é chamado de propagação vegetativa ou assexuada. Na natureza, os brotos laterais podem ser postados, mas muitas vezes permanecem presos à planta mãe e, eventualmente, cobrindo-a já morta. Durante esse tempo, a planta mãe irá alimentar seus filhotes. Isso é importante para a sua proliferação em cultura. O lançamento pode ter várias formas (polimorfismo):
• Elas podem ser idênticas à planta mãe, falamos neste caso de descargas isomírficas.
• Elas podem ser diferentes da planta mãe. Neste caso, falamos de lançamentos heteromórficos. Rejeição de encontrar a forma da planta mãe como adulta.
Algumas Tillandsias são monocárpicas, ou seja, só florescem uma vez e morrem. Um exemplar vai viver bem de três a sete anos em média. Mas a natureza é sábia e a maioria das espécies são lançamentos monocárpicos. A planta mãe então alimentará os seus filhos até sua morte, o que ocorre entre um a cinco anos após o florescimento, dependendo da espécie.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br


TILLANDSIA EIZII

 Nome Científico: Eizii Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Eizii
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: América do Sul
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Eizii é uma Bromélia epífita com impressionante colorido e persistentes hastes florais avantajadas que podem atingir até um metro de comprimento. O grande valor agregado a esta Tillandsia como planta ornamental e sua importância nas atividades culturais e religiosas provocou o excesso de coleta e a destruição de seu habitat e as suas limitações fisiológicas levou-a a sua extinção em estado selvagem. Esta espécie apresenta alta mortalidade na natureza, e as suas sementes são caracterizadas pelas baixas porcentagens de germinação. Descrição – Possui folhas grandes de coloração verde brilhantes, dispostas ao redor de um eixo central, que tecnicamente é chamada de roseta. Suas inflorescências saem do centro dessa estrutura. Como já descrevemos anteriormente, trata-se de um exemplar mais majestoso de sua espécie que possui uma das flores mais espetaculares de todas Tillandsias. Inflorescência – Quando em floração a planta libera hastes longas de até um metro de comprimento de coloração vermelha e dessas hastes saem pequenas espigas laterais com flores de cor rosa pendendo para baixo. Suas flores são muito visitadas por agentes polinizadores, com abelhas, borboletas e beija-flores, sendo esses últimos com maior freqüência. Reprodução – Devido a sua alta taxa de mortalidade na natureza e sua inépcia porcentagem de germinação, várias formas de protocolos de cultivos vêm sendo desenvolvidos no intuito de aumentar o poder germinativo de sementes bem como o cultivo in vitro com grande sucesso. O que permitirá em breve a sua reintrodução na natureza. Cultivo – Os poucos exemplares disponíveis nas mãos de Colecionadores têm sido cultivados com um mix de musgo seco, substrato de orquídeas e uma pequena porcentagem de perlita. A Tillandsia Eizii adora umidade, mas não é recomendado manter o seu substrato úmido. Para tanto deve-se regá-las com o auxílio de aspessor em forma de brumas leves em dias alternados e as adubações devem ser feitas uma vez ao mês.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA DYERIANA

