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sábado, 31 de março de 2012

BRASÍLIA E O CERRADO QUE A ACOLHE

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

O Cerrado é um dos caldeirões ardentes para a conservação da biodiversidade do planeta. Logo no início da criação de Brasília, nos idos de 1957, havia uma grande preocupação de como se domaria a grande concentração de alumínio na terra vermelha, que a torna acida e imprópria às culturas. Juscelino Kubitschek de Oliveira, Presidente da República na época e criador de Brasília, resolveu recorrer a colônia japonesa em São Paulo e trouxe várias famílias pioneiras para serem assentadas no projeto que ele chamou na época de Cinturão Verde de Brasília. Esses desbravadores nipônicos foram assentados na Vargem Bonita, Núcleo Bandeirante, Estrada Parque Taguatinga, Brazlândia e outras localidades estratégicas em volta da cidade que nascia. Tinham como missão a produção de hortifluti granjeiros para abastecer a cidade e assim foi feito. Posteriormente mais da metade da vegetação original de Cerrados foram se transformando em pastagens plantadas. Historicamente a região é tomada pelas queimadas (espontâneas e / ou provocadas pelo homem) na época da seca, que vai de junho a setembro. Nos anos oitenta começaram a chegar na região os migrantes da região sul, que começaram a rasgar as entranhas das terras vermelhas com o arado para dar lugar as vastas plantações de soja e outras culturas anuais. O Cerrado possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo. Algo em torno de sete mil espécies, com alto nível de endemismo. A riqueza de espécies de aves, peixes, répteis, anfíbios e insetos é igualmente grande, muito embora a riqueza de mamíferos seja relativamente tímida. As taxas de desmatamento no Cerrado que existe em torno de Brasília é muito alta e apenas algumas pequenas áreas se encontram legalmente protegidas seja pela iniciativa privada e / ou governamental. Diversas espécies animais e vegetais estão ameaçadas de extinção e presume-se que vinte por cento das espécies ameaçadas ou endêmicas não ocorram nas áreas legalmente protegidas. As principais ameaças à biodiversidade do Cerrado são as queimadas, erosões dos solos, a degradação dos diversos tipos de vegetação presentes no bioma e a invasão biológica causada por gramíneas de origem africana. O uso do fogo para abertura de áreas virgens e também utilizado na intenção de estimular o rebrotamento das pastagens nativas também é prejudicial, muito embora o Cerrado seja um ecossistema adaptado ao fogo. Muitas espécimes vegetais, demoram muito a se recuperarem. Destacamos aqui a família das Bromeliaceas. Temos entre os vários exemplares de Bromélias do Cerrado uma bem diferente de todas outras conhecidas. Essa variedade é azul com bolinhas roxas a noite, mudando de cor pela manhã, fica rosa com amarelo, de tarde laranja com vermelho e a noite volta a ser roxa com azul. As outras variedades existentes no Cerrado do entorno de Brasília são:
- Aechmea Bromeliifolia (Rudge) Baker
- Aechmea Bromeliifolia var. Albobracteata Philcox
- Aechmea Baker var. Bromeliifolia (Rudger)
- Ananas Ananassoides (Baker) L. B. Sm.
- Billbergia Porteana Brong. ex Beer
- Bromélia Balansae Mez
- Bromélia Interior L.B.Sm.
- Dyckia Brasiliana L.B.Sm.
- Dyckia Machrisiana L.B.Sm.
- Encholirium Luxor L.B.Sm. & R.W.Read
- Pitcairnia Ulei L.B.Sm.
- Pseudananas (Hassl.)
- Pseudananas Sagenarius (Arruda) Camargo
- Tillandsia Geminiflora Brongn.
- Tillandsia Geminiflora Brongn. Var. Geminiflora
- Tillandsia Loliacea Mart. ex Schult. & Schult. f.
- Tillandsia Pohliana Mez
- Tillandsia Stricta Sol.
- Tillandsia Stricta Sol. var. Stricta
- Tillandsia Tenuifolia L.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O ENCANTAMENTO DAS NINFAS