• Nome Científico: Dyeriana Tillandsiae
• Nome Popular: Dyeriana
• Família: Bromeliaceae
• Divisão: Tillandsia
• Origem: Equador
• Ciclo de Vida: Perene
• Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Dyeriana pertence ao grupo das Tillandsias ou Airplants é uma espécie componente da grande família das Bromeliaceas. É natural do Equador e seu habitat são os mangues e florestas tropicais e subtropicais naquele país. Ela se encontra ameaçada de extinção. Ela hoje aparece inscrita no apêndice dois da Flora, da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna e Flora, conhecida como CITES. Em 1997, a IUCN classificou a espécie como RARA (Walter e Gillett 1998). Criticamente em Perigo é mais apropriada qualificação, porque a carcinicultura destruiu grandes quantidades de mangues equatorianos nos últimos cinqüenta anos. Descrição – É um exemplar epífito que se fixa nas árvores esparsas de pequeno porte. As Tillandsias estão entre os deuses maiores das obras de arte da natureza. Suas folhas são cônicas de um verde claro salpicado. Inflorescência – Esta variedade chama a atenção pelo fascínio especial por causa de sua forma exótica e flores delicadas e vibrantes. É um exemplar de rara beleza que possui hastes florais em forma de espiga achatada na cor laranja e/ou vermelho de onde saem pequeninas flores tubulares brancas que exalam um delicioso perfume. Reprodução – Em seu habitat tem a particularidade de ser fecundada pelos beija-flores. Sua reprodução se dá através de brotos laterais e sementes. As sementes são suportadas em cápsulas que se abrem, as sementes são transportadas por via aérea por um tufo de pêlos, que também permitem a semente para reter no substrato a poeira sobre este. Cultivo – Seu cultivo pode se dar em um jarro ou vaso com pedriscos, conchas ou sementes de açaí, pois o exemplar não aceita substrato e a função dos pedriscos ou similares é unicamente para lhe dar sustentação. Pode também ser fixada em placas de xaxim ou fibra de coco. Iluminação – Aprecia a claridade sem a incidência do sol direto. Irrigação – As regas devem se feitas em dias alternados através de um aspessor sem encharcar. Seu crescimento é lento como todos componentes do grupo das Tillandsias. Se você está começando ou pretende iniciar uma coleção ou simplesmente quer adicionar uma obra-prima da natureza em sua casa este exemplar é um dever. Pois além de estar cultivando uma obra-prima você estará ajudando na perpetuação da espécie. Fitoquímica – As Tillandsias são plantas bioindicadoras da qualidade do ar, pois absorve substâncias tóxicas que se acumulam em seus tecidos, demonstrando externamente graus de intoxicação à que estão submetidas pela poluição atmosférica.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA DURATII

 Nome Científico: Duratti Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Duratii
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Bolívia, Paraguai, Argentina e Brasil
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Duratii foi nomeada em homenagem a um italiano de nome Durat que foi a primeira pessoa a cultivar esta espécie na Europa. Cresce como epífita, principalmente nas áreas mais secas do oeste da Bolívia, leste do Paraguai e norte da Argentina, área conhecida como o Grande Chaco. É também abundante no sopé dos Andes da Argentina e sul do Brasil. Em termos de números e de habitats, a Duratii é uma das espécies mais bem sucedidas de Tillandsias. Ocorre em altitudes que vão de duzentos a três mil e quinhentos metros acima do nível do mar. Variações – Existem duas variedades de Duratii: A Tillandsia Duratii Var. Duratii e a Tillandsia Duratii Var. Saxatilis. A principal característica distintiva entre as duas formas de Duratii é a forma da inflorescência. As hastes florais da variedade Duratii são eretas e rígidas, enquanto as da Saxatilis são curvas e espalhadas. As populações de Duratii geralmente variam muito de tamanho. Pequenas plantas maduras freqüentemente em flor, atingem cerca de vinte centímetros de largura e altura. Já as espécimes gigantes crescem até quarenta centímetros de diâmetro e um metro de altura, não se incluindo a inflorescência impressionante que muitas vezes atinge a marca de oitenta centímetros. O caule de um exemplar como este pode ter quatro centímetros de diâmetro. Folhas – As Tillandsias Duratii são caulentes. As folhas são longas estreitamente triangulares. Elas são densamente cobertas de tricomas cinzentas. O aspecto mais interessante desta espécie, além de seu pico de flor magnífica, é a forma notável, em que as folhas ficam bem recurvas. Na natureza, a Duratii quase sempre depende dessas folhas recurvas de apoio crescente. Como os mais velhos, as folhas inferiores morrem em volta e ressecam, diminuindo em cachos apertados em torno de um galho ou ramo que lhe for conveniente. A planta se desenvolve para cima junto com a árvore hospedeira que abre caminho através das folhas e galhos para manter a sua posição de exposição ao sol. Muitas vezes a Duratii chega a cobrir grande parte de uma árvore, assemelhando-se ao ser vista de longe com um bando de garças brancas em repouso. Inflorescência – As hastes florais da Duratii se desenvolve por vários meses após o que produz flores lilases muito perfumadas que perduram por mais de um mês. As pétalas são lilás e a garganta da corola é branca. Pelo tamanho da planta, a forma e a durabilidade em combinação com o tamanho das flores, fragrância e longevidade de seu ciclo de floração, as Tillandsias Duratii estão entre as jóias florais da floresta. Poucas espécies são tão fácies de cultivar como as duas formas de Duratii. Elas prosperam sob uma ampla gama de luz, água e condições adversas de temperatura. Água e Luz – A água e os níveis de iluminação devem ser controlados, pois quando administrados em doses elevadas, as Tillandsias Duratii muitas vezes se tornam muito grandes. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Não se esqueça que as Tillandsias não suportam encharcamento, pois o excesso de água faz com que suas folhas apodreçam, então a aplicação do fertilizante deve se dar através de uma suave bruma do aspessor. Ciclo de Crescimento / Reprodução – As Tillandsias têm um ciclo de vida de uma planta que cresce até a maturidade e floração. Antes, durante ou após a floração (dependendo da espécie) a sua matriz começará a produzir mudas. A maioria das plantas produzem entre duas a oito mudas. Cada planta floresce uma vez em sua vida. Lembre-se que cada muda irá também florescer e produzir novos filhotes e o ciclo continuará em ritmo crescente. Já a Duratti produz mais de vinte filhotes a cada ciclo. O que chama a atenção além da surpreendente quantidade de mudas, é que estas se desenvolvem nas pontas das folhas recurvadas, o que requer o maior cuidado no manuseio, sob pena de perda das mudas. Remoção de Filhotes de Tillandsias – Para remover as novas mudas, elas devem ter pelo menos 1/3 ou ½ do tamanho da planta mãe. Segure a matriz e a nova muda a ser retirada em suas bases e torça delicadamente em um movimento descendente. Se isso não acontecer facilmente, pode ser necessário remover a muda com um corte o mais próximo possível da planta mãe. Não se deve descartar a planta matriz, pois enquanto estiver viva, ela continuará a produzir novas mudas, muitas vezes, tendo vários anos de produção antes de finalmente morrer. Montagem Com Tillandsias – As Tillandsias podem ser cultivadas em qualquer lugar, sobre rochas, em uma concha ou coral, em cerâmica, em madeiras, a sua imaginação é o limite. Você pode usar cola, arame, linha de pesca, ou laços sinuosos, pregos ou grampos. Pregos e grampos só podem ser utilizados em plantas com estolões lenhosos ou com raízes grandes suficientes para tal. NÃO GRAMPEIE sua planta em suas partes carnudas, pois elas morrerão. Ao utilizar colas, procure utilizar cola a prova d’água ou cola quente, aguardando que a cola esfrie por cinco segundos. Não utilize super bonder, cola de silicone ou fios de cobre pois estes matarão as suas plantas.
Obs: Interessados na compra de exemplares destas variedades ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA CYANEA

• Nome Científico: Tillandsia sp
• Nome Popular: Tilandsia
• Família: Bromeliaceae
• Divisão: Angiospermae
• Origem: Américas
• Ciclo de Vida: Perene
• Por: Rômulo Cavalcanti Braga

O gênero Tillandsia, é o maior entre as bromélias, perfazendo cerca de 400 espécies espalhadas desde a América do Norte até a Argentina. Elas ocorrem nos mais diversos habitats e podemos encontrá-las em áreas praticamente desérticas e até em densas florestas tropicais. São em maioria epífitas (vivem sobre as árvores), mas há muitas espécies rupícolas também (vivem entre rochas). As folhas das Tillandsia são em geral mais afiladas e curvadas do que as de outros gêneros de bromélias. Dividem-se em três principais grupos: As de folhas acinzentadas, que possuem folhas recobertas por minúsculas escamas, com a função de absorver água e que lhe conferem o aspecto prateado. Estas bromélias apreciam ambientes externos, com boa luz, ventilação e umidade do ar, mas não toleram o excesso de regas. Neste grupo estão as espécies mais resistentes a ambientes inóspitos e inclui as que vegetam sobre os fios de energia elétrica e telhados. O musgo-espanhol ou barba-de-velho (Tillandsia Usneoides) pertence a este grupo. Podemos cultivá-las sobre árvores e embora tenham crescimento lento, são muito rústicas e de belíssimas florações. O segundo grupo compreende as espécies de folhas parcialmente recobertas por escamas. Neste grupo, as plantas possuem folhas delgadas e com número menor de escamas, concentradas mais na base das folhas. Elas apreciam o clima mais ameno e a umidade. Também toleram maior percentual de sombra. A popular Tillandsia-azul (Tillandsia Cyanea) pertence a este grupo. Ela possui uma bela inflorescência com brácteas róseas e flores azuis. É uma hérbacia rupícola muito resistente a solos secos. Pode ser cultivada em vasos ou jardineiras como planta pendente ou também ser utilizada como forração em pequenos canteiros (dá um contraste lindo um canteiro com maciços de Billbergias Hallelujah no centro rodeados por Tillandsias Cyaneas – O vermelho manchado de rosa das Billbergias com as brácteas róseas e flores azuis das Cyaneas). O último grupo reúne as espécies de folhas macias. As bromélias deste grupo apresentam folhas mais largas e menos espessas. São em geral originárias de florestas úmidas tropicais. Também apreciam o clima mais ameno e sombra refrescante. São as que melhor se adaptam a ambientes internos. A espécie mais conhecida deste grupo é a Tillandsia Leiboldiana, com espiga ramificada, brácteas vermelhas e flores arroxeadas. O mais importante no cultivo das Tillandsias é respeitar a sua origem natural. Cada espécie tem sua particularidade e se conseguirmos reproduzir com maior fidelidade seu habitat, maiores serão as chances de sucesso. Ao adquirir verifique o nome botânico e procure saber todas as informações sobre o cultivo. Leve em consideração a luminosidade, a umidade do ar, a temperatura, a ventilação, a freqüência das regas e o substrato. As bromélias são em geral bastante rústicas e não será difícil descobrir o que elas gostam. Plantas rupícolas vão apreciar substratos leves, arenosos e com pouca capacidade de retenção de água. Da mesma forma as epífitas gostarão de locais mais sombreados e substrato que se mantenha úmido, como esfagno e fibra de coco. Todas vão apreciar um substrato bem drenável e regas foliares regulares com água potável. Multiplicam-se por sementes e por divisão das brotações que surgem em torno da planta mãe.
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TILLANDSIA CROCATA