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Brotando em rochas áridas, ou desfrutando de sombra e água fresca em endereços requintados em condomínios de luxo, a Bromélia é uma heroína vegetal. Cheia de fibra, capaz de sobreviver à falta d’água e de economizar alimento, a família das Bromeliáceas, oferece uma engenhosa gama de respostas evolutivas e adaptativas ao meio ambiente. Basta uma brusca mudança do ambiente para que o mecanismo de auto preservação da planta provoque a floração precoce em um exemplar semi adulto. A planta sente-se ameaçada e o seu instinto de preservação desencadeia a floração com a finalidade de gerar sementes e brotos laterais, assegurando assim a sobrevivência da espécie totalmente adaptada ao novo ambiente. Num mundo onde as selvas tropicais e subtropicais há um abarrotamento de plantas competindo entre si, agressivamente centímetro a centímetro por água, luz e nutrientes. Toda planta que pode sobreviver em locais onde nenhuma outra cresce, tem uma grande vantagem. Sobrevivendo em locais inóspitos, uma planta elimina o problema de vizinhos agressivos e competitivos. Destas plantas que criam um meio de sobrevivência, onde nenhuma outra consegue, as Bromélias estão entre as mais avançadas. Na verdade, as Tillandsias (pertencentes a subfamília das Bromeliáceas) são freqüentemente chamadas de “plantas do ar” por causa de sua capacidade de sobreviver sem solo, raízes ou água. Elas sobrevivem pelo apego às rochas, árvores e até mesmo – pasmem – entre os espinhos pontiagudos dos Cactos nos desertos, elas captam a água da chuva e / ou gotículas do orvalho e poeira para se abastecer de toda umidade e nutrientes que necessitam e que nunca conseguiriam receber por vias normais dentro das selvas. No Brasil, esse tronco botânico é encontrado desde a floresta Amazônica até os pampas gaúchos. Das cerca de três mil espécies existentes nas Américas, mil e duzentas são endêmicas ou típicas apenas do território brasileiro. Botânicos classificam estas notáveis sobreviventes como Bromélias epífitas. Uma epífita é qualquer planta que não vive no solo, mas sobrevive pelo apego a uma outra planta. Epífitas no entanto, não devem ser confundidas com parasitas, porque enquanto um parasita obtém nutrientes de seu hospedeiro, uma epífita trata o mesmo como nada mais do que uma plataforma de pouso e ancoragem. Não prejudicam a planta hospedeira de nenhuma forma. Para efeito de apoio e / ou ancoragem, as Tillandsias produzem algumas raízes semelhantes a arames, que são capazes de se fixar em qualquer superfície. Embora sendo muito eficazes no apoio às plantas, estas raízes não desempenham nenhum papel na obtenção de umidade ou nutrientes. Na natureza, uma grande variedade de plantas servem de abrigo ao mundo animal. Entretanto, poucas chegam a hospedar uma fauna tão variada e abundante como as Bromélias. A importância ecológica das famílias são marcantes nos ambientes em que ocorrem, pois muitas espécies ampliam a biodiversidade através dos tanques (fitotelmatas), que funcionam como verdadeiros reservatórios onde se acumulam as águas das chuvas, que por sua vez, são utilizadas por uma vasta gama de seres vivos. A planta transforma-se assim num diminuto oásis. A Bromélia dá de beber aos pássaros, macacos, batráquios e pequenos roedores, que ali saciam a sede. Muitos nascem e morrem na copa das árvores sem nunca ter posto os pés na terra firme, pois as Bromélias lhes dão as provisões necessárias as suas sobrevivências. Como Ninfas Gregas, elas estão presentes em todos biomas brasileiros. Algumas espécies de Bromélias se instalam no alto de árvores e só se reproduzem com a ajuda de animais que cumprem as funções de transferir pólen para outras flores e sementes para locais onde possam germinar, como Beija-Flores, Abelhas, Morcegos e outros insetos. Essa interdependência entre Bromélias e outros habitantes dos ecossistemas faz com que elas sejam peças chave da biodiversidade e denunciem os primeiros indícios de deterioração dos biomas. Elas servem como bioindicadoras para contar a historia da conservação dos biomas. O bioma é conceituado no mapa como um conjunto de vida (flora e fauna) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em diversidade biológica própria. Dentre os inúmeros biomas brasileiros podemos destacar e descrever os que se seguem:

- Floresta Amazônica:

Estende-se além do território nacional, com chuvas freqüentes e abundantes. Apresenta flora exuberante, com espécies endêmicas, e é habitada por inúmeras espécies de animais, alguns raros e exóticos. Para se ter uma idéia da riqueza da biodiversidade desse ecossistema, ele apresenta até o momento um milhão e quinhentas mil espécies de vegetais já identificadas por cientistas.

- Mata de Cocais:

A Mata de Cocais situa-se entre a Floresta Amazônica e a Caatinga. São as matas formadas por carnaúba, babaçu, buriti e outras palmáceas. Vários tipos de animais habitam esse bioma, como a araracanga e o macaco cuxiú.
- Pantanal Mato-Grossense:
O Pantanal está localizado na região Centro-Oeste brasileira e engloba parte dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. A área é a maior planície alagável do planeta, com espantosos indicies de biodiversidade animal. Sofre a influência de diversos ecossistemas, como o Cerrado, a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, assim como os ciclos de seca e cheia, e de temperaturas elevadas.

- Caatinga:

A Caatinga localiza-se na maior parte da região Nordeste. No longo período da seca, a vegetação perde as folhas e fica esbranquiçada. Esse fato originou o no Caatinga, que na linguagem Tupi, significa mata branca. Os cactos, como Mandacaru, o Xique-Xique, as Dyckias, e outras plantas como o Umbuzeiro, a Jurema e outras, de grande importância para sobrevivência da fauna e do próprio homem.

- Restinga:

A Restinga é típica do litoral brasileiro. Os seres que habitam esse ecossistema vivem em solo arenoso, rico em sais. Parte desse solo fica submerso pela maré alta. Como exemplo de plantas características da Restinga, posso citar: Gravatás e outras Bromélias, Cactos, Aroeirinha e outras.

- Mata Atlântica:

A Mata Atlântica é um bioma presente na maior parte do território brasileiro, abrangendo ainda parte do território do Paraguai e da Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores perenes e que atingem de vinte a trinta metros de altura. Nela há uma grande diversidade de epífitas, como Bromélias e Orquídeas. Ela foi a segunda floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Ela acompanhava toda linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto brasileiro, e era continua com a Floresta Amazônica. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é um dos maiores do planeta.

- Cerrado:

O Cerrado é um dos caldeirões ardentes para a conservação da biodiversidade do planeta. Historicamente a região é tomada pelas queimadas (espontâneas e / ou provocadas pelo homem) na época da seca, que vai de junho a setembro. O Cerrado possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo. Algo em torno de sete mil espécies, com alto nível de endemismo. A riqueza de espécies de aves, peixes, répteis, anfíbios e insetos é igualmente grande, muito embora a riqueza de mamíferos seja relativamente tímida. As principais ameaças à biodiversidade do Cerrado são as queimadas, erosões dos solos, a degradação dos diversos tipos de vegetação presentes no bioma e a invasão biológica causada por gramíneas de origem africana. O uso do fogo para abertura de áreas virgens e também utilizado na intenção de estimular o rebrotamento das pastagens nativas também é prejudicial, muito embora o Cerrado seja um ecossistema adaptado ao fogo. Temos entre os vários exemplares de Bromélias do Cerrado uma bem diferente de todas outras conhecidas. Essa variedade é azul com bolinhas roxas a noite, mudando de cor pela manhã, fica rosa com amarelo, de tarde laranja com vermelho e a noite volta a ser roxa com azul.

Você sabia que uma árvore pode formar um ecossistema?

Um ecossistema abriga um grupo de seres vivos interdependentes. A sobrevivência deles também depende de fatores físicos como a água e o solo. A luz solar e o solo são elementos inanimados, ou abióticos. Biota é o conjunto de seres vivos de um ecossistema. Um bioma contém vários ecossistemas. Não crescem árvores em planaltos de grandes altitudes como na vegetação no topo da Cordilheira dos Andes, por exemplo; porque a temperatura é muito baixa. No mesmo ecossistema, os seres vivos estão interligados por meio da teia alimentar. A Caatinga é um bioma exclusivo do Brasil. O Cerrado, bioma brasileiro, é sinônimo de savana. A ausência de predadores pode desequilibrar a sobrevivência de um ecossistema. Na vida dura dos desertos, por que os animais têm hábitos noturnos porque à noite as temperaturas são mais amenas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