 Nome Científico: Tillandsia Crocata
 Nome Popular: Tillandsia Cravo do Mato
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Brasil, Argentina e Uruguai
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga

A Tillandsia Crocata é nativa do Brasil e endêmica no estado do Rio Grande do Sul. Muito pouco conhecida e/ou totalmente desconhecida pela população dos outros estados do nosso país, esta pequena jóia da subfamília das Tillandsioideas é avidamente procurada e cobiçada no exterior pelo aroma agradável que exala de suas flores. Embora seja um dos menores exemplares das Tillandsias ela é muito delicada e decorativa. Habitat – Seu nome vem de crocatus que significa açafrão, uma alusão as cores de suas flores. Planta rupícola, cresce entre as pedras e rochas, no Brasil, mais precisamente no Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai, em altitudes variáveis de noventa a dois mil e setecentos metros. Folhas – Suas folhas caracterizam-se pela cor prateada, que são dísticas e densamente cobertas por escamas grossas. Ela pode se apresentar em uma forma simples pouco ramificada ou formando atraentes touceiras. Floração – Suas flores são elegantes com as pétalas amarelas bonitas que exalam uma suave fragrância que a tornam uma atração irresistível no ambiente onde se encontram. Parece quase impossível de se acreditar que flores tão pequenas (com cerca de um centímetro) exalem um perfume tão intenso e agradável, que se sente a considerável distância. Seu perfume é rico em contrastes e notas que nos invade os sentidos nos transmitindo a sensação de prazeres únicos de bem-estar e aconchego. Classificação – Por possuir uma aparência bastante incomum e exótica, ela está entre os deuses maiores das obras de arte da natureza e é considerado um privilegio tê-la em sua coleção. Montagem de Arranjos – A montagem ou suspensão das Tillandsias é muito simples. Se a montagem é para uma exposição ou voltada para venda, poderá ser utilizada uma cola especial (importada) chamada Tilly Tacker e / ou a E-6000, que são elaboradas especialmente para montagem de Tillandsias ou Airplants. Outras formas de fixação podem ser feitas com o auxilio de linha de pesca, linha encerada ou fio de arame (sem COBRE). Os materiais a serem usados como base de fixação podem ser conchas, corais, pedras, cristais, troncos, galhos, variando de acordo com a criatividade e o gosto individual de cada pessoa. Ar – As Tillandsias devem receber uma boa ventilação de ar ou brisa, pois elas captam os nutrientes de que se alimentam no ar. Mas não toleram ventos fortes, o que deve ser evitado. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspessor / pulverizador. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nenhuma concentração do elemento COBRE, na proporção de uma colher de chá diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras. Fitoquímica – As Tillandsias são plantas bioindicadoras da qualidade do ar, pois absorve substâncias tóxicas que se acumulam em seus tecidos, demonstrando externamente graus de intoxicação à que estão submetidas pela poluição atmosférica.
Obs: Interessados na compra de exemplares desta variedade ou outras, favor solicitar Catálogo Fotográfico pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br