AS TILLANDSIAS DO BRASIL

Por: Rômulo Cavalcanti Braga
O Brasil abriga cerca de quarenta por cento das espécies de Bromeliaceas catalogadas, o que representa quase mil trezentos e dez táxons diferentes. Quanto aos gêneros, cerca de setenta e três por cento ocorrem no país. Destes, quarenta por cento são encontrados exclusivamente no Brasil com vários gêneros endêmicos principalmente na Mata Atlântica, ecossistema que abriga grande diversidade e quantidade de Bromélias. Ocorrem também nas Restingas, nos Campos Rupestres, Campos de Altitude, Cerrados, Caatinga e em algumas regiões da Amazônia e do Pantanal do Mato Grosso (Leme & Marigo, 1993). Na última monografia escrita para as Bromeliaceas, Smith e & Downs (1974, 1977 e 1979), organizaram duas mil cento e dez espécies em quarenta e oito gêneros e três subfamílias: Pitcairniodeae, Tillandsioideae e Bromelioideae. Reconheceram quarenta e seis gêneros de Bromeliaceas para o Brasil. Nos últimos vinte anos, novas coletas e descrições elevaram em aproximadamente em cinqüenta e cinco por cento o número de espécies para a família, que atualmente conta com cerca de três mil duzentas e setenta espécies e cinqüenta e seis gêneros (Luther & Sieff, 1994,1997; Grant & Zijlstra, 1998; Luther, 2000, 2001; Faria, 2002). Em função dos crescentes impactos provocados pela ação do homem nestes ecossistemas, as Broméliaceas correm sério risco de desaparecimento e carecem de urgentes estudos e medidas de conservação. Aos meus olhos a melhor forma de conservação é o incentivo a formação de colecionadores, pois esses com certeza procurarão preservar e cultivar da melhor forma possível cada exemplar que lhes chegarem ás mãos. Há necessidade de levantamentos florísticos com elaboração de chaves artificiais para identificação dos espécimes, além de informações sobre sua distribuição geográfica no Brasil, objetivando subsidiar a conservação de fragmentos remanescentes da Mata Atlântica e outros biomas igualmente ameaçados. Lamentavelmente há uma carência imensurável de pesquisadores de campo, para procederem novas coletas e conseqüentemente novas descobertas. É um paradoxo um país com tantos biomas ser tão pouco estudado e pesquisado e o pior, ao se procurar aprofundar um pouco mais a respeito de um espécime qualquer endêmico do Brasil, muito pouco ou nada se conseguira a respeito. Digo isso por experiência própria. Na qualidade de Colecionador de Bromélias com ênfase para subfamília das Tillandsioideaes, procurei aprofundar meus conhecimentos sobre esses táxons. Nada encontrei de literatura na língua portuguesa a respeito. Então tomei a iniciativa de montar um Blog intitulado Tillandsias Raras, onde no espaço de um ano fui montando Fichas Técnicas Individuais de cada espécime e descrevendo o manejo, a ambientação, o cultivo e reprodução de cada exemplar. Consegui implantar setecentas e oito Fichas Técnicas das quais, praticamente a metade só consegui identificar o país de origem e algumas fotos. Ao tentar descrever as endêmicas do Brasil a experiência não foi nada animadora, pois muito pouco ou nada se tem registrado a respeito dessas plantas encantadoras e misteriosas. Estou pretendo em registrar novas Fichas Técnicas sobre seleto grupo brasileiro de Tillandsioideaes de inflorescência vermelha e posteriormente das endêmicas do Brasil. Sei que muito pouco poderei discorrer a respeito desses táxons, mas creio que será uma pequena contribuição aos novos acadêmicos graduados em Botânica que despontarão daqui para frente.

CULTIVO DE BROMÉLIAS E TILLANDSIAS NO BRASIL

Por: Rômulo Cavalcanti Braga

As Tillandsias desfrutam a anos de uma popularidade cada vez mais crescente nos Estados Unidos, Austrália, Holanda, Japão, Alemanha e outros países, onde são formados Clubes e Associações. Nada mais agradável, pois grande parte das Tillandsias se encontram em processo de extinção e a melhor maneira de serem salvas, é o cultivo pelas mãos de colecionadores. As Tillandsias têm uma reputação de possuir crescimento lento e muitas vezes de serem difíceis de se cultivar, nada de mais se comparado ao cultivo das Orquídeas. Lamentavelmente no nosso país, atualmente se valorizam muito as Orquídeas e se coloca no limbo as suas ilustres primas as Bromélias com preconceitos do tipo: que são vetores de reprodução dos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus – transmissores da dengue. Na verdade vários estudos feitos pela Fiocruz, desmitificam o fato. Na natureza, uma grande variedade de plantas servem de abrigo ao mundo animal. Entretanto, poucas chegam a hospedar uma fauna tão variada e abundante como as Bromélias. A importância ecológica das famílias são marcantes nos ambientes em que ocorrem, pois muitas espécies ampliam a biodiversidade através dos tanques (fitotelmatas), que funcionam como verdadeiros reservatórios onde se acumulam as águas das chuvas, que por sua vez, são utilizadas por uma vasta gama de seres vivos. A planta transforma-se assim num diminuto oásis. A Bromélia dá de beber e comer aos pássaros e macacos que ali saciam a sede. Muitos nascem e morrem na copa das árvores sem nunca ter posto os pés na terra firme, pois as Bromélias lhes dão as provisões necessárias as suas sobrevivências. A reprodução das Bromélias na natureza ficam a cargo dos beija-flores e abelhas silvestres, seus principais polinizadores. E certo que cada uma tem o seu valor e eu acho que isso resulta de uma incapacidade de reconhecer as diferenciações entre as Bromélias. Quero compartilhar o que aprendi sobre como fazê-las crescer rapidamente. É interessante comparar os dois maiores grupos de bromélias de uma perspectiva ecológica / hortícola. Nesse texto a palavra Tillandsias refere-se apenas às espécies xerófitas ou atmosféricas que crescem nos habitats semi-áridos. Também incluirei as espécies xerófitas das Vrieseas, como a Vriesea Espinosae e Vriesea Rauhii. O outro grupo de que tratarei é o de Bromélias Tanques, aquelas que retêm a água no centro de suas rosetas. Estas são as Aechmeas, Vrieseas, Neoregélias, Guzmanias e Alcântareas Imperialis. Há naturalmente, formas intermediarias tais como as Tillandsia Hildae, Tillandsia Mima, Tillandsia Wagneriana, que podem conter um pouco de água, mas provavelmente raramente por causa de seus habitats. Bromélias Tanques (Vantagens e Desvantagens) – Considero as Bromélias Tanques bastante difícil de crescer em grupos por diversas razões. O problema decorre principalmente de duas características: sua simetria regular e suas folhas geralmente glabras. As folhas brilhantes tornam qualquer dano, altamente visíveis, como manchas de queimaduras. Elas são facilmente feridas por plantas espinhosas adjacentes, como Aechmeas, então elas exigem um espaçamento amplo. A simetria perfeita das Bromélias Tanques é uma fonte primária perfeita de beleza, mas qualquer imperfeição torna-a altamente perceptível. Uma folha danificada não pode ser removida, pois sua ausência seria óbvio. Se uma planta é movida para um local mais claro ou mais escuro, as folhas novas vão crescer em uma roseta mais apertada ou mais solta, arruinando a simetria. Além disso, por causa da simetria são apresentadas da melhor forma como rosetas únicas. Mas, de uma vez que têm um ciclo de crescimento anual (uma planta de floração anual, produz mudas que irão florescer no ano seguinte), isso significa que as touceiras formadas terão que ser freqüentemente divididas e transplantadas. Pessoas que possuem alguns exemplares não percebem quanta mão-de-obra este trabalho envolve, mas bromeliomaníacos com dezenas de plantas me entende. Por último, as extremamente populares Neoregélias requerem uma atenção toda especial com relação ao uso de fertilizantes foliares, pois ao fornecer-lhes nitrogênio perto da maturidade, este inibirá o desenvolvimento de suas cores, que chamo de fixação de cores. Do lado positivo, as Bromélias tanque se adaptam melhor as imperfeições ambientais de uma casa do que as Tillandsias. Elas toleram baixa umidade, e muitas também se sentem à vontade em baixa luminosidade, especialmente as Vrieseas e Guzmanias. Elas também crescem melhor ao ar livre e no sudoeste. Tillandsias Xerófitas – As Tillandsias diferem das Bromélias tanques na maioria de suas características acima, e as diferenças tornam-nas mais fáceis de crescer como espécies quase perfeitas. Manchas de queimaduras raramente são visíveis, por causa da densa camada de tricomas. As folhas são geralmente mais resistentes e não são facilmente danificadas, e os danos são menos perceptíveis na maioria das espécimes por causa de suas formas informais. Também a formação simétrica mais solta na luz raramente estraga a beleza da planta. Erros no uso de fertilizantes não afetam a cor ou forma, mas sim a taxa de crescimento, o que só será percebido daí a algum tempo. Por último, as Tillandsias requerem menos cuidados e espaço, pois elas não necessitam terem suas touceiras divididas constantemente e não necessitam de substrato para se desenvolverem. A maioria destes espécimes ficam mais belas quando aumentam de tamanho formando touceiras. Além disso, a superlotação não fere uma a outra. Infelizmente, existem algumas comparações desfavoráveis com as Bromélias tanques. As Tillandsias necessitam de alta luminosidade, umidade e circulação de ar para um bom desenvolvimento, e, portanto são menos adaptáveis como plantas de interior. Várias espécies podem manter-se em boa aparência por muitos meses em casa, então elas adequadas para decorações temporárias como outras plantas floristicas, que após um período eventualmente serão descartadas e substituídas. No entanto, estou falando com Bromeliófilos que querem que suas plantas cresçam saudáveis e viçosas. É claro que algumas pessoas dedicadas procuram cultivá-las próximas a janelas e com todos cuidados inerentes a espécie. Um bom desenvolvimento de Tillandsias requerem um clima ameno e claridade. Acho que é intrigante que essas plantas que são adaptadas aos trópicos semi-árido, seriam menos tolerantes do que a aridez das Bromélias tanques, que vêm habitats mais úmidos. Mesmo que as Tillandsias cresçam onde sofrem semanas ou meses sem chuvas, a umidade quase nunca vai abaixo de cinqüenta por cento. Ainda assim, creio que as Bromélias tanques nunca tiveram uma experiência de umidade baixas também. Terei de deixar este mistério para um biólogo. Cultivá-las Grandes, Com Desenvolvimento Rápido – Acredito firmemente que a reputação das Tillandsias de serem lentas e /ou difíceis se deve a falha de reconhecer as suas diferenças de outras Bromélias. Não há truques para cultivá-las. Se forem dadas as suas três principais necessidades básicas – Luminosidade, umidade e circulação de ar, plantas saudáveis estarão garantidas. O que na maioria das vezes ocorre é que na ausência de fertilizantes apropriados ás espécies da família das Bromeliáceas, se recorre a adaptação, no caso do uso de fertilizante de Orquídeas. Apesar de serem primas, as Bromélias têm um poder de absorção foliar muito maior que as Orquídeas e também há o fator primordial: as Bromélias temem o elemento COBRE, que as leva fatalmente a morte. O sintoma clássico é o apodrecimento das folhas novas internas da roseta, que com o tempo se soltam, deixando em seu lugar uma mancha escura, e em seguida a morte do exemplar. Eu sempre coloco em todos os meus textos que sou contra a utilização de fertilizantes químicos, que eu pessoalmente só utilizo água pura e esporaticamente uma formulação feita com urina de vaca. Para aqueles que desejam se aventurar com os fertilizantes químicos eu sempre recomendo que o façam utilizando ¼ da força recomendada pelo fabricante, diluída em um litro de água, aplicado com sol frio e uma vez ao mês. Se você pretende desenvolver grandes touceiras é necessário que amarre a Tillandsia com um fio de nylon e a mantenha de cabeça para baixo, as novas mudas crescerão em volta da planta mãe formando bolas decorativas e o excesso de água não se acumulará. Nas espécies não caulescentes a maior parte do crescimento ocorrerá nos primeiros três / cinco anos, sempre se iniciando com uma única planta madura (matriz). A Tillandsia saudável após a floração produz tipicamente de três a cinco filhotes que irão no ano seguinte e também se multiplicarão por três ou cinco vezes. À medida que a touceira fica lotada, o número de filhotes ou brotos diminuirá para um ou dois, e alguns desses se sufocarão pelo crescimento adjacente. A Tillandsia Caput Medusae, por exemplo, atinge seu tamanho máximo em seis ou sete anos em ótimas condições. Depois a moita ou touceira se torna mais densa com as plantas ficarão cada vez menores em meio a multidão no centro da touceira, mas o diâmetro não aumentará. Caulescentes como a Tillandsia Duratii e Tillandsia Aeranthos têm o crescimento mais rápido porque os brotos permanecem bem espaçados e não há competição. Estas espécies se ampliam até o centro e se quebram sob seu próprio peso. A Duratii têm um fator de reprodução bastante interessante: os brotos surgem nas pontas das folhas maduras e ali se desenvolvem rapidamente. Cultura Mais Específica – É difícil fornecer detalhes específicos sobre as condições de tratos culturais, porque eles variam entre as espécies e com o clima da região do produtor. Mas basicamente a luz é o fator mais complicado de se qualificar. Fornecer-lhes luminosidade intensa tanto quanto elas podem tomar sem se queimarem, é preciso saber os limites da experiência. Aqui em Brasília temos alta luminosidade como no litoral do nordeste, assim por experiência própria eu utilizo as folhas de sombrite de 70% dobradas. Pois embora o fabricante afirme que a tela barra 70% da claridade, na prática não é o que ocorre, e sob a ação do tempo ela limitará somente 40%. A utilização de brita ajuda no fator da umidade, pois a pedra é fria, ainda mais quando molhada, mantém a alta umidade e conseqüentemente as plantas podem receber uma maior onda de calor. A umidade deve ser mantida preferencialmente acima de cinqüenta por cento. As Tillandsias pouco crescerão se a umidade for cronicamente inferior a esse valor. A circulação de ar é fator muito importante também, pois é ela que secará o excesso de água das folhas. A água só deve ser utilizada nas regas pela manhã e em dias alternados, assim elas estarão secas no meio da tarde, pois as Tillandsias fazem a respiração CAM e se forem molhas a tarde ou noite isso sufocará os tricomas, que impedirão a abertura das células para respirar. O quesito temperatura para nós no Brasil é um fator irrelevante, pois temos um clima tropical livre de baixas temperaturas. As Bromélias e Tillandsias suportam bem o calor, mas não a baixas temperaturas com neve e geadas, nesse caso elas terão que ser protegidas. Relacionarei a seguir as minhas observações respeitando a adequação de várias espécies, para serem cultivadas como aglomerações ou como exemplares únicos.
01 – Formam touceiras / aglomerações com grande rapidez:
- Aeranthos
- Bulbosa
- Bulbosa
- Butzii
- Caput Medusae
- Pauciflora
- Duratii
- Geminiflora
- Ionantha
- Ixioides
- Juncea
- Meridionalis
- Stricta
- Xiphioides
- Vriesea Espinosae
02 – Crescimento mais lento, com grandes aglomerações:
- Albertiana
- Argentina
- Araujei
- Cacticola
- Caeruela
- Concolor
- Croccata
- Pruinosa
- Seleriana
- Straminea
03 – Melhor cultivadas individuais ou pequenos aglomerados
- Argentea
- Brachycaulis
- Gardneri
- Hildae
- Juncea
- Mima
- Punculata
- Secunda
- Streptophylla
- Tectorum
- Tricolor
- Xerográphica
04 – Tillandsias Xerófitas que aceitam sombra escura e umidade
- Aeranthos
- Bergeri
- Butzii
- Filifolia
- Pauciflora
- Seleriana

BROMÉLIAS NO PAISAGISMO

Por: Rômulo Cavalcanti Braga
O artista expõe suas conferências e ilustra seus conceitos com projeção de imagens deslumbrantes. O paisagista cativa a audiência, transmitindo suas experiências, reflexões acerca de seu trabalho e algumas de suas convicções. Burle Marx, soube como ninguém criar e ousar no paisagismo. Foi dele a idéia acertada de utilizar bromélias, buritis e outros vegetais genuinamente brasileiros em seus trabalhos. Os jardins podem ser pequenos em tamanho, ou realmente pródigos em áreas cultivadas, e se a flora correta for usada para se adequar a forma e ao ambiente, tanto o proprietário como o designer podem obter os resultados da mesma emoção. A imagem tem que saltar aos olhos, dando uma sensação de frescor a quem a contempla. O espectador se encanta com o verde salpicado de nuances e uma palheta de cores proporcionada pelas bromélias, palmáceas, árvores, e suas respectivas inflorescências multicoloridas e frutos. O espírito sente-se em paz, no ambiente arrebatador de beleza exótica. Nada mais enlevante e atraente do que um jardim povoado de seres vivos. Jardins ricos em aves são também repletos de outras formas de vida e apresentam ar, água e solo saudáveis. Os pássaros fazem parte da imensa diversidade biológica do planeta, sendo responsáveis por inúmeros processos que ocorrem na natureza, como equilíbrio ecológico ao se alimentarem de insetos e pragas que atacam plantas, são também agentes polinizadores das flores possibilitando o desenvolvimento dos frutos e semeadores, levando as sementes de vegetais de um local para outro. De nada adianta se ter um belo jardim, com um paisagismo bem elaborado se nele não tivermos a presença dos pássaros e outros pequenos animais que dão vida e charme ao mesmo. Para que isso aconteça necessita-se de plantas que possam atraí-los, dando-lhes pouso seguro, esconder-se dos predadores e local para que construam seus ninhos. Quanto maior a variedade de espécies vegetais cultivadas, mais interessante será o jardim. Outra necessidade de grande importância é a alimentação, por esse motivo é essencial a presença de frutíferas. Já as flores produzem néctar, sendo indicada para chamar a atenção dos beija-flores. Chamo aqui atenção para o fato de que grande maioria de plantas importadas como por exemplo a Azaléia (Rhododendron Simsii) não é atrativa, pois possui uma toxina no pólen e no néctar chamada graianotoxina, produzindo um mel venenoso. Os beija-flores assim como as borboletas conseguem diferenciar e identificar essas plantas e as evitam. Cada espécie de pássaro tem predileção por uma planta, mas algumas destas consegue aglutinar alguns grupos de pássaros de variedades diferentes, como a Jabuticaba (Myrciaria Trunciflora), atrai periquitos, sabiás, sanhaços, saíras e jandaias. Já a Pitanga (Eugenia Uniflora) atrai os bem-te-vis, araponga, tico-ticos, canários da terra e outros. A Fruta de Sabiá (Acnistus Arborencens) consegue aglutinar um grande grupo de pássaros de diferentes variedades. Os reforços na alimentação com comedouros com frutas e grãos também são importantes para contar com a visita desses seres. Onde há Bromélias há sempre a presença marcante dos beija-flores. Então para se contemplar a beleza das plumagens, desfrutar-se dos cantos dos pássaros e dos vôos graciosos das borboletas diariamente é necessário incluir algumas espécies nativas apropriadas ao projeto paisagístico. Tudo isso pode ser conseguido num trabalho bem elaborado, onde se dá ênfase ao tema tropical onde as bromélias e as plantas brasileiras são as estrelas do projeto. As bromélias estão presentes em seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Campos de Altitude, Restinga, Campos Rupestres, Cerrado e Caatinga). Elas são herbáceas perenes que crescem no solo (terrestres), em superfícies rochosas (rupestres) ou em árvores (epífitas). A vantagem de sua utilização no paisagismo é que além de produzirem folhagens ornamentais, também têm inflorescências multicoloridas que duram semanas ou meses e atraem os seus principais polinizadores – os beija-flores. Tentarei classificá-las por categorias:
Abacaxis – Apesar de existirem cinco diferentes espécies de abacaxis, o mais famoso e amplamente conhecido é o comestível (Annas Comosus). Estas plantas do solo possuem folhas guarnecidas por fortes espinhos. Temos ainda o Abacaxi Vermelho (Annas Bracteatus) e o Abacaxi Miniatura (Ananas Nanus) que crescem com folhas e hábitos semelhantes, mas produzem frutos do tamanho de um ovo de galinha respectivamente. Ambos fornecem curiosas características ornamentais para o jardim tropical.
Tillandsias ou Plantas de Ar (Airplants) – É o maior grupo da subfamilia das bromélias. São chamadas de plantas aéreas por viverem em simbiose com as árvores e não crescerem no solo (são muito poucas que são terrícolas). Tillandsias geralmente se desenvolvem como epifitas, rupestres. Algumas possuem folhas verdes macias, outras folhas prateadas. Todas ao florescerem apresentam graciosas flores de cor vermelha, rosas ou roxas e suas brácteas são de um colorido intenso.
Guzmanias ou Bromélias da Tocha – Nativas das florestas tropicais úmidas de montanhas, devem ser cultivadas a meia-sombra. Suas folhas são verdes brilhantes e suas hastes florais são grandes e produzem um colorido vibrante que pode ser vermelho, laranja, rosa, amarelo, roxo, etc.
Neoregélias – Com cerca de cem espécies, estas não produzem hastes florais, suas flores minusculas ficam ocultas dentro das rosetas. Mas seu grande trunfo são as folhas multicoloridas vibrantes e sua rusticidade e resistência. Algumas são listadas, outras manchadas, outras apresentam sardas e etc. São consideradas o curinga do paisagismo.
Cryptanthus ou Estrela da Terra – São pequenas bromélias que se parecem com as estrelas do mar, elas cobrem o solo nos jardins tropicais. Suas flores são facilmente ingnoradas devido ao tamanho diminuto, mas suas folhas são muito vibrantes e decorativas, chegam a ser confundidas com artefatos de plástico.
Aechmea – A subfamilia compreende mais de cem espécies e desenvolvem um tanque em suas rosetas para armazenar água da chuva. As folhas são corjáceas e amplas. E variam em cor do prata ao verde, algumas possuem listas como ornamento. As Aechmeas crescem como epífitas ou rupestres em ambientes bem iluminados ou parcialmente ensolarados nos habitat tropicais. Além de possuirem folhas de interesse arquitetônicos, esses exemplares produzem hastes florais de longa duração, muitas vezes grandes e de ramificação de cor amarela, vermelha, laranja, rosa ou roxa.
Vriesea – A subfamilia contem duzentas e cinquenta especies e estão mais estreitamente relacionadas com as Tillandsias. Combinando as folhas das Neoregélias e ornamentando com as hastes florais das Aechmeas, as Vrieseas são plantas que tendem a crescer mais em sombras, e suportam mais o frio. Possuem folhas coriáceas que as vezes mostram manchas e / ou listas. Suas brácteas florais são coloridas, geralmente em tons de amarelo ou vermelho.
Bromélias do Árido – Três grupos de bromélias são endêmicas da seca, ensolarada da caatinga e desertos da América Central e se parecem mais com as Aloeas e Cactos. Temos nesse caso os Orthophytuns, as Dyckias e Hechtias. Suas folhas são rígidas com curvas e cruelmente forradas de espinhos. A folhagem é esbranquiçada, de cor cinza esverdeada ou cor de vinho. No caso das Dyckias as hastes florais são finas e vistosas, portando flores tubulares amarelas puxadas para laranja. Já no caso das Hechtias as flores são brancas ou cremosas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

TILLANDSIA VRIESIOIDES

 Nome Científico: Vriesioides Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Vriesioides
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: México
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Vriesioides é endêmica do México. Seu habitat fica no estado de Chiapas. Infelizmente, esse título não têm nenhuma informação detalhada. Se você puder contribuir com algum subsidio, por gentileza me envie pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br

TILLANDSIA TOMASII

 Nome Científico: Tomasii Tillandsia
 Nome Popular: Tillandsia Tomasii
 Família: Bromeliaceae
 Subfamília: Tillandsioideae
 Origem: Bolívia
 Ciclo de Vida: Perene
 Por: Rômulo Cavalcanti Braga
Tillandsia Tomasii é endêmica da Bolívia. Seu habitat é no departamento de Potosí, onde vegeta em arenito vermelho e nas paredes e muros da cidade. Infelizmente, esse título não têm nenhuma informação detalhada. Se você puder contribuir com algum subsidio, por gentileza me envie pelo e-mail: romulocbraga@uol.com.br